2º DOMINGO DE MAIO
8 DE MAIO DE 2011
DIA DAS MÃES
TEXTOS ENVIADOS POR VELHOS AMIGOS
MÃE É DIFERENTE DE PAI SER MÃE MINHA MÃE MÃE QUEM É VOCÊ? MÃE MÃE DEUS TE ABENÇOE POEMINHA À MÃE PARA SEMPRE AMOR DE MÃE VIVA AS MÃES! UMA FAMÍLIA FELIZ DIA
DAS MÃES DIA
DAS MÃES ORAÇÃO
DAS MÃES CARTA
DE UMA MÃE QUANDO
DEUS CRIOU AS MÃES MAMÃE O
MUNDO NÃO É MATERNAL MÃE "A VOCÊ " QUERIDA MAMÃE |
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Ainda vejo as lágrimas daquela mulher escorrerem rosto abaixo, lamentando a morte do filho. Os olhos perdidos num canto da sala confessavam sua desilusão frente ao destino: "Foi o que tive de direito". E não disse mais nada, nem precisava. Conhecíamos sua história, acompanhamos sua vida. Acho que ninguém tivera tantos problemas. Mãe é mãe em quaisquer circunstâncias; por natureza, é diferente de pai que, em certas situações, opõe-se ao filho, delatando-o, sentenciando-o; mãe, não. Se o filho é bom, ama-o; se é ruim, ama-o; se não presta de jeito nenhum, ela sofre. Logo cedo na vida um dos filhos de Alminda – menino bom, tão bom que era um exemplo de menino – começou a revelar um comportamento estranho. A vizinha e comadre, por confiança, disse-lhe: "Jorginho anda tão calado, quase não vem aqui em casa e mal fala com meus meninos que lhe são, bem dizer, irmãos." Alminda, que não queria admitir as falhas de Jorginho, correu logo em sua defesa: "É a idade, comadre, coisa de adolescente". A outra ouviu calada, pois não devia se meter em assunto que não lhe dizia respeito, mas tinha certeza: "Coisa de adolescente que não é: os meus têm a mesma idade e continuam prestando." O tempo serve para tudo, para curar feridas ou, se não cuidadas, abri-las ainda mais. Foi o que aconteceu. Jorginho passou a faltar às aulas, a chegar tarde da noite, alimentar-se mal, o que em pouco tempo lhe rendeu olheiras e um rosto abatido, um corpo magro, calças sobrando tecido. Não demorou para objetos desaparecerem misteriosamente e dinheiro sumir da bolsa de Alminda, que acusou a empregada e a dispensou. As coisas continuaram a desaparecer, foi quando chegou a uma triste conclusão: "Jorginho deixou de ser o meu menino bom." Numa madrugada um carro parou na frente da casa, era a polícia. Vieram avisar a respeito de um corpo que boiava num córrego próximo, cravado de balas. "Como sabem que se trata de meu filho?" Sabiam, pois tinha olheiras acentuadas, um rosto abatido, um corpo magro, calças sobrando tecido. Dizem que os problemas podem diferir em função de quantidade, variedade e intensidade, mas se vivemos nesse mundo, compartilhamos essa experiência comum. Os problemas de Alminda não variavam muito, mas ela os tinha em quantidade. Ainda vejo as lágrimas escorrerem-lhe rosto abaixo, lamentando a morte do filho. Não era Jorginho, este se fora dois anos antes. Agora era Paulinho. Os olhos perdidos num canto da sala confessavam sua desilusão: "Foi o que tive de direito". E não disse mais nada. Depois daquele dia nós e o resto da rua não tiramos os olhos de Luizinho, o caçula, que enquanto moramos lá levou uma vida normal, graças a Deus. Ano e meio depois mudamos de cidade e nunca mais tive notícias nem de um nem do outro. Só espero que tenham sido felizes. Autor: Célio Furtado |
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Quando todos te condenem Autor: J.G. de Araújo Jorge |
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Não existe palavra mais doce Mãe, sempre pronta a me aconselhar, Tentei escrever uma poesia Ao relembrar seu olhar de santa, Autora: Hilda Persiani |
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Mãe, quem é você? Mãe, quem é você, Mãe, quem é você, com que discuto Mãe, eu sei, Você só é... AMOR. Autora: Maria Helena Gouveia |
