11 DE AGOSTO


DIA DOS PAIS

AO MEU PAI FLAVIANO MARTINS
Autora: Jair Martins

PAI
Autora: Sheila Maria

HORA DE HOMENAGEAR OS PAIS DE GAYS
Enviado por: Canal Põe na Roda
Enviada em: terça-feira, 5 de agosto de 2014 14:29

HOMENAGEM AO PADRASTO
http://www.belasmensagens.com.br
Enviado por Maria Eliana S.

MEU PAI MORREU
Autor: Leo Lama
Enviado por: Luciana

PAI DE VERDADE
Autora: Sílvia  Schmidt
Enviado por: Carlos Luiz Grilo Almeida

PAPAI
Autor: Poeta Cypriano Maribondo

NOSSOS VELHOS
Autora: Martha Medeiros
Enviado por: Zeca Pizzolato, Lena Viola
e Laura Lellis

O QUE É SER PAI?
Autor: Cypriano Maribondo Galvão da Trindade

VIVA AOS PAIS!
Autor: Paulo Kwamme

DIA DOS PAIS
Autor: Giuseppe Artidoro Ghiaroni
Enviado por: João Devitte

PAI, ASSIM MESMO!
Autor: Rivaldo Cavalcante

QUEM ME ENSINOU A FAZER UM BARQUINHO?
Autora: Mirian Warttusch

AMOR DE PAI
Fonte: Minuto de Sabedoria
Enviado por: Carlos Luiz Grilo

AO MEU PAI
Autora: Hilda Persiani

PAI
Autora: Lilian Poesias
Enviado por: Carlos Luiz Grilo Almeida

MEU PAI...
Autor: José Barbosa

AO MEU PAI, NO ALÉM
Autor: Ógui Lourenço Mauri

AO MEU AMADO PAI
Autora: Marília Bellizzi

PAI - UM SANTO REMÉDIO
Autor: Antonio C. Gerson Rissin

A ORIGEM DO "DIA DOS PAIS"
Contribuição de: Nanci Pinto Santiago


AO MEU PAI FLAVIANO MARTINS

Pai, seu silêncio anos nos separa.
É grito ecoante nas imagens recordadas.
Contorce-me a saudade do seu sorriso
Da fala eloquente esbravejando aviso.

No banco, embaixo do cajueiro
Quantos conselhos ouvi,
Histórias contadas das lembranças
Hoje para os seus netos herança.

Sua figura ímpar na pequena estatura
Trilha  na estrada distante do além vida.
É parte eterna na moldura gratidão
Retrato na parede do meu coração.

Vezes repetidas ensinaste-me
O dever pela caneta da palavra.
A dignidade de um caráter ostentar
Para na vida dos abutres escapar.

Suas mãos prontas no amparo
Repousavam sobre a minha cabeça
Com gesto de carinho a dizer:
- Cumpre com responsabilidade o viver.

Pai senta comigo
Na sala da minha solidão,
Conta de novo histórias,
Preenche este seu vazio
Dissipa este arredio

O nosso amor continua vivo.
Reverenciando nas lembranças.
Recordas meus medos?
Sua presença os afugentava.

Ainda hoje, sinto o seu cheiro
Dissipando meus temores

Meu herói!

Pai me transportei no tempo.
Ainda ouço sua voz de guerreiro
No comando familiar a marcar diretrizes
A exigir obediência com pulso de giz.

PAI!
Sou seu fruto amparado na saudade.

Autora: Jair Martins


PAI

Nasceu! Oh, filho almejado!
- Bem-vindo à vida, meu pequeno querido!
Exclama o pai e acrescenta, empolgado:
 - Para sempre serei teu seguro abrigo.

Desajeitados braços acolhem o presente
Em adágico ritmo, o tesouro, embalam
Agitado, palpita o coração contente
Marejam os olhos lágrimas que estalam

Cresceu! Oh, filho amado!
Travessa criança na infinda energia
Exclama o pai extasiado:
- Para sempre manterei tua alegria

Aprumados braços, embalam o balanço
- Rápido, rápido! – grita o menino em cadência- impulso
Ser pai! Felicidade sem descanso
E o homem, sorrindo acelera o pulso

Viveu! Oh, filho idolatrado!
Bela aparência, brilhante inteligência
Exclama o pai encantado:
- Para sempre proclamarei tua fidalga essência

Alados braços acenam veementes
Ao jovem formando de porte garboso
Feliz, ofega em doses frementes
O orgulho paterno, nobre, ardoroso

Morreu! Oh, filho abençoado!
Trajetória rompida... Triste fatalidade
Exclama o pai amargurado:
- Para sempre viverei em luto- saudade!

Alquebrados braços embalam a mortalha
Do filho adorado, funesto manto
E a dor que fere qual afiada navalha
Abate o pai em sofrido pranto.

Autora: Sheila Maria


AGORA É A VEZ DE OUVIR OS PAIS QUE TEM FILHOS GAYS!

 

Enviado por: Canal Põe na Roda
Enviada em: terça-feira, 5 de agosto de 2014 14:29


HOMENAGEM AO PADRASTO

Neste mundo de tantas dificuldades, encontrar pessoas dignas de respeito é algo quase impossível. Mas essa luz brilhou em meu caminho. Eu que ainda busco exemplos encontrei você.

Descobri também que ser pai ou mãe, não é simplesmente fecundar alguém, mas principalmente participar da vida de quem se ama.

Por isso, vejo em você um grande exemplo de pai, que não precisou me gerar para me amar tanto.

Neste dia, onde os filhos buscam palavras para expressar o seu amor e gratidão aos pais, eu busco demonstrar em forma de poesia, que você é muito querido.

Que diariamente me inspira a ser um ser humano melhor e mais generoso.

