25 DE JANEIRO

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO - 460 ANOS



QUE BELEZA! ISSO TUDO É SÃO PAULO!
Autora: Mírian Warttusch

SÃO PAULO
Autor: Washington Olivetto
Enviado por: Ógui L Mauri

SÃO PAULO - TERRA MINHA
Autor: Adelson Campos Moreita
Enviado por: Spartaco Massa

SÃO PAULO - TERRA BOA
Autora: Maria Tomasia

APÓSTOLO SÃO PAULO
Autor: Manuel de Almeida


460
anos
Ninguém
pôde conter
São Paulo, que
viajou tão rápido
e febril, nas asas de
um povo que lutou para
torná-la assim tão grandiosa,
tão respeitada além fronteiras,
a menina dos olhos do Brasil! Um
passado ainda tão próximo, carregaria
a grande responsabilidade de
promover o progresso e
fazer da cidade de
São Paulo,
algo encantado!

QUE BELEZA! ISSO TUDO É SÃO PAULO!

Desde quando era menina a caminhar, passadas lentas e incertas,
Cantada e decantada foi, em versos e canções, nas odes dos poetas,
Que assim fizeram de São Paulo antiga a sua musa predileta.
Essa cidade boa mostrava suas formas, crescendo e se expandindo.
Navios de escravos africanos - e os Barões do Café estavam vindo...
Fora a cobiça, tudo era novo, tudo era encanto, tudo era lindo!
As primeiras boticas, tecelagens, pequenas lojas de armarinhos:
Nas praças o "footing" de amigos e namorados a trocar carinhos,
Imigrantes convivendo em harmonia como bons vizinhos!
Tardes de domingo, praia e campo, picnics, fotos tão antigas...
Missas, Igrejas, momentos de louvor, terços, beatas muito amigas,
Moças se preparando para o casamento a cantar cantigas.
Aqui se conheceu o dom da vida, no trabalho e no progresso
- Se promoviam encontros, garantindo parcerias de sucesso!
Nos coretos das praças, poetas em saraus a declamar seus versos -
Primeiras décadas, ruas estreitas, começo tímido ensaiado...
Belo e imponente, o Vale do Anhangabaú sendo esboçado,
A "Avenida Paulista", o referencial mais consagrado!
Semáforos atentos, pedestres apressados, negócios a caminho,
Hoje a idéia total de liberdade, de ação, de não se estar sozinho,
Sensação de embriaguez, como tivéssemos tomado um doce vinho!
Bancos, Bolsas, pregões, centros comerciais, shoppings apinhados,
Teatros, cinemas, casas de chá, de lanches, restaurantes renomados,
Galerias, museus, anúncios coloridos de neon nos prédios pendurados.
Tão real, tão nossa, tão moderna em suas estruturas,
Tão antiga em casarões - vadia em ruelas estreitas e escuras...
Cenas do dia a dia... motoqueiros expondo a vida pelas ruas.
Acolhedora, abrindo seus braços calorosos, tão convidativa,
Berço de mil amores, linda, exótica, gentil, receptiva,
Nos embala num abraço carinhoso, é mãe gentil, é chama viva!
Que beleza! Isso tudo é São Paulo!

Autora: Mírian Warttusch


SÃO PAULO

Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York.

Discordo deles. Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade.

Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire.

Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e, por isso mesmo, não se parecer com nenhuma.

São Paulo, entre muitas outras parecenças, se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no Pari, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.

São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o Emiliano e o L'Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes. Tem o deslumbrante pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país.

Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em Congonhas.

São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.

São Paulo é realmente curiosa. Por exemplo: têm diversos grandes times de futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido "o mais querido". Mas, na verdade, o maior e o mais querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras.

São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar Maroni, do afamado Bahamas.

São Paulo já foi chamada de "o túmulo do samba" por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Glória Kalil.

Em São Paulo se faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, muito menos os de feira.

Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror. Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.

São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas e agora são os cariocas que andam imitando as suas imitações paulistanas.

São Paulo teve o mau senso de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo.

São Paulo se poluiu visualmente com a CowParade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa.

Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o Tâmisa.

Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego, São Paulo jamais será uma cidade belíssima. Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem. Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e classes sociais.

São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se manifesta.

São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece observando as meninas que circulam pelas ruas.

E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o Sesc Pompéia, o palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da América Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos.

São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas.

Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais.

Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente muito bem por uma razão tecnicamente comprovada.

Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor.

Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de voo do Rio de Janeiro. O mais importante é que com essa distância nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo!  