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Quero mãezinha, agradecer-te, em festa, por tudo que me dás ao coração, entretecer-te uma canção modesta, mas todo esforço é em vão... Se pudesse dizer a gratidão que sinto por teu santo carinho protetor, precisaria conhecer na essência toda a glória do amor. Tens o segredo da Bondade Eterna, Deus me acena e sorri por tua face... Não há sábio no mundo que defina o Sol quando aparece, o lírio quando nasce!... Falar de ti, mostrar-te? Isso seria como explicar da Terra, olhando a Altura, a doce maravilha de uma estrela a guiar o viajor em noite escura. Converto em prece o reconhecimento, que em meu peito humilde se extravasa, rogando ao Céu te envolva em rosas de ventura, anjo sustentador de nossa casa!... Deus te guarde, mãezinha, pelo berço, descuidado e risonho, em que me acalentaste para a vida, como flor de teu sonho. Deus te compense pelas noites tristes de aflição que te dei, pelo perdão de tantas vezes, tantas ! ... Quantas foram, não sei ... Deus te enalteça a fonte de ternura, que nunca se enodoa e nem se cansa, pelo cuidado com que restauras, ante o dom do trabalho e a força de esperança... Perdoa se te oferto unicamente, na minha devoção de todo dia, o meu ramo de flores orvalhadas nas lágrimas que choro de alegria ! Com júbilos divinos, Mãe querida, que a Celeste Bondade te coroe ! ... Por tudo o que nos dá nos caminhos da vida, Deus te exalte e abençoe ! ... Autora: Maria Dolores |
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Amor, carinho, ternura, Feliz Dia das Mães... Autor: Antonio Manoel Abreu Sardenberg |
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Por que Deus permite Morrer acontece com o que é breve Autor: Carlos Drummond de Andrade |
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Soneto Nº 2362 Autora: Silvia Araújo Motta/BH/MG |
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Como este domingo é o dia mais sagrado, resolvi fazer uma homenagem especial a pessoa mais importante do nosso Site. E, também, a quem a auxilia nos trabalhos. Dona Lou, eu gosto quando chega essa data, porque posso chegar mais perto e abraçar, ainda que distante, a mãe mais significativa pra todos nós, os filhos do Site da Maturidade. O dia das mães é um só no ano, vamos então encher as páginas e que não sobre espaços em todas as nossas homenagens. A senhora merece. E a todas as mamães, "Velhas Amigas", rosas perfumadas! Que o bom Deus, dê sempre o caminho repleto de luz e que seus filhos amem tanto as suas mamães como são amados. Viva todas as mamães do mundo! Autor: Paulo Kwamme |
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Querida amiga Lou, são vários depoimentos de sofrimentos e decepções com várias famílias. Fico triste. Autora: Dulcilea Viana |
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I Autor: Giuseppe Ghiaroni Querida
Mamãe, E, a cada ano que passa, ele me remete a um sentimento diferente e inexplicável, que cresce; e se transforma; e se aprofunda mais e mais dentro de mim. Quanto mais leio este poema – a cada ano, mais ele me mostra “um” significado diferente do que seja o verdadeiro AMOR... Mas o principio partiu da Senhora Minha Mãe Querida!... “Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem... Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser... Sentimento de afeto ditado por laços de família... Sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também atração física... Amor passageiro e sem conseqüência; capricho... Afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura... Muito cuidado; ciúme, zelo, carinho ao objeto do amor... E acima de tudo: - Adoração, Veneração, Culto e Amor a Deus”. Tudo isso a Senhora nos ensinou... E a cada ano, neste dia dedicado a todas as Mães do Mundo, volto a lê-lo; e volto a sentir que no meu coração, o lugar que Senhora ocupou, jamais ficará vazio porque seus ensinamentos sobre AMOR o preenchem e transbordam!... Mais uma vez, obrigado Mamãe!... Enviado por: Luiz Roberto de Oliveira Soares |
Dia
da mãe Para um adolescente O
dia da mãe é sempre, Autora:
Firmina Garcia |
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"Senhor,
fazei que eu me lembre mais Que
eu conquiste o respeito dos Que
eu tente projetar no coração Que
eu os faça crescer, estes meus filhos,
(Extraído de a "Vida Iluminada - Página
publicada em 10.07.04) |