Através dos teus exemplos tenho entendido que vale a pena ser uma pessoa honesta e que a dignidade é um dom, uma dádiva concedida àqueles que a buscam.

Você é a fonte de minhas respostas para as grandes dúvidas que eu tinha.

A luz para a minha vida, para o meu caminho, pois eu te elegi o meu segundo pai.

Feliz Dia dos Pais!

Fonte: http://www.belasmensagens.com.br


PAPAI

Através do meu pai “DR. GALVÃO”.
Homenageio a todos os PAIS pelo nosso dia.

FELIZ DIA DOS PAIS

O “DIA DOS PAIS.” Já está chegando.
Com você, “PAPAI”, passei a sonhar.
A saudade que eu sinto é tão grande.
Como eu gostaria de poder lhe olhar.

Escutar novamente os seus conselhos.
Todos aqueles momentos relembrar.
Logo comecei a conversar com você.
Quando acordei, eu estava a chorar.

Sei que não fui o melhor dos filhos.
Na adolescência, rebelde, eu fiquei.
Passei vários anos distante de você.
Mas já adulto, para você, eu retornei.

Depois quando eu me tornei “PAI”.
O que você me ensinou, eu entendi.
Para meus filhos eu tentei repassar.
Tudo aquilo, que de você, eu recebi.

Hoje eu quero agradecer ao meu PAI.
“Doutor Cypriano Galvão da Trindade”.
Pelos conselhos e carinho que me deu.
Por ter-me feito um homem de verdade.

Do céu eu sei que você está escutando.
Esta minha oração em forma de poesia.
Sua benção, hoje, eu estou lhe pedindo.
Com o coração cheio de amor e alegria.

Com esta poesia quero homenagear.
A todos os PAIS do Mundo e do Brasil.
Desejo a todos. “FELIZ DIA DOS PAIS”.
Repleto de alegria, paz e amores mil.

Que os FILHOS obedeçam aos seus PAIS.
Sem reclamar porque certos eles estão.
Que os PAIS eduquem aos seus FILHOS.
Dando para eles muito amor e proteção.

É tudo que eu desejo a todos neste dia.
De paz, felicidade e amor no coração.
Um grande “DIA DOS PAIS” para todos.
Juntos, PAIS e FILHOS, cheios de emoção.

Autor: Poeta Cypriano Maribondo
Em 31/07/2014


PAI DE VERDADE
(Silvia Schimidt)

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente  recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber  o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.
 Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai,  mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

 Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber  quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.
 Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores  escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

 Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra  que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.
 Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta  aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

 Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja  grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.
 Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha  tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso  para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe  até que ponto está alimentando um espírito de dependência.
 Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para  um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade mesmo não diz ” Faça isto ” ou ” faça aquilo ” , mas sim ” tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe ” .
Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta  se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente,  atento e amoroso – com a alma de joelhos - pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos …

 Autora: Sílvia  Schmidt
Enviado por: Carlos Luiz Grilo Almeida


NOSSOS VELHOS

Pais heróis e mães rainhas do lar.

Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.

Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.

A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada.

O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?

Fizeram 80 anos.

Nossos pais envelhecem.

Ninguém havia nos preparado pra isso.

Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.

Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional.

Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.

Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu.

Estão com manchas na pele.

Ficam tristes de repente.

Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.

É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação.

Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.

Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo.

Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?

Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.

Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. .

Essa nossa intolerância só pode ser medo.

Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais.

É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.

Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Autora: Martha Medeiros
Enviado por: Zeca Pizzolato, Lena Viola e Laura Lellis


VIVA AOS PAIS!

Domingo é um dia maravilhoso por ser dia de descanso e o próximo é muito especial por ser o Dia Dos Pais.

Me incluo com ditos do dia, e agradeço as homenagens dando a minha pequena contribuição de sortudo. Sou pai muito feliz, pois minha filha é a graça que Deus me deu. E sou o Papy de minha amada esposa, no que muito me orgulho.

Bom, tenho o tempo necessário pra dedicar aos nossos pais, vivos ou que já partiram, a singela lembrança de muito amor e de agradecimento por tudo que representam ou representaram no nosso desenvolvimento de progresso, nas coisas boas de nossa vidas.

Viva o Dia 11 de Agosto, dia de todos os pais do mundo, com Sol ou com chuvas.

Autor: Paulo Kwamme


O QUE É SER PAI?

SER PAI...
Não é, apenas,
Dar seu DNA para alguém.
É algo bem mais profundo:
É amar, proteger, educar.
Dar a vida, e viver,
Pensando apenas no filho
Para vê-lo, um dia, crescer.

SER PAI...
É um presente divino,
Que nós, homens de Deus, ganhamos.
É ser exemplo para o filho.
Ser herói para quem nós amamos.
Ser meigo, carinhoso, dedicado,
Às vezes, substituto da mãe.
Chamado pelos filhos de Pãe
Quando cria, os filhos, sozinho.
São eles verdadeiras mães.

SER PAI...
É ser especialmente por amor,
Mesmo que o filho não seja seu.
Pois, pai verdadeiro não é o que gera.
É aquele que aceita o filho como seu,
Que ama, educa, ensina a criança,
Dando-lhes uma família, um nome, um lar
Para aquele que os pais biológicos
Irresponsavelmente decidiram abandonar.
Ser pai por amor é ser pai duas vezes.
É a felicidade do filho, de presente, ganhar.

SER PAI...
Para mim é muito difícil
Falar para vocês o que é SER PAI,
Pois sei que não fui um bom filho.
Sempre tive o amor do meu pai.
Recebi dele muito amor, proteção.
Ensinou-me como a vida enfrentar.
Mas naqueles anos dourados,
Para mim, era difícil, escutar.

