22 DE ABRIL

História do Brasil
(Marchinha de Lamartine Babo - Carnaval de 1934)
(Clique na figura abaixo e tente cantar junto!)

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Quem foi que inventou o Brasil?
Foi seu Cabral! Foi seu Cabral!
No dia 22 de Abril
Dois meses depois do carnaval
Depois Ceci amou Peri
Peri beijou Ceci
Ao som...
Ao som do Guarani!
Do Guarani ao guaraná
Surgiu a feijoada
E mais tarde o Paraty
Depois Ceci virou Iaiá
Peri virou Ioiô
De lá... Pra cá tudo mudou!
Passou-se o tempo da vovó
Quem manda é a Severa
E o cavalo Mossoró

Gravada originalmente na RCA Victor em 1933, por Almirante acompanhado pelo Diabos do Céu e lançada em discos 78 rpm. Outras gravações conhecidas são as de Lamartine Babo e coro (1955), Arrelia (1967), Banda do Canecão (1973), Quinteto Violado (1986), Coro Oba Oba (1986), entre outras.

Com uma melodia gostosa, aliada a versos que primam pelo "nonsense", a marchinha História do Brasil foi uma das mais cantadas no carnaval de 34, sendo até hoje lembrada com grande sucesso.

Um mês após a folia de momo daquele ano, era lançada a revista "Foi seu Cabral", usando como título uma parte do refrão da música. Nos versos finais, Lamartine faz referência a dois grandes ídolos do público na época: a fadista portuguesa Severa e o cavalo Mossoró, ganhador do Grande Prêmio Brasil.
Nota:
verifica-se ai, um salto quântico
para o seu tempo, 1933, que é resumido assim: "De lá.../pra cá tudo mudou" e canta que quem manda agora é a Severa, a mascote do time de Futebol Portuguesa de desportos, a Lusa, que na época contava com um dos melhores elencos do país, e o cavalo criado no Brasil Mossoró, que ao vencer 1933 o primeiro Grande Prêmio Brasil no hipódromo da gávea, pelo que se conta, quase foi levado no colo por uma multidão em êxtase.". Fonte: www.ufjf.br/darandina/files/2010/12/Do-samba-...pdf 

Paraty, na segunda estrofe, refere-se à cachaça. Há que se registrar ainda a polêmica empreendida pelo cançonetista De Chocolat (pseudônimo de José Cândido Ferreira), que acusou Lamartine de ter plagiado a sua música "Negro Também é Gente".

Apesar de alguns versos do refrão coincidirem, a melodia era diversa. Mesmo tendo sido amplamente divulgado pelo jornal A Hora, a discussão não vingou. É o que conta o jornalista Jota Efegê: "A composição de "De Chocolat", como título "Negro Também é Gente", ficou quase no anonimato, mesmo tendo a valorizá-la a interpretação de Francisco Alves, o Rei da Voz, vivendo, na época (1933-34), o apogeu de sua majestade canora.

O indigitado plágio, a incriminada apropriação ilegal, levada ao conhecimento de A Hora, e pelo jornal estampada na primeira página da edição de 13 de janeiro, ilustrada com a caricatura do acusado (feita por Nássara), teve ali seu início e fim sem turbar a história’ do Brasil – a da irreverência glozante do Lalá, o Lamartine Babo. A desejada polêmica gorou".

Trecho extraído do livro Trá-lá-lá: Lamartine Babo (de Suetônio Soares Valença, Velha Lapa Gráfica e Editora

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Durante o período dos grandes descobrimentos marítimos, Portugal e Espanha se empenharam em procurar um novo caminho para as Índias. Em 1492, Cristóvão Colombo, a serviço da Espanha, descobre a América, abrindo uma nova perspectiva de descobertas.

Portugal e Espanha assinaram em 1494 o Tratado de Tordesilhas, para evitar futuras guerras pela posse das novas terras. Em 1500, parte de Portugal uma poderosa esquadra, composta de 13 caravelas, chefiada por Pedro Álvares Cabral. Este tinha uma missão dupla: estabelecer um contato diplomático com a Índia, alcançada alguns anos antes por Vasco da Gama, e outra missão, mais secreta: desviar-se um pouco de sua rota e explorar as terras desconhecidas no lado português da linha divisória estabelecida pelo Tratado. Antes dele, outros navegadores portugueses já haviam constatado a existência dessas terras, sem desembarcar.

Partindo do Tejo a 9 de março de 1500, com uma frota de 1.000 homens, Cabral seguiu a costa africana. Na altura da Guiné, seguindo as ordens recebidas, desvia-se da rota, com o propósito aparente de procurar melhores condições de vento. A 22 de abril, chega às novas terras. Avistou em primeiro lugar um monte, que denominou Monte Pascoal, e aportaram numa baía mais ao norte.

