15 DE OUTUBRO

DIA DO PROFESSOR

"O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência".
(Henry Adams)

AO MESTRE, COM CARINHO

Não sei o que combina mais contigo,
Uma poesia, um livro, uma pintura,
Sinceramente fico pensando
No que deve dar alegria
A alguém que é objeto da alegria de tantos.
Na verdade, o professor de verdade,
É aquele que prefere dividir o que possui,
Do que ter somente para si.
O verdadeiro mestre, sente-se feliz
Quando percebe que o caminho que
Ele abriu tem sido trilhado por muitos.
O mestre tem a sua realização no aprendizado
Do pupilo, da passagem da experiência.
É por isso que meras palavras
Não podem recompensar
A alguém que optou por esta carreira
Que muitas vezes é dolorosa e cheia de espinhos.
Chamo-te somente mestre, abnegado coração
Que se sensibiliza com os olhos sedentos
Por uma vida menos escura, mas cheia de luz.
E essa luz, está em suas mãos,
Em seu coração, em seu olhar.
Que bom que existe um dia
Reservado só para você!
Obrigado por sua obstinação incontida,
Pois graças a ela, você nunca desiste.
Você é muito importante,
Espero que você seja sempre assim.

Enviado por Angelica Lepper


PROFESSOR MESTRE

Ele divide o seu tempo,
Caminha, despertando sabedoria,
é parceiro da alegria de tantos.
Abre portas de um novo amanhã,
Questiona a vida e desperta uma realidade.
Nas fórmulas, de raciocínios e regras.

Mestre!
Que estende a mão,
tem o diálogo da nova caminhada
para a aventura da vida.
Faz germinar a missão de ensinar não só letras,
Mas, paz, esperança, solidariedade e coragem,
Para um novo amanhã que virá.
Um exemplo para vencer na vida.
As lições permaneceram: alguém que superou a dor,
que foi lembrança, razão e o progresso,
superando o cansaço a preocupação.
Apenas uma luz, em suas mãos, um livro, uma pintura.
Em seu olhar, a alegria de uma poesia.

Feliz dia 15 de outubro, Dia do Professor!

Autora: Marinês Bonacina


MESTRES

Mestres! É este o seu dia!
E aqui vimos saudá-los com alegria,
Pois a festa, afinal, também é nossa,
Em poder dizer-lhes, com sinceridade,
De tanta confiança e amizade.

Bem sabemos quão árdua é a missão
Dos mestres em guiar a adolescência,
Que é de ímpetos febris e efervescências
Da natureza em evolução.

Mas há mundos de fé e de esperanças
Nestas almas ingênuas de crianças,
Que aqui vêm em busca do saber.
E é sua compreensão e sua luz
É sua mão que ora as conduz
Pela estrada espinhosa do dever.

Nós somos todo o mundo de amanhã,
Em crisálidas, ainda, mas em breve,
Nossas almas se abrirão no afã
De voar para onde um destino as leve.

E, sob esta aparência de insubmissão
De trêfegos seres tagarelas e irritantes,
Creiam que pulsam corações confiantes
E plenos da mais viva gratidão!

Autora: Magdalena Léa


AO PROFESSOR, COM CARINHO

Mestre
...é aquele que caminha com o tempo, propondo paz, fazendo comunhão,
despertando sabedoria.
Mestre é aquele que estende a mão, inicia o diálogo e encaminha para a aventura da vida.
Não é o que ensina fórmulas, regras, raciocínios, mas o que questiona e
desperta para a realidade .
Não é aquele que dá de seu saber, mas aquele que faz germinar o saber do discípulo.
Mestre é você, meu professor amigo que me compreende, me estimula, me
comunica e me enriquece com sua presença, seu saber e sua ternura.
Eu serei sempre um discípulo na escola da vida.
Obrigada, professor!

Autor: N. Maccari
Enviado por: Jana Arruda


O VALOR DA ATENÇÃO...

Relata a Sra. Thompson que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da 5ª série primária e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Teddy.

A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano. A Sra. Thompson deixou a ficha de Teddy por último. Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.

A professora do 1º ano escolar de Teddy havia anotado o seguinte: "Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele."

A professora do 2º ano escreveu: "Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil."

Da professora do 3º ano constava a anotação seguinte: "A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem qualquer interesse e, logo, sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo."

A professora do 4º ano escreveu: "Teddy anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos.Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula."

A Sra. Thompson se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Sentiu-se ainda pior, quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de supermercado. Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade. Apesar das piadas, ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquele dia, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume. Lembrou-se, ainda, que Teddy lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.

Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Thompson chorou por longo tempo... Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

Com o passar do tempo, ela notou que o garoto só melhorava. E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava. Ao finalizar o ano letivo, Teddy saiu como o melhor da classe. Um ano mais tarde a sra. Thompson recebeu uma notícia em que Teddy lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Teddy contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.

As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr.Theodore Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Teddy.

Um dia, a sra. Thompson recebeu outra carta, em que Teddy a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai. Ela aceitou o convite e no dia do casamento, estava usando a pulseira que ganhou de Teddy anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: "Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença."

Mas ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou baixinho: "Você está enganado! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci."

Aí está, amigos, o valor da atenção... o quanto é importante darmos um pouco mais de atenção às pessoas a quem amamos ou que se encontram ao nosso lado, sem no entanto, esquecer do outro...

A atenção, o carinho e o cuidado devem ser somados e nunca divididos.
É preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam
na alma da pessoa.

(Autor desconhecido)
Enviado por: Loreta Sbarra


"AS PEDRAS GRANDES E O VASO"

Um professor de filosofia queria demonstrar um conceito aos seus alunos.

Ele pegou um vaso de boca larga e colocou algumas pedras dentro. Então perguntou à classe:
- Está cheio?

Unanimemente responderam:
- Sim!

O professor pegou um balde de pedregulhos e virou dentro do vaso. Os pequenos pedregulhos se alojaram nos espaços entre as pedras grandes. Então perguntou aos alunos:
- E agora, está cheio?

Desta vez alguns estavam hesitantes, mas a maioria respondeu:
- Sim!

O professor levantou uma lata de areia e começou a derramar a areia dentro do vaso. A areia então preencheu os espaços entre os pedregulhos.

Pela terceira vez o professor perguntou:
- Então, está cheio?

Agora, a maioria dos alunos estava receosa, mas novamente muitos responderam:
- Sim!

O professor então pegou um jarro de água e jogou-a dentro do vaso. A água encharcou e saturou a areia. Neste ponto, o professor perguntou para a classe:
- Qual o objetivo desta demonstração?

Um jovem e "brilhante" aluno levantou a mão e respondeu:
- Não importa quanto a "agenda" da vida de alguém esteja cheia, ele sempre conseguirá "espremer" dentro mais coisas!

- Não exatamente - respondeu o professor.

- O ponto é o seguinte: a menos que você coloque as pedras grandes em primeiro lugar dentro do vaso, nunca mais as conseguirá colocar lá dentro. Vamos! Experimente!

O professor pegou então outro vaso igual, a mesma quantidade de pedras grandes, outro balde com pedregulhos, outra lata de areia e outro jarro de água.

O aluno começou colocando a água, depois a areia, depois os pedregulhos e por último tentou colocar as pedras grandes, mas estas já não couberam no vaso, pois boa parte do vaso havia sido ocupada com as coisas menores.

Prosseguiu, então, o professor:

- As pedras grandes são as coisas realmente importantes de sua vida, que são o seu crescimento pessoal e espiritual. Se você deu prioridade a isso e manteve-se "aberto" para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus relacionamentos (família, amigos), suas obrigações (profissão, afazeres), seus bens e direitos materiais e todas as demais coisas menores que completam a vida. Se você preencher sua vida somente com coisas pequenas, como ficou demonstrado com os pedregulhos, com a areia e a água, as coisas realmente importantes, como, no exemplo, as pedras maiores, nunca terão espaço em suas vidas.

Texto enviado por: Agnes Lúcia Guimarães
Professora de informática


QUESTÃO DE FÍSICA

Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero.

O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele.

Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia:

"Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro."

A resposta do estudante foi a seguinte:

"Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício."

Sem dúvida, era uma resposta interessante e, de alguma forma, correta pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.

Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente.

Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu sugeri como um bom desafio.

Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos, ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.

Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida e não tinha tempo a perder.

Mais surpreso ainda fiquei, quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta:

"Vá ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo de queda desde a largada até o toque com o solo.

Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt^2, calcule a altura do edifício."

Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova.

Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.

Ao sair da sala, lembrei-me de que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.

"Ah!, sim," - disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro."

Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações.

"Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício.

Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas para obter a altura do edifício em unidades barométricas.

Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença.

Finalmente, se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas.

Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater na porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: "caro senhor síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o senhor me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente."

A essa altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta "esperada" para o problema.

Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas, com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade.
É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto."
(Albert Einstein)

De: Waldemar Setzer
Professor aposentando da USP
Enviado por Sérgio Fraga

Webdesigner: Lika Dutra

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