SER PAI...
Passei anos, de meu pai, afastado,
Mesmo estando com ele morando.
Até o dia em que pai eu me tornei.
Consegui seus ensinamentos entender.
E, para junto do meu pai, retornei.
Hoje eu sei o que é ser um pai.
Neto e Nierlly me fizeram aprender.
Hoje agradeço a Deus todos os dias.
Pelos meus filhos, minha razão de viver.

SER PAI...
É saber que os filhos são a prova do amor,
Que nos foi dado como grande presente.
Poder ver crescer, educar, ensinar.
Ver adulto, honesto, já independente.
Hoje são os filhos que estão me ensinando
Como eu devo agora viver.
Hoje eles estão me preparando,
Quem sabe, para avô, um dia eu ser.
É esta mensagem de muito amor
Que neste dia dos pais eu quero deixar.
O maior presente que desejo
Dos meus filhos, neste dia, ganhar
É a certeza que, mesmo adultos,
Os meus filhos continuam a me amar.

Poeta Cypriano Maribondo Galvão da Trindade
Em 07/08/2010
Poeta Maribondo


DIA DOS PAIS

Meu pai está tão velhinho,
tem a mão branca e comprida,
parecendo a sua vida,
longa vida que se esvai.
E eu o lembro quando moço
de uma atlética altivez.
Ah! Tinha força por três!
Você se lembra, papai?
Menino, ouvia dizer
que você era um gigante.
Eu ficava radiante
e também me agigantava.
Porque toda madrugada,
eu quentinho do agasalho,
ao sair para o trabalho
o gigante me beijava.
Sua grande mão de ferro
parecia leve, leve
naquela carícia breve
que da memória não sai.
Depois… um beijo em mamãe
e o meu gigante partia.
E a casa toda tremia
com os passos de papai.
Mas agora o seu retrato
muito moço, muito antigo,
se parece mais comigo
do que mesmo com você.
Você já lembra vovô
e, à medida que envelhece,
papai, você se parece
com mamãe, não sei por quê.
Você se lembra, papai?
Quando mamãe, de repente,
caiu de cama, doente,
era o pai quem cozinhava.
Tão grande e desajeitado
a varrer… Quando eu o via
de avental, papai, eu ria;
eu ria e mamãe chorava.
Eu quis deixar o ginásio
para ganhar ordenado,
ajudar meu pai cansado,
mas tal não aconteceu.
Papai disse estas palavras:
Sou um operário obscuro,
mas você terá futuro,
será melhor do que eu.
Eu? Melhor que este velhinho
a quem devo o pão e o estudo?
Que é pobre porque deu tudo
à Família, à Pátria, à Fé?
Meu pai, com todo o diploma,
com toda a universidade,
quisera eu ser a metade
daquilo que você é.
E quero que você saiba
que, entre amigos, conversando,
meu assunto vai girando
e no seu nome recai.
Da sua força, coragem,
bondade eu conto uma história.
Todos vêem que a minha glória
é ser filho de meu pai.
“Um dia eu fui tomar banho
no rio que estava cheio.
Quando a correnteza veio,
vi a morte aparecer.
Papai saltou dentro d’água
nadando mais do que um peixe,
salvou-me e disse:_ Não deixe!
Não deixe mamãe saber!”.
Assim foi meu pai, o forte
que respeitava a fraqueza.
Nunca humilhou a pobreza,
nunca a riqueza o humilhou.
Estava bem com os homens
e com Deus estava bem.
Nunca fez mal a ninguém
e o que sofreu perdoou.
Perdoa então se lhe falo
Daquilo que não se esquece.
E a minha voz estremece
e há uma lágrima que cai.
Hoje sou eu o gigante
e você é pequenino.
Hoje sou eu que me inclino.
Papai… a bênção, papai.

Autor: Giuseppe Artidoro Ghiaroni
Enviado por: João Devitte


PAI, ASSIM MESMO!

Se você considera seu pai quadrado e caduco.
- Ele é seu pai, assim mesmo.

Se você censura o velho, por não acreditar que o mundo mudou.
- Ele deseja seu bem, assim mesmo.

Quando você o aborrece, contradizendo sua autoridade de pai.
- Ele o perdoa, assim mesmo.

Se você lhe causa desgostos e aborrecimentos.
- Ele o ama, assim mesmo.

Quando seus castelos desmoronam e você fica sozinho.
- Ele lhe oferece a mão, assim mesmo.

Quando você perde a fé e todos se afastam.
- Ele está presente, assim mesmo.

Se você procura e não encontra a porta de saída.
- Ele o orienta, assim mesmo.

Se você vai embora e esquece que seu pai existe.
- Ele sente sua falta, assim mesmo.

Mesmo que você não se orgulhe do seu pai.
- Ele se orgulha de você, assim mesmo.

Mesmo que você esqueça de visitá-lo no Dia dos Pais.
- Ele se lembra de você todos os dias, assim mesmo.

Se seu pai ignora que você existe.
Reze pela felicidade do velho, assim mesmo.

Se seu pai, não tem amor para lhe dar.
Ame-o, assim mesmo.

Se ele o abandonou:
Conceda-lhe o perdão, assim mesmo. Foi ele que lhe deu a vida.

Autor: Rivaldo Cavalcante


QUEM ME ENSINOU A FAZER UM BARQUINHO?

Barquinhos de papel da minha infância,
Que singravam as águas ao soprar de minha boca,
Logo soçobravam, ficavam ensopados
- Ah, que felicidade eu sentia por coisa tão pouca! 

Tantos barquinhos fiz; e o encantamento,
De ser criança era tão latente,
Hoje tenho saudade de tudo que se foi,
Queria ser criança novamente.

Foi meu pai quem me ensinou um dia,
Como fazer esses barquinhos de papel.
E esse homem que sempre foi a minha força,
Partiu... deixou saudade... está no céu!

