DICAS DE SAÚDE

RESSALVA

Não sou médica e, mesmo se fosse, não poderia dar uma resposta sem fazer uma consulta pessoal. 
Sugiro ainda que não aceitem consultas virtuais.

MUITO TEMPO NA FRENTE DO COMPUTADOR?

FUNGOS: OS VILÕES DAS ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

USO INDISCRIMINADO DE COLÍRIOS PODE LEVAR AO GLAUCOMA E À CATARATA PRECOCE

O FIM DOS ÓCULOS

POR QUE FAZER TERAPIA?

O SAL E A HIPERTENSÃO

JÁ TIROU SEU COCHILINHO HOJE

MUITO TEMPO NA FRENTE DO COMPUTADOR?

Acompanhe tudo o que acontece no corpo, quando a gente fica muito tempo em frente ao computador.

1- Olhos ressecados

O número de piscadas cai até 30% durante o trabalho em frente ao computador.
Assim, ocorre uma rápida evaporação do filme lacrimal, uma fina camada de água que recobre os olhos.
A córnea, então, fica seca.
Daí, o olho pode ficar irritado, já que há menos proteção.
Qualquer partícula de poeira causa incômodo e a visão pode ficar embaçada

2- Cansaço visual

Para ler as informações na tela, a gente, sem se dar conta, faz um grande esforço.
Depois de horas e horas de leitura, os músculos que sustentam o cristalino, lente responsável por focar o que vemos, entram em fadiga, deixando a visão turva e desfocada.
Luz de mais ou de menos também contribui para o desconforto, porque a pupila tem de se fechar ou se abrir mais para controlar a passagem dos raios luminosos.

3- Pescoço tensionado

A flexão exagerada do pescoço sobre a tela é ruim para os músculos da região.
Eles tendem a ficar contraídos e duros, como esponjas que retêm água, e não conseguem voltar rapidamente ao seu formato original.

4- Postura e coluna

Quando sentamos inclinados em direção à tela do computador e em cadeiras inadequadas,
a curvatura da lombar fica mais plana e a curva das vértebras cervicais, mais acentuada, em forma de corcunda.
Os músculos são tensionados e pressionam os nervos da coluna, causando dor nas costas.
Depois de muito tempo sendo tracionada, a musculatura relaxa e a tensão vai toda para os ligamentos.
A sensação de queimação ou dor do arrancamento de prego, como também é conhecida, aumenta progressivamente.

5- Tendão lesionado

Muito comum, a LER (lesão por esforço repetitivo) inclui uma série de problemas,
como tendinite (inflamação dos tendões dos dedos e punhos), tenossinovite (inflamação de membranas dos tendões) e bursite (inflamação das bursas, almofadas que permitem o deslizamento dos tendões).

6- Inchaço nas pernas

Esta posição pressiona os vasos da coxa e, dessa forma, torna-se mais difícil para o sangue fazer o caminho de volta para o coração. Ele fica represado nas veias, que se distendem e permitem a passagem de água para os tecidos, inchando as pernas.

7- Barriga saliente

Quando a musculatura das costas fica tensionada, caso de quando a gente se senta horas a fio diante do PC,
os músculos do abdômen acabam relaxados. Aí, sem a prática regular de exercícios físicos,
a barriga começa a exibir sinais de flacidez e se transforma em um alvo fácil para o acúmulo de gordura.

Autora: Amanda Polato
Enviado por: Marly Silva


FUNGOS: OS VILÕES DAS ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

Eles adoram lugares úmidos: em casa, nos armários e até no ar condicionado do seu carro. Saiba como evitá-los.