Autor: Washington Olivetto é paulista, paulistano e publicitário.
Enviado por: Ógui L Mauri


SÃO PAULO - TERRA MINHA

Queridos, 
São Paulo poderia ser descrita como difícil, inóspita, encrenqueira, suja, feia, enfim um tanto de adjetivos, na sua maioria "denegrindo" a sua imagem, mas sabe de uma coisa, isto tudo aí pode até ser verdade, mas não esconde o encanto de se conquistar uma terra como essa, afinal difícil é a vida monótona de uma cidade sem atrativos e aqui nós temos muitos, desde museus fantásticos a teatros com todo tipo de peças ou salas de concertos de dar inveja em qualquer cidade de primeiro mundo; restaurantes de todos os tipos e gostos; ótimos hospitais; universidades; escolas, exceto as públicas que, como no resto do país, estão cada vêz piores por negligência e incompetência de políticos; sem praia? mas praia de paulistano são os parques ou os muitos e muitos shoppings, praia mesmo, à beira mar, deixa-se para as férias, assim serão melhor curtidas. Inóspita talvez, difícil é a convivência humana seja em qualquer lugar deste planeta, então aqui não é mais complicado do que em qualquer outro lugar, só que tem mais possibilidades de alguém se dar bem, são 12 milhões.

Cada cidade tem sua "encrenca", aqui poderia dizer que existem várias, as ruas entupidas de carros, o metrô saturado, os ônibus idem, os alagamentos constantes, mas aonde não se tem engarrafamento hoje em dia? Até em cidade pequena acontece. Ou alagamentos, hoje mais comum que dupla sertaneja, e temos metrô e ônibus saturados, isto mais que qualquer coisa precisa ser melhorado, será, acredito, a única forma de reverter o quadro de caos urbano a que somos submetidos, maior oferta de linhas de metrô e de linhas/corredores de ônibus tirariam muitos carros das ruas, inclusive o meu, livrando espaço para ser ocupado pelo verde, já imaginaram as ruas e avenidas apinhadas de azaléias, quaresmeiras, paus-ferros etc colorindo e enfeitando os nossos olhos e ajudando na drenagem das chuvas?

Suja com certeza, desde o papelzinho de bala jogado ao acaso nas ruas até os móveis não mais desejados, ou carros abandonados, ou sacos de lixo revirados, ou fachadas sem pintura, ou falta de garis nas ruas... enfim encontramos causas e causas, mas  nada tira a responsabilidade nossa como cidadãos, nós é que precisamos dar o exemplo, por que jogar o papel de bala, ou a lata de refrigerante, ou a garrafinha de água na rua? Dá o mesmo trabalho jogar na rua e jogar numa lixeira, não é mesmo? Mas isto não é exclusividade de São Paulo, aonde se vai neste país encontramos lixo por todo lado, será que é cultural ou educacional? Fica aqui a questão.
              
Feia? Ah! Depende dos olhos e de como olhar, como beleza natural, reconheço, não tem nenhuma, mas como beleza construída, isto são outros quinhentos, tem o seu valor, senão vejamos, a Av. Paulista com seu conjunto de prédios criando um "skyline" impar, assim como o dos novos prédios na Marginal Pinheiros; as obras de Ramos de Azevedo, Niemeyer, Artacho Jurado, Rino Levi etc e outros tantos anônimos ou conhecidos espalhados pelas mais diferentes regiões da cidade, criando um mosaico de tendências e vertentes que faz única a nossa arquitetura, desde um barraco encarapitado numa favela até um prédio neo-clássico de gosto duvidoso para uns e bom gosto para outros dos Jardins; a obras de  engenharia/arquitetura moderna como a nova ponte estaiada, ou "modernoso" de arquitetos mais conhecidos pelas extravagâncias de suas criações do que sua funcionalidade; de obras dos tempos coloniais, da virada dos séculos XVIV e XX, do art decó ou nouveau, moderno das décadas de 1930/40/50, do neo-colonial da década de 1970, do "novo-riquismo" espelhado das duas últimas décadas; os detalhes e influências de diferentes origens trazidos pelos muitos imigrantes sejam portuguêses, italianos, japonêses, árabes e outros, assim como a cultura importada principalmente da França e dos EUA, contribuíram para essa diversidade. Como olhar indiferente para a Pinacoteca, a Estação da Luz, o Teatro Municipal, o CCBB ou o Mercadão, assim como para o Copan, o Grandes Galerias, o MASP ou um tanto de prédios da região da Berrini? Diversas arquiteturas, diversas épocas, diversos olhares.