A 26 de abril, Frei Henrique Soares rezou uma missa de ação de graças, numa pequena ilha, por eles chamada Coroa Vermelha. Transferiram-se então para o continente, onde asseguraram a posse da terra com outra missa, rezada com a presença dos índios ali encontrados, a 1° de maio.

Tendo dado por concluída a sua missão ali, Cabral parte no dia seguinte para a Índia, mandando ao mesmo tempo uma caravela com notícias da descoberta para o rei de Portugal. Era uma carta, escrita por Pêro Vaz de Caminha.

Em tão pouco tempo, Cabral não pôde decidir se havia desembarcado em um continente ou não, e julgou haver alcançado uma grande ilha, que denominou Ilha de Vera Cruz. Outras expedições vieram explorar o local descoberto por Cabral, e averiguando ser realmente um continente, denominaram-no Terra de Santa Cruz, em homenagem ao Cruzeiro do Sul, principal constelação vista desta área.

Em 1511, depois da descoberta do pau-brasil, madeira muito útil que logo foi explorada pelos portugueses, a nova terra recebeu o nome de Brasil.

POESIAS SOBRE O DESCOBRIMENTO

Descobrimento do Brasil

Descobriu-se o Brasil, terra onde se encontra o Brasil.
Descobriu-se o Brasil, coincidentemente rimou-se com abril, mês do seu descobrimento.
De suas verdes matas, vai ser feito o carvão. De seus muitos indios, vão ser vendidos os cocares para estrangeiros do além-mar. Lembranças do Brasil varonil que continua rimando com o mês de abril.
Triste sorte de um povo feliz, que sorri o pouco que tem.
Triste sina de um Brasil que se descobre a si mesmo e não gosta do que vê.
Viva o Brasil....

Autora: Maite Schneider


"A per-versão não-oficial dos fatos"

Vem da gávea o esperado grito solitário, lá pelas tantas da manhã de um dia de abril, do faminto, mas atento marujo hereditário, que de atento entre tantas águas, terra viu. Fedido corpo, olhos inchados, mareados, da luta no mar denso, água velha do barril, mal dormido, mal sonhado e não-amado, voz rouca, seca, profunda para o ar partiu, e a frase louca inundou o céu de sol alado - "Terra à Vista!" ...e foi encontrado o Brasil...

A Vossa Alteza, escrevo do achamento desta nova terra que a Coroa construirá
Envio este breve email em atachamento contando-lhe tudo que a TV não divulgará. São índios e índias pelados da cabeça aos pés mostrando tudinho do corpo para nós infiéis machos retidos e desgastados por esta viagem vendo as gajas desnudas como em bordéis,
Vossa Alteza há de convir deste desconforto de encontramos logo este paraíso como porto.

Mal passado algum tempo, a terra então mudou, o homem nu foi lenta e culturalmente dizimado plantou-se a lavoura da ganância que importou irmão negro trazido como bicho escravizado, que no tronco padeceu, suou, gritou e sangrou, enquanto o sacerdote, por Deus, equivocado, orou e cantou em latim, de banzo o negro chorou, e deste sangue penoso nosso roçado foi irrigado, as malocas deram lugar a muitos cruéis espigões orixás e pajelança acabaram em reza e orações. Vossa Alteza deve e pode, certamente, contar como certo, que desta terra que o comandante chamou de Vera Cruz todos que nela ficaram se julgam os matreiros mais espertos achando que o gingado e brejeirice das ancas sempre seduz e batucando forte dançarão nos braços da aguardente decerto a noite toda sem importar-se que do dia já chegou o raio de luz, mas este pobre povo que se julga supimpa, malandro e liberto, nada percebe, como cabra-cega, tateia na escuridão do capuz acreditando até que seu país já foi um dia por Cabral descoberto não vendo a honra do povo necrosando pela corrupção em pus!
Majestade, meu Rei amado da Coroa Portuguesa, aqui encerro esta missiva de não sei quantos kabites consternado com que, ora vos relato, com certeza mas por obrigação de escrivão coloco em nosso site repito e afirmo que isto aqui era para ser uma beleza que o Comandante Pedro Álvares despediu-se numa light partindo para as Índias tão distantes e de outras riquezas jamais desviou-se da rota, portando-se como nobre do society, mas não sabia o Comandante, qual rebento um dia ele pariu Hoje lá está nas Américas, o pobre moçoilo, coitado Brasil!

Autor: Gabriel Ribeiro

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