Sempre que vejo na água esses barquinhos,
Crianças como eu fui um dia, a soprá-los.
Não sabem, meninos, o quanto são felizes,
Tendo um pai, amoroso, a guiá-los.

As crianças velejam alegres, os barquinhos,
Felicidade dobrada num simples papel,
Brinquem agora ainda, enquanto é tempo,
Pois um dia os pais partem pro céu!

Autora: Mirian Warttusch


AMOR DE PAI

"Existe algo ilimitado no amor de um pai,
algo que não pode falhar,
algo no qual acreditar
mesmo que seja contra o mundo inteiro.
Nos dias da nossa infância,
gostamos de pensar
que nosso pai tudo pode;
mais tarde,
acreditaremos que seu amor
pode compreender tudo."
Feliz dia dos Pais!
Beijos cheios de Amor

Fonte: Minuto de Sabedoria
Enviado por: Carlos Luiz Grilo


Ao meu pai

Quarenta e nove anos já se passaram
Desde que seu rosto vi pela última vez,
Mas seus ensinamentos permaneceram
Para sempre, seguidos com altivez.

Que felicidade ter um pai amigo,
Sempre alegre do trabalho voltando,
Atencioso com todos e carinhoso comigo,
Que por ser a caçula o ficava esperando.

Partiu cedo, não chegou a envelhecer,
Sua clarineta ninguém mais tocou,
Acabou o encanto do nosso entardecer.

A saudade tomou lugar do seu sorriso,
As lágrimas vertidas o tempo secou
E Ele faz parte da Orquestra do paraíso!...

Para meu pai
Afonso Persiani
Falecido em 31/07/1962

Autora: Hilda Persiani


"PAI, COMEÇA O COMEÇO!"

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria
para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele
fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as
minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando
toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da
casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou
mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado
para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro
pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as
dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os
problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do
casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de
viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão
difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades
financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de
decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes
abacaxis...
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando
lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que
conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O
carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a
Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai
terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a
garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma
tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
"Pai, começa o começo!". Ele não só "começará o começo", mas
resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou
encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor
Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: "Pai, começa o começo!".

Autor: Não mencionado
Enviado por: J. Moreno

PAI

Pai...
Olho suas mãos,
Elas são importantes na construção de seus filhos
Que elas saibam ser firmes no orientar
Serenas no amparar
Que elas não fujam ao dever de punir
E não se aviltem por agredir...

Suas mãos, pai...
Devem ser o exemplo do seu trabalho
E que não se abram apenas materialmente
Que isso é um modo de fechar a consciência
Mas que, ao abri-las esteja abrindo muito mais:
O seu coração e a sua compreensão...

Seus olhos, pai, que responsabilidade eles têm
Que eles vejam as qualidades de seus filhos
Por pequenas que sejam, para que as faça crescer
Mas que não deixem de ver os defeitos e as falhas
Porque pode ser seu o dever de corrigí-las...

Não se considere, pai, sem defeitos,
Mas que isso não lhe desobrigue
Da perfeição de ensinar o que sabe certo
Ainda que você mesmo tenha dificuldade em segui-lo
Mais importante do que conseguí-lo
Sem dúvida será lutar por ele.

Pai, o que se quer de você,
É que pai seja
No conceber por amor
No receber por amor
No renunciar por amor
No amor total dos filhos que, sem seu amor
perderão o significado da própria vida.

Pai...
está presente no sangue
Na herança biológica
Na cor, no nome, na língua
Tudo isso, porém, desaparecerá
Se não se fizer presente no coração.

Autora: Lilian Poesias
Enviado por: Carlos Luiz Grilo Almeida


Tô chegando, Pai!

Pai, desde que fui semeado aqui, minha Vida não tem sido ruim.
No começo eu fui tomando forma, fui crescendo, crescendo e,
agora, eu já pareço uma cópia (meio achatadinha) de você.

Pai, como tem água aqui!

Antes de sair, quero lhe dizer que não estou com medo.
Alguns anjinhos me contaram que vou morar num lugar
apelidado de "Planeta Água".
Então, creio que não vou estranhar muito.

Quero avisar-lhe que na hora em que eu sair, vou abrir
um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vou dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de mim!

No começo vou dar um pouquinho de trabalho, viu?
Até eu me habituar, muitas vezes vou acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.

Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?
Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com a grande
novidade chamada EU.
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.

Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos
um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com meu primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas minhas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!

Mais adiante irei para a escola, nos finais de semana brincaremos
juntos e, finalmente, um dia estarei crescido, talvez do seu
tamanho ou até maior.

Lembrarei com saudade dos maravilhosos momentos que
teremos passado juntos e, em todos os meus aniversários,
eu lhe darei mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:

"Segura mais esse, Pai!
Filho criado é trabalho dobrado!"

Autora: Silvia Schmidt
Enviado por: Ana Nunes


MEU PAI...

Lou, esta é minha homenagem a todos os pais, e não poderia deixar de homenagear aos pais do "Velhos Amigos". Ser pai é uma benção, e sei que sou abençoado.
Beijos a você e a todos os pais...

Clique aqui e leia a homenagem.

Autor: José Barbosa


AO MEU PAI, NO ALÉM...

Meu pai, você está vivo aqui em meu coração,
Ainda que não acalente mais meu convívio;
É pensando em você que recupero o alívio,
Sinto que, de onde está, ainda me dá a mão.

Tenho por bússola sua figura no além,
Conferindo minhas vitórias e fracassos;
Eu sei que aí está, a acompanhar meus passos,
Noto sua força a me encaminhar para o bem.