Dermatophagoides, Blomia e Aspergillus. Os nomes são estranhos, mas o que eles causam é bastante comum: alergias respiratórias. As três denominações, desconhecidas para a maioria da população, fazem referência aos principais gêneros de fungos que se propagam em épocas úmidas do ano e lugares pouco ventilados. De acordo com o pneumologista da Paraná Clínicas, Dr. Camilo Faoro, os fungos prejudicam o sistema respiratório, sobretudo devido às alergias respiratórias - tanto de via aérea superior, que causam rinite, quanto da via aérea inferior, que causam asma. Entretanto, nem todas as pessoas são alérgicas aos fungos, mesmo as portadoras de asma ou rinite alérgica, segundo o especialista. “Algumas tem alergias e outras não”, explica Faoro. “Não se trata de ser imune aos fungos ou outros microbiotas. Todos têm um sistema de defesa do organismo, contudo, os problemas respiratórios são causados pela alergia a estes germes”, completa. Apesar de estarem por todos os lados, é possível evitar ou diminuir a presença de fungos dentro de casa. “É necessário muito cuidado com a higiene da casa e dos alimentos”, afirma Faoro. Dentre as dicas do pneumologista para manter o ambiente longe da ação dos fungos, estão:  - Abrir as janelas e arejar o ambiente;- Permitir a presença do sol;- Evitar a formação e a presença de mofo;- Lavar áreas de possível infiltração e secar bem;

- Não deixar acumular água em madeira, piso, etc;- Guardar bem os alimentos;- Não deixar os alimentos expostos por muito tempo ao ar livre (principalmente úmido e quente);- Refrigerar alimentos;-Evitar guardar alimentos por muito tempo, após abertos;- Cuidar com papéis, roupas e outros utensílios guardados em armários por muito tempo; - Limpar a casa regularmente.De acordo com Faoro, a propagação de fungos ocorre em fases do ano com muita umidade, sobretudo no outono e inverno, em que há umidade associada ao frio, pouca ventilação dentro de ambientes e menor luminosidade.