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Guardam experiência porque já viveram mais tempo que seu filho. Experimentaram incontáveis alegrias. Também tristezas, mágoa e dor. E sabem que, por mais amem seu filho, não poderão impedir que tudo isso ele também experimente: coisas positivas e coisas negativas. Sabem igualmente que isso faz parte do grande aprendizado que redundará em progresso para ele próprio. Possivelmente por essa razão é que uma mãe elaborou uma carta, mais ou menos nos seguintes termos: Caro mundo: Meu filho começou hoje na escola. Durante algum tempo, tudo vai ser estranho e diferente para ele. Eu gostaria que você o tratasse com carinho. Até aqui, sempre estive ao lado dele. Aquieto seu coração. Curo suas feridas. Estou por perto quando ele cai e rala o cotovelo ou o joelho. Quando ele cai da bicicleta, do skate e tropeça nos cadarços soltos do tênis. Mas agora tudo vai ser diferente. Esta manhã ele vai sair pela porta da rua, acenar para mim e começar sua grande aventura. Ele irá aprender provavelmente sobre disputas, tragédia e sofrimento. Para viver neste mundo é preciso fé, amor e coragem. Por isso, mundo, eu gostaria que você o pegasse pela mão e ensinasse o que ele precisa saber. Ensine-o, mas com carinho. Ensine-o que, para cada malandro que existe por aí, existe também um herói. E que, em verdade, há muito mais heróis do que malandros. Heróis anônimos que realizam grandes proezas todos os dias. Fale-lhe muito mais dos heróis. Incentive-o a se tornar um deles. Ensine-o que para cada político corrupto existe um líder dedicado. E narre-lhe detalhes das vidas desses líderes para que os possa imitar. Ensine-o que para todo inimigo existe também um amigo. Diga-lhe como conquistar e conservar amigos. Ensine-o sobre as maravilhas dos livros. Livros de ciência, de arte, de grandeza. Dê a ele um momento de silêncio para que possa ponderar sobre o mistério dos pássaros no céu, das abelhas ao sol e das flores nas campinas. Ensine-o que é muito mais digno fracassar do que trapacear. Ensine-o a ter fé nas próprias ideias, mesmo quando todo mundo lhe disser que ele está errado. Ensine-o a vender seu cérebro e seus músculos pelo mais alto preço. Mas faça-o ciente de que seu coração e sua alma nunca devem ser colocados à venda. Ensine-o a fechar os ouvidos para o clamor da multidão... E manter-se firme e disposto a lutar quando achar que está certo. Ensine-o com carinho, mundo, mas não o mime, pois é o teste do fogo que produz o aço mais resistente. Mundo, veja o que você pode fazer por meu filho. Ele é alguém muito especial. * * * A educação de uma criança não é somente um trabalho de amor e um dever. É uma missão importante, desafiadora e honrosa. Em verdade, ela exige do educador o melhor que ele tenha para dar. Por isso, maternidade e paternidade são missões das mais nobres, confiadas pela Divindade à mulher e ao homem. Pense nisso! Autores:
Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff |
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Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em quê, afinal de contas, ela era tão especial? O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado. Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado. Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse. Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada. Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola. Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado. Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra. O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora. Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos. De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor. Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade. Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior. Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão. Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas. Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida. Uma mulher. Uma mãe. Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem. Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz. Fonte:
Redação do Momento Espírita |
Como posso esquecer de quem sempre foi minha proteção e deixou sua marca registrada no amor. Quem sempre teve motivos em andar na vida na linha reta no comportamento, graças a sua mãe. Como é triste quem vive sem ela, por morte ou abandono. Sua vida é cortada e a sua escola não tem o primário. A escolaridade materna é aprendida no primeiro abraço e no primeiro mamar até chegar o momento de se conduzir na vida como ser independente. E, assim no carinho da mamãe, na comidinha gostosa que só ela sabe fazer e tudo mais é que ninguém a substitui enquanto vivemos. Sempre teremos motivos pra elogiar aquelas que tem os vínculos e que jamais serão esquecidas, mesmo passando um milhão de anos. Sempre haverão livros e documentos falando das filhas de Nossa Senhora: as mães! Todos os anos eu lembro da minha e vou morrer nessa vida, pensando no encontro tão esperado de quem nunca esqueceu seus carinhos, conforto e do amor que ela sempre me deu. Salve todas as mãezinhas de todos os cantos, do rico planeta azul em que vivemos. Autor: Paulo Kwamme |