Sua abrupta viagem para um Plano Superior
Sequer interrompeu os seus ensinamentos,
Pois eles me surgem em todos os momentos,
Postulados afeitos ao trabalho e amor.

À minha prole, repasso sua diretriz,
Que fez de mim um homem à sua semelhança,
Preso à luta, sem nunca perder a esperança;
Condutor firme, de uma família feliz.

Às vezes, eu tenho uma vontade incontida
De irmos juntos a um estádio de futebol,
Torcer pelo "Verdão", tomando chuva ou sol,
Voltando felizes ao final da partida.

Ainda trago na mente sua satisfação
Ao comemorar os feitos de cada filho;
Seus olhos, nessas horas, revelavam brilho
Oriundo das dimensões do seu coração.

Como seria bom se eu pudesse estar agora
Comprando seu presente para o Dia dos Pais;
Preocupação gostosa, que não terei mais...
Que pena, meu Velho, que já tenha ido embora!

Autor: Ógui Lourenço Mauri


AO MEU AMADO PAI

Era uma vez
Uma criança
De humilde família italiana
Nascida de Eulália e Domingos
E vivia em Magé.

Era uma vez
Um menino
Romântico e idealista
Poeta e gozador
E humilde como José.

Era uma vez
Um estudante
Que abraçou a Medicina
Encantou-se com as crianças
E remou a favor da maré.

Era uma vez
Um rapaz
Que amou uma linda mulher
Fundou uma numerosa família
E viveu dentro de sua fé.

Era uma vez
Um homem
Que optou pela vida
Seu lema era a lida
E a coragem e a fé.

Era uma vez
Um pai
Que ensinava, brigava e sorria
Foi mais do que Maria
Fez mais do que José.

Era uma vez
Um amigo
Que alento pra corpo e alma!
Pra tudo receitava a calma
E pra ele tudo sempre deu pé.

Era uma vez
Um anjo
Que deu asas à esperança
Salvou vidas, fez milagres
Quanta lembrança!

Era uma vez
Um sábio
Que sempre ouviu e consolou
Sua mensagem conquistou corações
E seu exemplo atravessou gerações.

Era uma vez
Um espírito
Que cumpriu sua missão
Levou saúde e alegria a pobres e ricos
Foi cercado de amigos, amor e admiração.

Era uma vez
Um visionário
Que com palavras mudou o mundo
Sua mensagem criou asas
E foi longe e tocou fundo.

Este é o meu pai
Dirceu Bellizzi
Personalidade que virou mito

De infinita serenidade
De bondade infinita
Presença ausente de cronologia.

Por isso hoje descansa em paz
Ao lado de minha amada mãe
Por isso será sempre ETERNO.

Rio de Janeiro, 27 de julho de 2010.

Autora: Marília Bellizzi


MEU PAI MORREU

Dia 19 de novembro é aniversário da morte do meu pai, escrevi este texto no
dia em que ele morreu: 19 de novembro de 99. Meu pai morreu.
Todo pai morre.
Agora estou aqui pensando: o que foi que meu pai me deixou? Apartamento? Não. Carro? Nem uma bicicleta. Dinheiro?
Ele não conseguia pagar nem as próprias contas. Mas pagava a dos filhos.
Roupas? Só um chinelo velho, mas meu pé é maior.
Sem testamento, sem herança, sem nada?
As peças. As peças de teatro? De quem são as peças de teatro?
Meu pai era escritor. Escritor de teatro. Teatro? Teatro dá dinheiro. Tem gente que escreve peça pra ganhar dinheiro. Não, meu pai não. Não ganhou muito dinheiro com teatro. O que ganhou, gastou. Deu dinheiro pra muita gente.
Meu pai não era um bom administrador. Era um "maldito", diziam, um "marginal", mas não era bandido. Por que ele era maldito, afinal?
Será que não pensava nos filhos? Por que não escreveu peça pra ganhar dinheiro?
"Ninguém tem direito de pedir a um artista que não seja subversivo.
"Meu pai escrevia sobre puta e cigano sem dente. Puta, cigano sem dente e cafetão. Puta, cigano sem dente, cafetão, presidiários, desempregados e fudidos.
Puta e cigano sem dente? Puta, cigano sem dente e cafetão é chato, porra! Puta, cigano sem dente e presidiários não dava dinheiro.
Puta, cigano sem dente e desempregado não tinha "patrocínio".
Mas eu queria tênis americano, eu queria camisa Lacoste, camisa Hang Ten. Meu pai tinha que ganhar dinheiro.
Por que ele insistia em escrever peças sobre puta, cigano sem dente, cafetão e presidiários? Ele insistia. Puta, cigano sem dente, cafetão, presidiários, desempregados e fudidos.
E o ator e Jesus Cristo e nada de "comédia comercial".
Mas eu queria o meu "All Star", eu queria ter todos os discos dos Beatles. "Pai, me dá dinheiro pra comprar uma guitarra!"
E eu tive, eu tive a tal guitarra, eu comprei todos os discos dos Beatles com o dinheiro dele (depois tive que comprar tudo de novo em CD com o meu dinheiro e agora dá pra baixar de graça na internet).
Calça boca fina, camisa Hang Ten. Onde ele arrumava dinheiro? Onde ele arrumava dinheiro pra me comprar tênis "All Star"? Ele achava que isso era "lixo americano".
Ele achava que essa merda importada só servia pra aumentar a nossa alienação.

Meu pai era generoso. Ele não ia deixar de me dar uma coisa que eu queria, só porque ele achava que o que eu queria era imposto pela sociedade de consumo. Ele tentava me orientar, mas respeitava minha opinião de adolescente alienado.

Onde ele arrumava dinheiro? Era época de ditadura. Escrever sobre puta, cigano sem dente, cafetão e presidiários, incomodava os "poderosos". Porra, ainda mais essa! Já escreve sobre coisa que não dá dinheiro, mas além de não dar dinheiro, ainda é proibido?

