1º DE OUTUBRO

DIA DO IDOSO

“Cada Momento
É... Um Momento Novo!
Renasça!”


"Agora que a velhice começa preciso aprender com o vinho a melhorar envelhecendo e sobretudo a escapar do perigo terrível de, envelhecendo, virar vinagre".
(
D. Helder Câmara)

Sorteio do livro "Envelhecimento e Vida Saudável"

A "velhaamiga" Dilma Faria Terra foi a felizarda que ganhou o livro "Envelhecimento e Vida Saudável" de Edmundo de Drummond Alves Junior, da Editora Apicuri.
Parabéns!


Em 28 de dezembro de 2006 entrou em vigor a Lei Federal n° 11.433/06 que dispõe sobre o Dia do Idoso a ser comemorado no dia 1° de outubro, juntamente com o dia internacional do Idoso.

IRRETOCÁVEL

Tenho cabelos vermelhos, pintados, para esconder os fios brancos.
Não me lembro exatamente em que ano eles começaram a branquear...
Tenho algumas rugas em volta dos olhos, também não me recordo quando elas
começaram a aparecer.
Tento disfarçá-las, tantas novidades no campo da dermatologia, achei por
bem aproveitá-las.
Do corpo não cuido quase, só recentemente entrei para uma academia por
ordem médica.

Ele me disse que na minha idade preciso de exercícios.
Mas falto mais do que vou, não gosto de fazer ginástica.
Das minhas unhas cuido semanalmente, penso que elas são uma porta de visita.
Unhas maltratadas causam uma péssima impressão.

De uns dois anos para cá descobri os cremes e aí compro um aqui, outro ali e no final não uso nenhum, mas compro, só de olhá-los na prateleira já percebo que as rugas se retraem.

Sou assim, vaidosa, mas não sou em excesso, penso que sou na medida certa, na medida correta para uma mulher.

Enfim os anos passam e as marcas que eles deixam em nós, não temos como conter.
Nem pretendo isso.

Acho que cada marca que meu corpo carrega tem uma linda história.

Às vezes me pego na frente do espelho descobrindo uma nova ruguinha e já me coloco a pensar o que a causou.

Depois reencontro com outra que já está lá vincada há anos e me recordo que ela apareceu quando perdi um grande amor.

Poderia enumerar também a história de cada fio de cabelo branco.
Foram filhos, maridos, amigos que colocaram eles ali.
Não quero me desfazer de nenhuma dessas marcas, apenas amenizá-las, acho que mereço isso.
A vida me deve isso.

Atualmente a parte que merece mais atenção minha tem sido a cabeça.
Tento todos os dias colocá-la no lugar, equilibrá-la, alimentá-la com sonhos e alegrias.
Corpo e mente caminham juntos, se um estiver em estado lastimável o outro provavelmente vai se deteriorar.

Não escondo minha idade, não adiantaria falar que tenho trinta e cinco e apresentar uma filha de vinte e sete. .
Metade deles, bem vividos, a outra metade muito sofridos.

Mas é exatamente aí que está o encanto da minha idade.
Conheci de tudo um pouco, das lágrimas aos sorrisos
e ambos me fizeram ser essa pessoa que sou hoje.

Ficaram as rugas no rosto e na alma, mas também ficaram sorrisos em ambos.

Minhas rugas mais bonitas são aquelas marcas de expressão
que eu adquiri por tanto sorrir, muitas vezes, quando o coração chorava.
Autora: Silvana Duboc


AGRADECER OS ANOS VIVIDOS

Algumas pessoas começam a ter cabelos brancos e rugas aos 20 anos. Outras morrem velhinhas, sem quase aparentar esses sinais. Parece que a única prova concreta de que a idade chegou é quando a gente começa e não consegue mais parar de contar histórias do passado. E a gente agradece, e agradece, e somente agradece por ter vivido momentos maravilhosos de enlevo e encantamento, sobretudo quando se trata de lembranças da infância, que costumam ser recheadas de cores, cheiros e sabores.

Os maiores acontecimentos eram as festas de aniversários. Não havia ainda a “lembrancinha”, mas nunca faltava língua-de-sogra, que a gente soprava na cara do outro até que a saliva amolecesse e rasgasse o papel de seda. Aí virava um apito e perdia a graça. O bolo de aniversário era coberto de glacê de açúcar, anilina-azul para os meninos, e rosa para as meninas, e enfeitado com perolazinhas prateadas, que a gente comia com guaraná em garrafa “caçulinha”.

Depois de cantar parabéns, com os bolsos cheios de balas de coco embrulhadas em papel crepom, brigadeiros e beijinhos, entre sanduíches de pão com patê de sardinha e “biriba” (picles, azeitona, queijo e salsicha) espetados no repolho, vinham as brincadeiras com os presentes: ligue-ligue, pequeno construtor, bambolê, resta um...

