16 DE MAIO
DIA DO GARI

(Os
garis surgiram para limpar as sujeiras naturais.
Exemplos: folhas das árvores, poeiras, pedras, etc.
Os mal educados jogam as suas sujeiras no chão
achando que os garis existem para servi-los.)
'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA,
CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE' GARI
NÃO É LIXO GARI
COM MESTRADO |
|
Pense
num trabalho ingrato e sujo! Autor: Rivaldo Cavalcante |
|
No Brasil, os garis são os profissionais da limpeza que recolhem o lixo das residências, indústrias e edifícios comerciais e residenciais, além de varrer ruas, praças e parques. Também capinam a grama, lavam e desinfetam vias públicas. Apesar de imprescindíveis para a manutenção da limpeza das cidades, o gari quase sempre passa despercebido nas ruas. As pessoas costumam considerar o trabalhador braçal apenas como sombra na sociedade, seres invisíveis, sem nome. O gari enfrenta o drama da “invisibilidade pública”, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde se enxerga somente a função e não a pessoa. Em Portugal, eram conhecidos como "almeida", em homenagem a um cidadão com Almeida no nome, que foi diretor-geral da limpeza urbana da capital portuguesa. O nome gari também é uma homenagem a uma pessoa que se destacou na história da limpeza da Cidade do Rio de Janeiro - o francês Aleixo Gary. O
empresário Aleixo Gary assinou contrato, em 11 de outubro de
1876, com o Ministério Imperial para organizar o serviço
de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. O serviço incluía
remoção de lixo das casas e praias e posterior transporte
para a Ilha de Sapucaia, onde hoje fica o bairro Caju. Em 1906, a superintendência tinha 1.084 animais, número insuficiente para carregar as 560 toneladas de lixo da cidade. Assim, da tração animal passou-se à tração mecânica, e depois ao uso do caminhão.
|
|
"Concurso público para a seleção de 1.400
garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado,
22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo e 3,180 com
superior incompleto, segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza
Urbana). Para participar do concurso, bastava ter concluído a
quarta série do ensino fundamental." Bom, nem sei por onde começar... Estas pessoas mencionadas no texto teoricamente
poderiam estar concorrendo a vagas com o nível de exigência
bem maior. Porém, a opção pelo concurso da Comlurb
é fruto, segundo eles, da falta de mercado em suas áreas
e da segurança que um serviço público proporciona. Por mais saturado que seja o mercado
de trabalho, como é o caso do direito, não faltam vagas.
As empresas, pelo contrário, sentem dificuldades de contratarem
profissionais. No entanto, a exigência é grande e o simples
fato de ter um diploma não garante a qualificação
do sujeito. Muitas profissões procuram pessoas com conhecimento
em informática, em língua estrangeira, com boa bagagem
cultural e/ou elementos pessoas como liderança, bom relacionamento
inter-pessoal etc. Este último ponto nos leva a
segunda justificativa: a estabilidade no emprego. Chamo a atenção pra você, leitor que me atura, pensar comigo... se uma pessoa tem um doutorado significa que ele passou no mínimo do mínimo 8 anos tendo contato com professores do primeiro time – a elite do magistério do país. Este doutor persegue a vaga de gari... Então eu faço a seguinte indagação: todos os professores que passaram em sua vida foram incompetentes na sua missão de ensinar ou este aluno fracassou e provavelmente passou a trancos e barrancos até conseguir o diploma de doutor? Quando eu digo fracassou não
é um menosprezo pela profissão de gari... longe disso.
Só não dá pra entrar na minha cabeça como
pode uma pessoa estudar quase 20 anos da sua vida pra limpar o lixo
da cidade. Mais do que isso, tenho uma colega de
faculdade que fez pós-graduação em seguida e me
"contratava" para elaborar resenhas de livros pra ela. E não
é porque ela não tinha tempo pra fazer... é porque
não sabia mesmo. Volto a afirmar, o insucesso do aluno não pode ser debitado na conta dos professores, nem mesmo nas instituições de ensino. A maior parte da responsabilidade deve ser atribuída a particularidades da pessoa, seja alguma dificuldade de aprendizado, seja desinteresse ou qualquer outra coisa que, diferente de como os pedagogos querem nos enfiar pela goela, o professor tem poucas ferramentas para reverter. O professor de faculdade não
pode ensinar um aluno a fazer uma resenha, assim como eu não
posso ensinar a meus alunos como se lê ou escreve B+A=BA. Cada um de nós nasce com uma
aptidão para certas áreas. Por melhor que eu seja, nunca
terei uma turma com todos os alunos aprendendo História. Isto
porque é impossível que todos tenham facilidade com a
leitura e escrita (fundamentais para se entender e "fazer"
História). O que a escola de hoje me impõe é a
exclusão daqueles alunos que não aprendem, seja pela repetência
ou pela evasão. Autor: Luiz Eduardo Farias |
Webdesigner: Lika Dutra
Qual
a sua opinião sobre esta matéria?
Envie suas críticas e sugestões.
Clique
aqui
Deseja
enviar esta página para um "Velho Amigo"?
Clique Aqui
<< Clique Aqui para voltar