Colaboração de: Renata de Tullio Monteiro


USO INDISCRIMINADO DE COLÍRIOS PODE LEVAR AO GLAUCOMA E À CATARATA PRECOCE

Os danos causados variam de acordo com o colírio utilizado

O hábito de pingar colírios nos olhos sem recomendação médica ou além da posologia indicada pelo especialista representa sérios riscos à saúde ocular. Os danos causados variam de acordo com o colírio utilizado, mas vão desde vermelhidão sem cura ao desenvolvimento de glaucoma ou catarata precoce. Quem faz o alerta são as oftalmologistas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Hanna Flávia Gomes e Maria Lúcia Rios especialistas em glaucoma e córnea, respectivamente. Os tipos de colírio variam de acordo com a finalidade. Existem os antibióticos, os anti-inflamatórios com hormônio (corticóides) e sem hormônio, também há as lágrimas artificiais, os colírios vasosconstritores, os antiglaucomatosos e os anestésicos. "O colírio, como qualquer outro medicamento, deve ser utilizado seguindo as determinações de um médico. O uso inapropriado da medicação pode lesionar o olho, causando problemas sérios e comprometendo, inclusive, a visão", explica Hanna Flávia Gomes.Antibióticos Os colírios antibióticos são indicados quando é detectada, pelo médico, uma ação bacteriana no olho e devem ter sua aplicação cuidadosamente administrada. Hanna alerta que "o uso prolongado de colírios antibióticos pode fortalecer as bactérias que atacam o olho, tornando-as mais resistentes e imunes ao tratamento. A longo prazo, assim como no colírio anestésico, o uso indiscriminado pode perfurar a córnea". Vasoconstritor O globo ocular é repleto de vasos sanguíneos que, quando dilatados, dão ao olho o aspecto vermelho. Na tentativa de sanar essa vermelhidão e deixar o olho branco, o paciente pinga o colírio vasoconstritor indiscriminadamente, sujeitando-se ao chamado efeito rebote.O efeito rebote é ilustrado por Maria Lúcia Rios: "os vasos sanguíneos são elásticos, possuem a propriedade de contraírem-se e expandirem-se de acordo com a necessidade. Quando o paciente usa o colírio vasoconstritor, eles se contraem, sem consequência, circula menos sangue no globo ocular e os olhos ficam brancos. No entanto, o uso excessivo deste medicamento, faz com que os vasos necessitem de doses cada vez maiores de medicação para atingirem o aspecto branco".Para sempre
A especialista do HOB adverte ainda que com o tempo, os vasos perdem a propriedade de elasticidade e chegam a um ponto que não conseguem mais contrair, ficando totalmente relaxados e proporcionando aos olhos um aspecto vermelho para sempre. "Nesses casos não há tratamento que reverta a situação. Não há cirurgia corretiva ou medicação que devolva aos olhos o aspecto branco", alerta. "O olho não fica vermelho à toa. A vermelhidão é um sinal de que há algo errado. Quando o colírio é usado para acabar com este sintoma, não se trata a causa. Por essa razão, o ideal é que, ao menor sinal de vermelhidão, o paciente procure um oftalmologista", aconselha. Corticóide Dentre os anti-inflamatórios mais utilizados em situações alérgicas, está o esteróide corticóide. Este tipo de colírio é o que requer mais cuidado, segundo Hanna Flávia. A especialista do HOB conta que muitos pacientes pingam o colírio depois do prazo estipulado pelo médico na tentativa de aliviar os sintomas de coceira, o que pode ser perigoso. "O corticóide deve ser usado estritamente sob recomendação médica. O paciente não pode pingar uma gota sequer além do indicado pelo especialista. O uso indiscriminado dessa medicação pode levar à opacidade do cristalino, causando a catarata, e ao aumento da pressão intra-ocular, favorecendo o desencadeamento do glaucoma", adverte.Hanna Flávia relata que já acompanhou casos de pacientes muito jovens com o quadro de catarata e glaucoma. Os quais usaram o corticóide sem acompanhamento médico. "Há muitos pacientes que chegam ao consultório com defeitos oculares específicos de portadores de glaucoma, como perda do campo visual ou nervo óptico danificado. No entanto, já atendi casos ainda mais graves, como pacientes de 20 anos de idade com catarata causada pelo uso excessivo de corticóide. Há também pacientes cegos por glaucoma aos 25 anos por causa da utilização inapropriada do medicamento", conta.Antiglaucomatosos Hanna Flávia explica ainda que os pacientes portadores de glaucoma figuram entre os indivíduos que mais utilizam colírios diariamente para o controle da doença e, por isso, também devem ficar atentos à utilização correta do medicamento. "O paciente não pode pingar os colírios em quantidade maior do que a indicada pelo médico. Se isso ocorrer, o remédio deixa de fazer o efeito desejado e passa a estimular o aumento da pressão intraocular, revertendo o resultado e piorando o quadro de glaucoma", assinala. Lágrimas artificiais Muito utilizada por pessoas que moram em locais de clima seco ou que se expõem a ambientes com ar-condicionado ou ainda que trabalham por muito tempo na frente de computadores, as lágrimas artificiais também precisam de cuidados na aplicação. O paciente pode usar a lágrima artificial ao longo de toda a sua vida. O produto em si não faz mal. No entanto, Maria Lúcia explica, que não deve haver exagero na aplicação. "Usar mais de seis vezes por dia pode causar intoxicação nos olhos por conta do conservante utilizado na fórmula das lágrimas", explica. Cuidados Além do uso estrito dos colírios de acordo com a recomendação médica, descrito como cuidado essencial pelas especialistas do HOB, hábitos de higiene no manuseio do colírio são fundamentais. "O colírio é de uso pessoal e exclusivo de um paciente. Não se deve emprestar ou indicar uma medicação para outra pessoa. Isso seria perigoso. O fato gerador da vermelhidão ocular em um pode ser diferente do que causa no outro. É necessário evitar o contato direto entre o recipiente do colírio e a superfície ocular, a medicação pode ser contaminada. Por fim, após o tratamento, o paciente deve desprezar a sobra do medicamento", aconselha Hanna Flávia Gomes.