As crianças iam ao grupo escolar num uniforme de sarja azul-marinho e sapato Vulcabrás. Lá, aprendiam a reconhecer o “a de abelha ao z de zabumba” na cartilha "Caminho Suave". Na lancheira, um sanduíche de pão com ovo e uma garrafinha com água ou guaraná. E brincavam de “amarelinha”.

Se o dia era de feira, no almoço tinha peixe. Nos outros, arroz, feijão e bolinho de carne, às vezes substituído por bife e batatas fritas. Mas a feira guardava outras novidades, e esse era um motivo a mais para esperar pelas férias. A gente acompanhava a mãe, carregando uma galinha de arame, para proteger os ovos “caipira” ou de pato que, em forma de gemada, viravam fortificantes dos bons.

Na cesta de palha, levava um litro vazio para encher com óleo de cozinha extraído de um tambor. Na volta para casa, junto com as compras, vinha uma galinha carijó amarrada pelos pés, protestando escandalosamente, como se soubesse que seu fim seria virar ensopado para acompanhar a macarronada de domingo.

Lembranças de infância costumam ser recheadas de cores, cheiros e sabores. E a gente agradece, e agradece... e agradece! Momentos de puro encantamento, doces lembranças... Qualquer criança vivia na rua, até que apareceu a tal televisão. Depois da escola, fazia a lição e se sentava no sofá com um pacote de rosquinhas de leite São Luís, para assistir às aventuras do "Capitão 7" e do "Vigilante Rodoviário", seriados nacionais que competiam com americanos como "Rim-tim-tim", "Lassie" e "Papai Sabe Tudo".

Até chegar a hora de ceder o lugar para a mãe, que queria ver John Herbert e Eva Vilma em "Alô Doçura". Depois do "Repórter Esso" tinha sempre um programa humorístico com o impagável Golias, travestido de Bartholomeu Guimarães ou Bronco, da "Família Trapo". Sábado era dia de "Almoço com as Estrelas", apresentado por Airton e Lolita Rodrigues, a que os pais assistiam.

Antes que alguém comece a bocejar, queremos dizer que podemos ficar horas falando sobre coisas como colcha de piquê, blusa de ban-lon, camisa volta ao mundo, pomada Minâncora, Antisardina, Brylcrem, Acqua Velva, pó-de-arroz, rouge, laquê, peruca de Kanekalon... Quem sabe, discursar sobre a importância do cinema e da missa de domingo na aproximação dos casais. Mas paciência tem limite... até para falar de lembranças...

E como tudo na vida é puro aprendizado, aprendemos a agradecer, agradecer por todos os momentos vividos, pelos fatos gravados na memória, por todas as pessoas que, de uma maneira ou de outra, colaboraram em nossa evolução... “Reconciliar-se com todas as pessoas, coisas e fatos...”, eis a razão maior que mantém acesa a chama do ideal no coração e na vida das pessoas. Quando retornamos às fases de nossas vidas e agradecemos com sincero sentimento de gratidão, tudo se equilibra, tudo se harmoniza.

E o futuro daqueles que, continuamente agradecem às graças presentes ou às passadas, será igualmente divino por manterem no coração a docilidade e a pureza dos momentos de infância. Que não percamos nunca o lado doce, ingênuo e puro, porque este é o “Coração de Deus”!

Ah! Doce aurora de nossas vidas! Cada momento lembrado é um novo momento...!
Agradeçamos a todos os momentos vividos! Deus, muito obrigado, por todas as dádivas que o Senhor nos dá!

(Autor não mencionado)


O IDOSO

Denominações que indicam a velhice:
Velho, velhusco, velhote ou idoso.
Quem chega nesta fase vê-se orgulhoso,
Ao sentir nas palavras, a meiguice!

Querendo o saber na verdade...
Conheça pessoas sábias e suas essências, Estas são os idosos com a universidade, Cursadas no dia a dia de suas vivências...

A natureza e o desenvolver do humano,
Seguem de mãos dadas no Universo,
Com a sabedoria vem o maior discernimento;

No contexto, ao idoso há lugar no anverso!
Há épocas em que o idoso necessita receber,
Cuidados especiais dados ao recém-nascido,
Sentindo n'alma o lado do bem querer,
A atenção amável, o deixa envaidecido!

Ondas agigantam-se nos oceanos.
Por mais fortes que sejam, morrem na praia. A vida carrega turbulências em seus planos, Muitas se foram, os idosos, seguem na "raia"!

Autor: Manuel de Almeida (Manal)

Webdesigner: Lika Dutra

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