Sou de Cachoeiro de Itapemirim, modéstia à parte e com muita honra, não tenho como tirar isto de mim, nem quero; sou carioca de alma, tenho Alton nos EUA em minhas memórias e coração, assim como Buenos Aires; Paris e Florença em meus sonhos(ainda irei lá), mas é aqui que moro, que escolhi para viver em meio a todo êste caos, com gente indo e vindo a toda hora do dia ou noite, sinto-me cada vêz mais parte desta terra, múltipla, confusa, efervescente e contagiante, aqui é como dizia um slogan da década de 1970 : "Ame-a ou deixe-a", quem aqui aporta e a deixa entranhar-se não sai mais, não consegue tirá-la de si. Hoje tenho certeza de uma coisa, não sou paulistano de berço, mas sou paulistano de vida.
Feliz Aniversário São Paulo!

Segue daqui as minhas felicitações para esta "mãe de muitas tetas" que me acolheu há 26 anos e a quem agradeço por tudo que me deu e ensinou.
Beijos e abraços,
Adelson

Autor: Adelson Campos Moreita
Enviado por: Spartaco Massa


SÃO PAULO - TERRA BOA

São Paulo, terra da garoa
e dos belíssimos casarões.
À São Paulo que já é coroa,
envio minhas congratulações.

A velha Estação da Luz,
com sua grande imponência,
a todos os lugares conduz,
pois tem enorme referência.

O Instituto Butantã
cujas vacinas salvam vidas
de todos, precioso talismã
contra todas as feridas.

O Parque do Ibirapuera,
indispensável para o paulistano,
porque é o oásis de toda era,
e lugar, para todos, soberano.

Foi rival das Minas Gerais,
por produzir o melhor café,
enquanto Minas tinha leite demais.
O café com leite já não é ralé.

O paulistano é gente fina,
só vive no corre-corre.
Todo mundo tem disciplina:
não bebe para não ficar de porre.

Hoje, dia do seu aniversário,
parabéns e felicitações.
De Minas não é mais adversário,
agora, tem estreitas relações.

Autora: Maria Tomasia


O TRANSPORTE NOSSO DE CADA DIA

Quem viaja hoje no Metrô, ou num ônibus com ar condicionado, certamente jamais terá sabido - ou se soube, não terá provado das delícias das antigas diligências, dos triciclos abusados, das baratinhas, dos fordecos velhos que deixavam o vovô "vidrado"!

"Maria Fumaça" o nosso antigo trem - lá vem! Que apito lindo e demorado!
O leite nos era entregue de carroça! E o burro era tão engraçado!

Quem já viveu seis décadas ou mais, não se terá, por certo, olvidado,
No bonde colorido, um anúncio forte, aos passageiros bem mostrado,
Do remédio milagroso, pra bronquite, ele, o "Rum Creosotado": "Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem ao seu lado!
Mas, no entanto, acredite, quase morreu de bronquite, Salvou-o o Rum Creosotado"

São Paulo viajou rápido! Tem agora 453 anos! Parabéns!

Autora: Mírian Warttusch


APÓSTOLO SÃO PAULO

(Padroeiro da Cidade de São Paulo)
25/01

Saulo/Paulo nasceu em Tarso, Cilícia, atual Turquia.
Fiel às tradições judaicas, ele perseguia os discípulos de Jesus.
Ao cavalgar próximo a Damasco, Saulo não creu no que via:
Repentinamente, um clarão vindo do céu cercou-o com forte luz!
Caindo por terra, assustado, Saulo ouviu uma voz que lhe dizia:
"Saulo, Saulo, por que você me persegue?
Após perguntar de quem era a voz, Saulo ouviu: "Eu sou Jesus"!

A partir daí, o último dos apóstolos passou a viver a sua conversão.
Como Paulo, leva ao mundo o amor do Senhor e a fé de cristão;
Chamado a uma vida nova, Paulo vai e divulga o Mestre Divino,
Sua evangelização, regada de amor a Cristo convertia os pagãos!
Nos lugares em que passava, Paulo orientava e aprimorava o seu tino.

Rômulo e Remo criaram Roma de acordo com a tradição pagã.
Os Apóstolos Pedro e Paulo foram os fundadores da Roma cristã!
Nos anos sessenta e quatro a sete, ocorreu a grande perseguição:
Nero aniquilou centenas de cristãos e incendiou a Cidade Eterna.
O Apóstolo Paulo divulgava Cristo com amor divino e fé fraterna.
Vítima das atrocidades de Nero, seu sangue não se derramou em vão,
São Paulo, chamado o "Apóstolo do gentios", escreveu doze epístolas.

Autor: Manuel de Almeida (Manal)

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