2 DE MAIO

DIA DO EX-COMBATENTE

Brasileiros não reconhecem participação dos pracinhas na Segunda Guerra

O Brasil não soube reconhecer o sofrimento suportado pelos pracinhas durante a Segunda Guerra Mundial, tampouco o empenho por eles empreendido nas batalhas. O país também não deu voz para que os veteranos pudessem contar suas experiências.

A avaliação é do historiador Cesar Campiani Maximiano, que passou seis anos realizando entrevistas e coletando material sobre a experiência de guerra dos soldados brasileiros, que sobreviveram aos combates na Europa, entre 1944 e 1945.

Munidos de fuzis e do idealismo típico da juventude, cerca de 25 mil brasileiros embarcaram para as frentes de combate italianas e arriscaram suas vidas para derrubar os regimes nazi-facistas europeus. "Eles acreditavam que, lutando contra Hitler e Mussolini, dariam sua contribuição para a construção de um mundo melhor", explica Cesar, que defendeu tese de doutorado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFLCH) da USP.

Segundo o historiador, o reconhecimento reclamado pelos veteranos não são superproduções cinematográficas sobre a guerra nem grandes paradas militares - típicas dos norte-americanos. Cesar diz que os pracinhas gostariam apenas que a Força Expedicionária Brasileira (FEB) - nome que se deu à divisão de infantaria do Exército brasileiro enviada à Itália sob comando de Washington - fosse mais lembrada pela população e também melhor estudada nas escolas.

O esquecimento, continua Cesar, ocorre principalmente porque os ex-combatentes da FEB não tiveram a oportunidade de relatar suas experiências de guerra. "Os veteranos não tiveram voz, provavelmente porque eram pessoas simples, em sua maioria trabalhadores e operários sem muito estudo, cuja opinião não costuma ser ouvida pela sociedade brasileira", explica Cesar.

Lado humano da guerra
Um dos principais motivos que levaram Cesar a estudar o tema foi a pouca informação que se tem sobre a experiência e a vivência dos soldados brasileiros nas frentes italianas. Para ele, a história produzida sobre a participação do Brasil na guerra peca por ser desequilibrada - ou possui um caráter laudatório ou depreciativo.

Escutar o que os veteranos têm a dizer, segundo Cesar, foi um dos pontos mais complicados da pesquisa devido à dificuldade de comunicação que se impõe sobre pessoas que passaram por experiências completamente distintas. "É extremamente difícil para uma pessoa, que sempre viveu em situações de paz, entender o que um soldado sente durante a guerra."

Além disso, os veteranos costumam ser pessoas fechadas, que carregam consigo grande carga de recordações traumáticas. Dentre elas, o historiador enumera transtornos psicológicos chamados "neuroses de guerra" - que levaram muitos a cometerem suicídio após retornarem da Europa. A proximidade e a convivência com a morte também é uma das recordações mais lembradas pelos pracinhas.

"Eles matavam e viam gente morrendo o tempo todo. Muitas vezes também tinham que se alimentar e dormir ao lado de cadáveres. Essa situação brutalizava os soldados, tornando ainda mais complexa sua readaptação à sociedade", explica Cesar.

Autor: Tadeu Breda


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Lou, esta mensagem faz parte de meu pré-livro "Caminho Fácil a História do Brasil" e é direcionada aos leigos, aos nossos compatriotas e às futuras gerações, para que todos tomem conhecimento da bravura dos "PRACINHAS" na II Guerra Mundial.
132= SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (01/09/1939 = 07/10/1945) Participação do Brasil (02/07/1944 = 20/06/1945)
Ministro da Guerra: General Eurico Gaspar Dutra

Após os alemães torpedearem alguns de nossos navios mercantes,
O Brasil resolve entrar na Segunda Guerra Mundial.
Mais de vinte e cinco mil homens foram enviados à Europa;
Na Itália, a tomada de Monte Castelo firmou-se marcante,
Nossos soldados enfrentaram o inimigo e até enorme frio,
Os "Pracinhas" da FEB, apoiados pela FAB, honraram o Brasil!
133= FAB = Força Aérea Brasileira
FEB = Força Expedicionária Brasileira
1º DIE = Primeira Infantaria Expedicionária
Comandante do DIE = General Mascarenhas de Moraes
1º GpAvCa = 1º Grupo de Aviação de Caça (SENTA A PUA)
1º ELO = Esquadrilha e Ligação e Observação

Com a FEB o Brasil entrou na II Guerra Mundial,
Após receber treinamento seguiu rumo à Itália,
Lá, além do inimigo, os soldados suportaram o frio glacial;
Já nos primeiros confrontos, a FEB saiu-se a contento...

Nas ofensivas contra alemães, os brasileiros são presentes,
Para a conquista de Monte Castelo usou de sua força e raça.
Destemidos, os "pracinhas" passam o fogo pesado e vão à frente,
Aí, tudo melhorou com a participação de nossos aviões de caça...
Divisões alemãs e italianas depuseram as armas e se renderam,
Ao conquistar o Monte Castelo, a FEB, enalteceu nossa gente!

Por terra e pelo ar, a FEB e a FAB, ajudaram aos Aliados...
Com o final da guerra, nossos heróis soldados voltam ao lar,
No Brasil, os Pracinhas da FEB tiveram uma recepção salutar!

*(O fato deveria ao Brasil e ao mundo ser bem melhor divulgado)

Autor: Manuel de Almeida (Manal)
* Copyright

Webdesigner: Lika Dutra

CANTE A CANÇÃO DOS EXPEDICIONÁRIOS

CLIQUE E CANTE JUNTO!!!CLIQUE E CANTE JUNTO!!!

Letra: Guilherme de Almeida
Música: Spartaco Rossi
Banda: Base Aérea

Você sabe de onde eu venho?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Você sabe de onde eu venho?
É de uma Pátria que eu tenho
No bôjo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá trás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz!

Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.

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