"Pai, me dá dinheiro pra comprar disco do Bob Dylan!". Meu pai fez novela, fez Beto Rockfeller. Mas Beto Rockfeller não conta, Beto Rockfeller era "A novela", tinha a cara dele, era revolucionária. Ele fazia o Vitório, o melhor amigo do Beto.
Ele ganhou um dinheiro, me comprou um tênis, uma guitarra, um...
Mas A novela era na Tupi. A Tupi faliu.
Meu pai foi fazer novela na Rede Globo: "Bandeira 2". Mas a Globo é no Rio, o Rio tem praia, ele cabulava as gravações e ia pra praia: "Novela é chato pra caralho, porra!
O direito da gente coçar o saco é sagrado.", ele dizia.
Ele ia pra praia e lá ficava indignado, porque naquela época a Globo não punha negros nas novelas e quando punha era nos papéis de escravo ou mordomo.

Meu pai escreveu no jornal "A Última Hora" do Samuel Wainer, onde ele trabalhava, que a Globo botou a Sônia Braga dois meses tomando sol pra ficar escura, em vez de chamar uma mulata pra fazer "Gabriela".
A Globo não gostou. Os "poderosos" da Rede Globo não gostaram. Fizeram ameaças, juraram de morte. Enfim, a Globo não dava mais. Quando ele tava por lá, ele bem que quis escrever novela. Afinal, eu queria dinheiro pra comprar tênis, disco, guitarra.

Mas novela de puta, cafetão e cigano sem dente? Não, novela de puta, cafetão e cigano sem dente não dá. Se fosse cigano com dente, musculoso e mau ator, aí dava. Agora, cigano sem dente, pobre e fudido, não dá. Então não dá. "Na televisão brasileira, artista estrangeiro morto trabalha mais do que artista brasileiro vivo."
Tudo bem, não podia fazer peça de puta porque a ditadura não gostava, não podia novela de cigano pobre, fudido e sem dente porque a T.V. não queria.
Então o que que podia? Não podia nem chamar a Rede Globo de racista, nem nada.
A sinopse que ele fez pra uma novela quando finalmente a Globo chamou ele, era de uma tribo de ciganos que estupravam as filhas dos empresários e...bem, não aprovaram.
E as portas iam se fechando.
E a ditadura ali, descendo o cassete.
E eu queria o meu tênis "All Star"!
"Pai, porra, pai, eu quero dinheiro pra comprar time de botão!"
Mas enquanto os "poderosos" iam dizendo: Não! Não! Não! Ele ia ganhando o respeito dos humildes de coração, um "povo que berra da geral sem nunca influir no resultado", um povo fudido, os marginais, as putas, os ciganos sem dente, os presidiários, um povo que não aparecia na T.V.
"Pobre na Rede Globo almoça e janta todo dia".
Pobre na Rede Globo tem dente, favela na Rede Globo não tem rato.
Esse povo não era o povo dele.
O povo dele era entre outros, os sambistas, não esses de agora, de terno Armani, cercados de loiras recauchutadas, mas, os sambistas das escolas de samba de São Paulo.
Os sambistas marginalizados, os que nunca gravaram CD. O Zeca da Casa Verde, o Talismã, o Jangada, o Toniquinho Batuqueiro, o Geraldo Filme, enfim, os que morrem na merda.
"Silêncio, o sambista está dormindo, ele foi, mas foi sorrindo, a notícia chegou quando anoiteceu... ".
Então a solução era fazer show com os sambistas. Meu pai contava histórias e os sambistas cantavam suas músicas. Mas os sambistas eram crioulos. Negros? Negro não podia. Em plena ditadura, Plino Marcos e "a negrada"? Que papo é esse? Poder, podia, mas ninguém queria ver.

"A burguesia não me quer", ele dizia. Não podia peça de puta e novela de cigano sem dente pobre e fudido, não podia dizer que a Globo era racista e ninguém queria ver show com "a negrada".
Então o que que podia? "Pai, me dá dinheiro pra comprar figurinha do álbum Brasil Novo!
"A ditadura quando eu tinha 7 anos tava em todo lugar, em cada esquina, no meio de cada casal que fazia "amor com medo", nos porões do Doicodi e nas torturas atrozes que muitos sofriam e eu lá: "Pai, me leva na Expoex, pai, me leva na Expoex! A Expoex é a exposição do exército!
Eu quero ver os soldados, pai! Eu quero ver os tanques!" E ele me levava. Senão eu chorava.
Eu chorava se eu fosse censurado e não pudesse ver a Expoex.

