19 DE NOVEMBRO

DIA DA BANDEIRA

Entende-se por bandeira a um segmento de pano de uma ou mais cores que serve de distintivo a uma Nação, Corporação ou Partido e que se hasteia em uma madeira denominada mastro. Entre a sinonímia podemos citar: Lábaro, Balsão, Pendão, Estandarte, Pavilhão, que representam emblemas de união e disciplina militar.

A bandeira, como distintivo, outra coisa não é senão a reprodução do Escudo, das Armas ou Brasões, para que facilmente fossem vistos por todos, amigos ou inimigos, nos transcursos das batalhas. Sendo assim, a história das bandeiras é a história do homem em sociedade que, desde os primórdios da civilização, usou símbolos ou insígnias que distinguissem o seu clã ou grupos com os quais rivalizavam (inimigos).

Mesmo entre os animais, ainda hoje vemos a representação de suas bandeiras nos dejetos (urina e fezes) com que eles marcam os seus territórios dominantes, avisando aos outros espécimes que ali é ele quem domina e manda. No alvorecer da humanidade, já é encontrado o uso de bandeiras como símbolo guerreiro e figurativo.

Os egípcios já utilizavam bandeiras como símbolo figurativo, representadas por animais como o Boi APIS - os Gregos Aqueanos dela faziam uso como nos narra Homero, na guerra de Tróia. Jasão usou uma bandeira quando partiu para a conquista do Velocínio de Ouro - Os hebreus a conheceram e adotaram durante o período de cativeiro a que estiveram sujeitos pelos Egípcios, pois cada tribo tinha a sua bandeira. Muitos séculos, porém, a tribo já faz menção à "CAMISA DE NEMROD" que servia para distingui-los e aos seus companheiros na guerra que travou contra seus irmãos.

Os filhos de Noé também a ornavam com figuras. O certo é, que todos os povos antigos tinham a sua insígnia gravada na sua bandeira.
Os Assírios, a figura de uma baleia; os Babilônios, uma pomba; os Egípcios, o Boi APIS; os Hindus, a cruz suástica que milhares de anos depois foi ressuscitada por Hitler, na cruzada fracassada da superioridade da raça ariana sobre as demais raças humanas.

Os Hebreus tinham gravada em sua bandeira a letra TAU, os Medos tinham três coroas, os Partas a Cimitarra e assim por diante. Mais próximo de nossa história encontramos os Cartagineses, que espetavam a cabeça do primeiro cavalo inimigo abatido numa lança e o conduziam como troféu.

Para os Gauleses, o símbolo já era o galo... Mais uma vez foram os Romanos que regularam os símbolos, signos ou bandeiras, assim como o seu uso. Cada legião tinha cinco símbolos ou signos: Águia, Lobo, Minotauro, Cavalo, Javali. Mais tarde suprimiu os quatro últimos e ficou somente com a águia como símbolo do império romano.

A palavra bandeira é de origem germânica, apareceu na Idade Média e se generalizou, passando a indicar toda peça de tecido, com símbolos, distintivos, etc, de cores variadas; de Nações, Tribos, Associações, Partidos ou dinastia de Nobres. Então as bandeiras multiplicaram-se desordenadamente, seguindo uma falta de unidade peculiar, que é esta época da história.

A BANDEIRA DA REPÚBLICA
(Renato Xavier de Oliveira)

Em 19 de novembro de 1889, sob o céu noturno, encantador, achava-se o Brasil, deitado, descansando, porém não estava adormecido. No firmamento, as estrelas luziam,
como se estivessem olhando aqui para baixo,
com aquela permanente alegria, e dizendo:
"Brasil, descanse, que aqui, nós estamos velando por ti."

O quadro gigantesco, que se fixava no alto, era simplesmente belo. Enquanto as horas se passavam, eis que o Apostolado positivista do Brasil estava agindo em tomo da confecção da nova bandeira. E já pensando no princípio da "Religião" da humanidade", que fora fundada por Augusto Comte, tendo "O amor, por princípio, a Ordem, por base e o Progresso, por fim", foi eregida a tão esperada bandeira - com seus múltiplos significados, cuidadosamente estudados e aplicados e criteriosamente dotados de extrema visão, habilidade, boa vontade e grandioso senso altruístico.

Assim, em 17 de novembro, dois dias antes,
Teixeira Mendes expunha a Benjamim Constant,
sua proposta sobre o novo Pendão. Levado logo após a Deodoro da Fonseca, que se achava em casa, adoentado, este aprovou o estudo,
com a condição de ampliar o Cruzeiro do Sul,
e manter o formato e as cores da bandeira do Império, com o apoio total de Benjamim Constant e Rui Barbosa.

Assim, a República passou a ter um novo símbolo completo, em todos os sentidos para os brasileiros, que dele tanto se orgulham..

"Bandeira querida,
Venerada Bandeira.
Da Pátria aguerrida,
Formosa Pioneira."

Todos os países têm como seus símbolos representativos, suas bandeiras. O Brasil tem, como seu símbolo principal e eterno, sua bandeira. Sabemos que em cada fase pela qual o nosso povo passou, desde o descobrimento,
tivemos uma bandeira, diferente, até que em 19 de novembro de 1889, foi eregida a que até hoje nos causa alegria.

As primeiras bandeiras, foram:

1 - Da ordem de Cristo - De 1332 a 1651

2 - Real - De 1495 a 1521

3 - D. João III - De 1521 a 1616
4 - Do domínio Espanhol - De 1616 a 1640
5 - D. João IV - De 1640 a 1683
6 - Do principado do Brasil - De 1645 a 1816
7 - D. Pedro II - De 1683 a 1706
8 - Real do Século XVII - De 1649 a 1683

9 - Do Brasil Algarve - De 1816 a 1821

10 - Do regime constitucional - De 1821 a 1822
11 - Imperial do Brasil - De 1822 a 15 de novembro de 1889
12 - Provisória da República - De 15 a 19 de novembro de 1889.
13 - Nacional Brasileira - Desde 19 de novembro de 1889, até esta data.

ORAÇÃO À BANDEIRA
(Magdalena Léa)

Ó bandeira tão querida,
A mais bela entre outras mil!
Saúdo-te comovida,
Ó Bandeira do Brasil!

Brilha ao Sol! Paneja ao vento!
Magnífica e orgulhosa
Por seres tu a mais bela,
Por seres tu gloriosa.

Na cor verde tu retratas
Toda a grandeza das matas!

Na cor ouro tu encerras
Toda a riqueza das terras !

E num céu de puro azul,
Qual uma jóia de estrelas,
Brilha o Cruzeiro do Sul.

" Ordem e Progresso" é o grito,
A ecoar no infinito,
De um povo forte e audaz
Que ama e deseja a paz.

Ó Bandeira tão querida,
A mais bela entre outras mil,
Súdo-te comovida,
Ó Bandeira do Brasil.

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HINO À BANDEIRA
(Letra de Olavo Bilac - Música de Francisco Braga)

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!


Ivan Lins canta o Hino à Bandeira do Brasil, SESC SP nov. 2010.

 

Enviado por Laura Lellis

Webdesigner: Lika Dutra
Revisão: Anna Eliza Fürich

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