
|
Esta página foi aberta por sugestão do Velho Amigo José Carlos de Melo com a finalidade de trocar experiências, de compartilhar esperança, alegrias e tristezas. |
| 013 de Outubro de 2009 EU CONSEGUI PARAR DE BEBER Hoje, 11 de outubro de 2009, completa exatamente um ano que parei de ingerir qualquer espécie de bebida alcoólica. Depois de ter bebido, muitas vezes sem moderação, por quase 50 (cinquenta) anos, considero esta data como a do meu renascimento e, enquanto Deus me der vida e saúde, vou comemorar com meus amigos e amigas do Clube de Corrida, da Hidroginástica, da Academia e das Caminhadas.
Troquei o vício da bebida, pelo prazer de fazer atividades físicas, graças a Deus, pois nunca me senti tão bem em toda a minha vida. Eis minha história: Quando surgiu a Lei Seca, eu decidi que tinha de parar de beber. Já havia tentado várias vezes, mas sempre recomeçava. Estava muito gordo, pesando quase 100 quilos. Meu caso não era assim tão grave, pois não havia atingido todos os degraus do alcoolismo. Bebia diariamente, mas sempre em casa e me alimentava bem. Aliás, comia demais. Minha bebida preferida era a cerveja, mas bebia tudo, uísque, conhaque, vodka, vinho, cachaça, etc. Costumava dizer que eu bebia por hora, tipo assim: duas, três, quatro horas de bebida, o que podia dar três/quatro litros de cerveja. Decidi então procurar ajuda profissional. Minha primeira consulta foi em 27/08/2008. Na verdade, eu não queria parar de vez, mas apenas ter mais controle. A médica que me atendeu foi taxativa: tinha que ser oito ou oitenta. Não podia ter meio termo. Confesso que afora o receio de ser flagrado bebendo e dirigindo, coisa que sempre fiz, também estava muito preocupado com meus índices de glicemia, que chegou a 132mg. Ainda era baixo, mas eu já estava praticamente diabético e cheguei tomar remédios para a doença. A médica me receitou um remédio chamado Topamax, cujo genérico é o Topiramato. Inicialmente as dosagens foram mínimas e ela disse que se eu quisesse podia beber, só que ia me sentir tão mal, que não continuaria. Foi o que aconteceu. Tentava beber, mas dava um mal estar tão grande, tipo dor de cabeça, boca amarga, etc. que tinha de parar. Pensei em deixar o remédio, mas aí minha força de vontade prevaleceu. Ao retornar a consulta, a médica me receitou também o Valium, também em doses mínimas. Aí o mal estar foi desaparecendo e a vontade de beber diminuindo. Nesse tempo, intensifiquei minhas atividades físicas. Já fazia regularmente caminhada e passei a fazer também hidroginástica. Como comecei a emagrecer, meu entusiasmo foi aumentando. Então, decidi parar de beber totalmente. Meu último gole foi em 11/10/2008. De lá para cá não arrisco beber nem cerveja sem álcool. Estou muito bem assim e com fé em Deus vou continuar. Parei de tomar os remédios há sete meses e meu peso nesta data é 85 quilos. Além das caminhadas e da hidroginástica, atualmente faço musculação em uma academia e há um mês ingressei em um Clube de Corrida. Pretendo em breve participar de minha primeira maratona. Também fiz novos amigos e amigas. Meu único problema de saúde atualmente é a pressão alta, mas devidamente controlada. Minha vida realmente mudou e, o mais importante, aumentou minha fé em Deus, para quem nada é impossível. Salvador, Ba., 11 de outubro de 2009. Autor: José Amâncio Neto |
Fale sobre o seu problema:
Desabafe