Quando eu tinha uns 12, 13 anos, lá estava o ônibus da escola pronto pra partir pra Porto Seguro com todos os meus amiguinhos dentro e os pais, do lado de fora, dando tchauzinho. E um amiguinho meu perguntou: "Quem é seu pai?" Eu não tive dúvida: "Meu pai é aquele!" E o meu amiguinho: "Aquele de terno e gravata? Aquele que tá conversando com o meu pai?" E eu: "É, aquele." O meu amiguinho gritou: "Pai, esse aí é o pai do Leo!" E a professora ouviu.
Não, meu pai não era aquele de terno e gravata. Meu pai era outro. Era o que todo mundo tava chamando de mendigo. Meu pai era aquele de macacão e chinelo! Gordo de macacão e chinelo! "O pai do Leo é mendigo, o pai do Leo é mendigo!" Afinal, quem trabalha tem que usar terno e gravata.
Naquela época, um moleque de 12, 13 anos, era um tapado. Ou isso era característica minha? "Pai, por que você não trabalha? Pai, por que você dorme até meio dia? Pai, por que o pai do Paulinho tem carro e você não? Por que você chega de madrugada em casa?
Pai, por que você anda de macacão e chinelo?
Pai, me dá dinheiro pra comprar..." E o meu pai me dava dinheiro.
Eu estudava em escola de "burguês". Eu estudei nas "melhores escolas".
E olha que o meu pai odiava escola.
"A cultura nas mãos dos poderosos constrange mais do que as armas; por isso, a arte e o ensino oficiais são sempre sufocantes", ele dizia.
Ele saiu da escola na 4ª série do primário. Ele era canhoto. Na escola, as professoras o obrigavam a escrever com a mão direita.
Ele fugiu da escola, ele sempre foi da esquerda. Era chamado de analfabeto.
Com 21 anos escreveu "Barrela!". "Me chamavam de analfabeto, como se isso fosse privilégio meu, neste país."
Meu avô queria que ele trabalhasse no Banco do Brasil, mas ele queria é subir num banco no meio da praça e fazer números de palhaço. A família chegou até a pensar que ele era débil mental.
Meu pai foi pro circo. Ele amava o circo. Foi ser palhaço de circo. Era o palhaço Frajola.
A escola dele era o circo, a minha era escola de "burguês". Mas como ele pagava a minha escola? Foi preso, foi solto, ameaçado, escrevia em jornais e revistas, quase todos que existiam.
Foi despedido de todos. A censura não queria meu pai escrevendo em lugar nenhum. O que fazer? Sair do país? Ele não falava direito nem o português. O que fazer?

"Pai, me dá dinheiro pra comprar uma calça Soft Machine!". Uma vez o meu pai tava com uma dívida muito grande, tava com dificuldade de pagar as prestações de um apartamento que ele comprou pra gente. Daí um belo dia a Ford ligou pra ele, convidando pra fazer um comercial.
Era uma puta grana, dava pra pagar as dívidas e ficar bem tranquilo por uns tempos.
Meu pai não fazia comercial. Foi vender livro na rua. Nas portas dos teatros, nas portas das faculdades, nos bares. Foi vender livro na porta de teatros aonde se apresentavam artistas piores do que ele. Ele mesmo editava os livros, ele mesmo ia vender.
E podia? Não. Não podia. Várias vezes ele foi expulso pelo "rapa" como um camelô comum.
E ele chorava? "Perseguido, o caralho! Eu não sou nenhum mosca-morta. Eu fiz por merecer.
Fui uma pessoa que aproveitou bem a fama. Eu apedrejei carro de governador, quebrei vidraça de Banco. Foi uma farra.

Não teve mau tempo." Tinha. Tinha mau tempo, mas ele não reclamava, eu nunca ouvi o meu pai reclamando da vida. Eu nunca ouvi o cara dizer que a vida tava difícil, ou que era "foda". Não. Ele só reclamava das injustiças. Ele berrava contra as injustiças, os preconceitos, a apatia.

Meu pai é o Plínio Marcos, porra
!
Bela merda, tem gente que nunca ouviu falar. Pra muitos era só um fudido que não deu certo na vida, andando feito mendigo pelo centro da cidade. Já morreu. Não era melhor do que ninguém. (Não?) "Tudo se consegue com esforço; não se chega a lugar nenhum sem caminhar.
"Com 15 anos eu quis sair da escola.
Ele disse: "Sai logo dessa merda, eu te sustento até você encontrar sua vocação!" Eu saí, eu saí daquela merda na metade do 1º colegial. Acho que qualquer ser humano com o mínimo de sensibilidade, sabe: o ensino do jeito que é, faz mal pra saúde. Eu devia ter uns 17 anos, era de madrugada. Eu morava com ele. Eu tava na mesa da sala com o violão, triste, querendo encontrar a minha vocação, sem saber o que dizer, inibido, pensando em todos os artistas que eram muito melhores do que eu. Meu pai levantou pra tomar água, me viu ali, não disse nada. Foi até o escritório, voltou com um livro e leu um poema pra mim. "O corvo" do Edgar Allan Poe. Não disse nada, só leu a poesia.
Não foi o conteúdo, foi o tom da voz dele, aquela voz doce que ele tinha. Ele declamava e eu ouvia como se ele me pegasse no colo. Foi dormir e me deixou ali, ouvindo o corvo dizer: "para sempre!". Eu virei escritor, com 21 anos escrevi "Dores de Amores".
Meu pai era um incentivador, idolatrava os filhos. Queria ser mergulhador só porque o Kiko, meu irmão, é. A Aninha, minha irmã, era tudo pra ele.
Eu fiz vários shows com ele, pelas faculdades, pelos teatros, pelos bares. Ele contava histórias e eu tocava violão. Meu pai era generoso, violento, essencial, amava, amava tanto as pessoas que chegava mesmo a odiá-las. Lutava, berrava e me acordava. Meu pai não me deixou apartamento, carro, dinheiro, bicicleta. Nem o chinelo dele me serve.

Eu tive e tenho que ganhar o meu próprio dinheiro. Até hoje, muito pouca gente quer montar as suas peças e muito pouca gente quer assistir. Meu pai já não precisa mais vender livro na rua, pra quem não quer comprar, ou pra quem compra só pra "ajudar". O que eu mais queria é que ele me ouvisse agora: "Pai, você não me deixou nada que se possa enxergar. Nem carro, nem apartamento, nem bicicleta, nem chinelo.

Me deixou a sua indignação, um pouco do seu temperamento, a lembrança de ver você acordando todo dia com uma puta força de vontade, com uma puta vontade de viver, sempre alegre, sempre fazendo piada das próprias desgraças, sempre dando tudo que ganhava pros filhos, sem nunca acumular porra nenhuma."

