Esta página foi aberta por sugestão do Velho Amigo José Carlos de Melo com a finalidade de trocar experiências, de compartilhar esperança, alegrias e tristezas.
Esperamos receber depoimentos e ensinamentos daqueles que venceram a luta contra as drogas lícitas (álcool, tabaco, xaropes, barbitúricos, etc) e as ilícitas: cocaína, maconha, heroína, exctasy, etc.)
Sabemos que a luta é diária.
Cada dia é uma nova etapa e uma nova superação.
Maria de Lourdes Micaldas



11 de Agosto de 2009
GRUPOS DE AJUDA AOS FAMILIARES

O aumento dos grupos de ajuda aos familiares traz à tona não apenas um problema social mundial, que afeta milhares de adultos e crianças a partir dos 10 anos, mas também a epidemia de uma doença gravíssima, cuja recuperação é tratada pela ação persistente dessas entidades formadas por pessoas anônimas.

O Al-Anon reúne os familiares afetados por entes ou amigos íntimos de dependentes do álcool e outras drogas.

É mais fácil e menos doloroso conseguir agir, ouvindo as vivências de situações semelhantes e relatos dos membros do grupo que obtiveram sucesso do que agir sozinho.

A finalidade é ajudar uns aos outros.


As reuniões acontecem num clima de identificação e de cumplicidade.

Infelizmente, muitos familiares, tentando ajudar, agem de uma maneira que, direta ou indiretamente, facilita o uso das drogas. São os chamados facilitadores. Porque passam a mão pela cabeça, tentam justificar. Outros ameaçam, agridem e acabam agravando mais ainda o problema do adicto.


Mas cada membro que chega descobre que não é o único, nem é o maior sofredor dos seres humanos.

Logo reconhece que seu problema é comum a todos que frequentam o local. Todos naquele recinto possuem um doente em casa, na família, ou entre seus amigos queridos. E podem descobrir algo muito importante: que estão sofrendo de codependência. É frequentando as reuniões que se consegue compreender de que forma a codependência se manifesta no seu estado físico e social.

Esta descoberta é muito importante para que o familiar passe a cuidar mais de si mesmo para não adoecer.
Os codependentes se esquecem de si próprios pra viver em função das reações doentias do adicto.



E passam a entender que não são juízes nem salvadores para conseguir “curá-los”.

Também não lhes cabe livrá-los dos embaraços aos quais se metem.

Não oferecem prêmio nem castigo e aprendem que não devem tomar para si as responsabilidades do adicto, nem se sentirem culpados pela doença do filho/a.


Toda essa mudança de foco e de atitude dos pais ou dos responsáveis desperta o instinto de sobrevivência do adicto, que chega à conclusão de que precisa procurar ajuda nos grupos criados especialmente pra ele, já que não conta mais com ninguém em casa pra tomar conta dele.
E é no seu próprio grupo que o adicto cairá na real de que não é responsável pela sua doença, mas é o único responsável pela sua recuperação.


O grupo de ajuda não tem ligações religiosas, nem se preocupa com a situação financeira e social de seus participantes. Ali todos são iguais. Fazem parte de um mesmo sofrimento e de um mesmo ideal: livrar-se da culpa e da codependência, aprendendo a viver e a conviver com o adicto, buscando novos interesses em atividades que tragam prazer e alegria pra suas próprias vidas.


Se o familiar procurar o grupo de ajuda com o objetivo de “curar” o dependente da bebida ou de qualquer outra droga, errou o caminho. Os membros do Al-Anon procuram ajudar a família a qualquer hora e dia, sem, no entanto, prestar atendimento ao adicto. Para isso ele possui o grupo dele em separado.


Não existe um membro superior para falar pelo Grupo nem pelas entidades do AA, do AL-Anon, do NA ( narcóticos anônimos).


Os convidados são sempre lembrados pelo membro do grupo de que ali não existem instrutores, mas sim pessoas com suas opiniões, experiência e interpretações particulares. Todos os membros têm completa independência para falar e seguir suas próprias convicções sobre o programa de recuperação.


ALATEEN

Muitos jovens sofrem com a dependência dos pais.

O grupo Alateen é resultante da necessidade de atender aos jovens que padecem do problema de ter que conviver com pessoas que têm o hábito de beber compulsoriamente.

É mais doloroso ainda depender de pais e mães que bebem sem limite e perdem a consciência de seus atos.

A criança e o jovem sofrem a sensação de solidão e desamparo.
E é muito provável que se tornem adictos.


Lou Micaldas

Sites Importantes:


AA: www.alcoolicosanonimos.org.br



AL-ANON: www.al-anon.org.br



AL-ANON ALATEEN: www.al-anon.alateen.org



NA: www.na.org.br/portal



NAR-ANON: www.naranon.org.br



Autor: Lou Micaldas

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