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É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco. O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba. O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se estrumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas. Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça. Autora:
Martha Medeiros |
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Pra
mim ainda não existia televisão, Autor: Zeli Mello Almeida |
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Mãe
velhinha,
Autor não mencionado |
As
saudades serão sempre eternas e fiéis companheiras... Mães nunca deveriam partir, pois, quando partem, levam metade de nosso coração, de nossa alma. Mas elas partem e nós ficamos. É a lei da vida, não podemos ignorar. Mães partem, mas deixam em suas essências o caminho do exemplo, do manancial aprendizado de saber viver. Minha mãe que já partiu, sem nenhum aviso-prévio, se foi simplesmente voando em asas de anjos, dormindo...silenciosamente. Seu semblante irradiava uma paz e uma plenitude maravilhosa, se poderia dizer linda! Se não fosse a dor do momento... Minha mãe, eu sempre a comparei com uma grande arvore, como um grande carvalho que aguenta todas as intempéries dos tempos...jamais se acaba, suas raízes permanecem sempre vivas. Nos seus galhos mamãe carregava meigamente meu pai, que perdeu a visão tão cedo...e ela se tornou também os seus olhos para ver a beleza das cores, a alegria de viver, porque minha mãe nunca foi pessoa de se lamentar, de chorar, nunca... Ela sempre tinha a solução para quaisquer problemas, por mais difíceis que parecessem ser. Nas folhas que nasciam dos fortes galhos, ela carregava meu irmão que nasceu excepcional, mas que todos chamávamos de especial, e num galho fininho ela me carregava... Não importa se o galho fosse fraquinho, ela conhecia a minha força, a minha garra e luta pela vida. Pena que só compreendi isso, depois que ela me deixou...que pena! Como fui ignorante! E nas flores lindas e pequeninas que nasciam da sua árvore, ela carregaria seus binestos tão desejados. Mas toda a força do carvalho, toda a luta travada para não fenecer, o Anjo da morte chegou e levou, tão rápido quanto o vento, meu querido Pai. Minha mãe permaneceu firme como uma rocha de granito. Não se desesperou, orou muito, nos transmitiu forças para continuarmos nossa caminhada. Anos após, surge novamente o anjo negro e leva meu marido, seu genro, o pai dos seus adorados netos... O carvalho cada dia parecia mais forte... Em um ano, nova visita do anjo negro levava meu querido irmão... Dessa vez, o carvalho se abalou. Não houve adubos, nem terras suficientes para não deixar o carvalho esmorecer... e numa noite enluarada, um anjo azul levou nos braços minha mãezinha... Mas deixou-nos como herança, a luz da sua sabedoria, da sua coragem e forca. As mães partem...mas nunca se vão para sempre... elas deixam em nós as moléculas que fazem parte dos nossos corpos, e que dão continuação às raízes, para plantarmos um novo carvalho e seguir o seu exemplo. Mãe querida, é com muita emoção que lhe digo, hoje, em uma prece silenciosa. Obrigada, mãe querida, por ter me escolhido para ser sua filha e continuar a multiplicação dos galhos e folhas da linda árvore que você deixou plantada nesse mundo. As flores servirão para nos receber quando dos nossos reencontros. Afinal, todos partem...mas resta sempre a essência mais bonita, o Amor! Autora: Arneyde T. Marcheschi |
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A
fatalidade quando vem
atira para todos os lados, se alia à tristeza e nem se importa a quem ou a quantos, deixa desolados. Sem ilusão e trazenso grande incerteza, vai destruindo o que encontra, causando enorme devastação. E com suas garras nos afronta. Isenta de comiseração machuca, ferindo a alma. Sem dó nem piedade dilacera a calma, estraçalha a felicidade. É de um egoísmo atroz, extremamente chocante. Chega sempre de surpresa, assim como o albatroz, que em vôo rasante, abocanha sua presa! "In
Memorian" à minha mãe |
Webdesigner: Lika Dutra
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