E se ele me escutasse ele diria, com um sorriso malandro sem dentes, segurando as lágrimas: "Ê, Leo Lama!" Meu pai não sabia receber elogios. Mas se ele me ouvisse agora, eu diria: Pai, eu preciso te contar, no seu velório foi muita gente, pai.
No seu velório, estiveram os maiores artistas do país. Médicos, políticos, advogados, empresários, fãs, gente do povo, crianças e os sambistas.
Os sambistas cantaram sambas em sua homenagem, pai.
Suas mulheres, seus amigos, seus inimigos, todos nós, todos nós te aplaudimos quando o seu caixão foi colocado em cima do carro de bombeiro.
Eu tava segurando uma aba, o Kiko outra. Você foi cremado, pai.
Seus amigos fizeram discursos emocionados, disseram: "Plínio Marcos, um grito de liberdade!" Nós jogamos suas cinzas no mar de Santos. Na ponta da praia, onde você passou sua infância.
O Jabaquara, seu time, ficou na porta do pequeno estádio, uniformizado, com a mão no coração, vendo o cortejo passar. O povo na areia batia no surdo e entoava um canto mudo no crepúsculo santista e nós no barco deixávamos você escorrer pelos nossos dedos como se você nem tivesse existido.

Eu ainda quis te achar no meio do mar, mas de repente já era só o mar. E você foi, como todo mundo vai. É isso aí, pai: tanta gente te amava. Você sabia? Acho que ninguém te amou
tanto como a minha mãe. O amor dela ecoa em mim.

Mas, e eu, pai? E eu? Será que eu vou ter a mesma fibra que você? Eu não gosto de viver como você gostava. Eu não tenho a sua coragem. "A poesia, a magia, a arte, as grandes sabedorias não podem habitar corações medrosos." Eu acho que eu vou me vender, pai, eu acho que eu já sou um vendido. Eu só queria ser essencial, essencial como você. É difícil. Eu reclamo. A vida tá uma bosta! Tá difícil de encontrar pessoas essenciais, pai. As pessoas só falam e pensam no que é supérfluo. Eu não tenho assunto. Eu me sinto sozinho. Eu não sei sobre o que escrever. O mundo tá se destruindo, tem muita gente fudida, tem muitas festas e muita fome. Que indecência, pai, que vergonha que eu sinto desse tempo que eu vivo. Eu sei que você não tem saco pra choramingo, pai, mas me deixa desabafar, pai, só hoje, me deixa te falar sobre o sonho dessa gente, você sabe, essa gente, os "homens-pregos", fixos no mesmo lugar. Essa gente quer ter carro, pai, casa com piscina, essa gente quer ser rica e famosa, essa gente quer ser musculosa e quer ter bunda, essa gente diz que acredita em Deus e fode ele, essa gente não quer ser essencial, pai, essa gente... essa é a minha gente, pai, às vezes eu me olho no espelho e me acho parecido com essa gente.
Me perdoa. Um beijo do seu filho, Nado, que ainda usa o nome artístico que a gente inventou juntos: Leo Lama

Autor: Leo Lama
Enviado por: Luciana


PAI - UM SANTO REMÉDIO

APRESENTAÇÃO - PAI vem em embalagem de diversos tamanhos e pesos.
USO - Adulto e pediátrico.
COMPOSIÇÃO - Cada 100gr de PAI possui em média: 10g de carinho; 10 gr de
compreensão; 10gr de sinceridade; 10gr de paciência; 10 gr de mesada; 0,0003 gr de broncas e 50gr de muito amor com firmeza.
PRAZO DE VALIDADE - PAI tem prazo de validade indeterminado.
INDICAÇÕES - Recomenda-se o uso de PAI caso sejam verificados sintomas como mau
humor; brigas com o(a) namorado(a); decisões importantes; dúvidas cruéis; falta de grana; carência afetiva; falta de carro; baixo astral.
CONTRA INDICAÇÕES - PAl não deve ser administrado em caso de notas baixas.
PRECAUÇÕES - este produto pode causar dependência. Cuidados na interrupção do tratamento (principalmente nas férias). O uso
prolongado de PAI, às vezes parece prejudicial, pode interromper bruscamente o tratamento, inclusive por motivos de viagens. Os primeiros dias de ausência do PAI parecem maravilhosos, mais crises agudas são freqüentemente detectadas. Volte logo ao uso.

POSOLOGIA: CRIANÇAS E ADOLESCENTES - Use e abuse do PAI. Quanto mais usar, melhor.
ADULTOS - Não fique acanhado", não é vergonha nenhuma usar o PAI depois de crescido.
E lembre-se: "PAl é como pijama. Quanto mais velhinho, mais macio fica".

ESTE MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO BEM AO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação da SUA MÃE!

Autor: Antonio C. Gerson Rissin


A ORIGEM DO "DIA DOS PAIS"

O Dia dos Pais deve-se a Sonora Louise Smart Dodd, de Washington, que desejava um dia especial para homenagear o pai, William Smart, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e criou os seis filhos, sozinho, em uma fazenda no Estado de Washington.

A idéia, lançada em 1909, resultou na comemoração do primeiro Dia dos Pais em 19 de junho de 1910, em Spokane, Washington, tendo sido uma rosa o símbolo oficial do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com rosas brancas.

A comemoração logo se espalhou por outras cidades americanas, e em 1972, Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais nos Estados Unidos.

No Brasil, a data é comemorada no segundo domingo de agosto e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953. A comemoração foi importada dos EUA pelo publicitário Sylvio Bhering, e sua data foi alterada de junho para agosto por motivos comerciais.

Assim, a idéia de Sonora Dodd em homenagear seu pai se espalhou pelas Américas, e talvez pelo mundo...

Nanci Pinto Santiago

Webdesigner: Lika Dutra

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