Autores: Dr. Paulo Silvério / Dra. Ana Cristina Picchioni
Fonte: http://www.tudosobrecatarata.blogspot.c
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O FIM DOS ÓCULOS

Pesquisa genética promete acabar com problemas de visão, como a miopia, que se tornou epidêmica em todo o mundoÓculos vão virar peças de museu e não demora, pelo menos os modelos de grau, para corrigir defeitos como a miopia.Uma ótima notícia, até porque o número de pessoas com dificuldade para enxergar de longe só aumenta. Esta semana, cientistas de diferentes países anunciaram a descoberta de um dos genes que seria responsável pelo crescimento distorcido do olho. A novidade abriria o caminho para o desenvolvimento de drogas, como, por exemplo, colírios para corrigir a miopia e outras defeitos de visão. Também avançam as pesquisas para tratar a vista cansada e a cegueira associadas à idade.Segundo médicos, em cerca de dez anos, os óculos serão apenas acessórios de moda, se for possível corrigir defeitos em genes, um deles o RASGRF1, como mostram estudos sobre o tema na revista “Nature Genetics”.
A publicação cita ainda investigações de variantes genéticas associadas ao glaucoma, uma impor tante causa de cegueira.C h r i s t o p h e r H a m mond, do King’s College em Londres, que participou de uma das pesquisas, está otimista e acredita que será possível acabar com a miopia pingando colírios ou por meio de comprimidos, assim que se conseguir identificar como as variações genéticas afetam os olhos.Só no Brasil, a taxa de alta miopia (acima de 6 graus) atinge mais de 10% da população.— Esperamos bloquear os sinais genéticos que causam a miopia — diz Hammond, c u j a e q u i p e a v a l i o u 4.270 pacientes. — Provavelmente, isto seria feito com pílulas ou colírios, mas levaria pelo menos uma década.O gene RASGRF1 já era conhecido por interferir em células nervosas da retina, estrutura que transforma o estímulo luminoso em nervoso.
Tanto que teria papel importante na consolidação da memória visual. Há um consenso, porém, de que ele não é um único culpado pelos problemas de refração.E apesar de a miopia ser o problema de visão mais comum, até hoje pouco se sabe a respeito de suas bases genéticas. Fatores ambientais têm um peso importante Em Cingapura, por exemplo, 80% da população é míope, enquanto nos EUA, uma em cada três tem essa dificuldade. Na China, mais de 61% apresentam algum grau de miopia.Diante desses números, se os cientistas acabarem com o problema apenas receitando medicamentos — hoje a única opção, mesmo assim com restrições, é a cirurgia —, muita gente vai se ver livre dos óculos de grau. Isso porque o número de míopes cresce em todos os continentes, provavelmente por causa de fatores ambientais. Um deles é o excesso de horas em frente ao computador.
— A ideia de um mundo sem óculos é fascinante e algumas sociedades serão mais beneficiadas do que outras. Embora a miopia seja determinada geneticamente, é muito mais provável que seja desencadeada pelo estilo de vida moderno — diz Hammond. — A falta de atividades ao ar livre é um fator, assim como excesso de trabalho em escritórios e viver em centros urbanos.Terri Young, que liderou o estudo na Universidade de Duke, concorda que a vida moderna contribui para mais casos de miopia. O olho desaprende a enxergar de longe.— As pessoas precisam sair mais às ruas, olhar o horizonte — sugere. — Hoje em dia forçamos nossos olhos a estar em tensão constante para focar em objetos próximos, para leitura, TVs, computadores e trânsito pesado. Estamos cercados por prédios altos e temos pouca chances de olhar cenários distantes. Essas situações afetam os olhos de adultos e o desenvolvimento da visão nas crianças.
Os cientistas concordam em outro ponto: se os fatores ambientais nocivos aos olhos não forem eliminados, os óculos ainda vão existir por muito tempo. O oftalmologista Marcelo Martins Ferreira Junior, do Instituto Benjamin Constant, no Rio, acha que o estudo genético é fantástico, mas concorda com Hammond, quando ele afirma que nem todos se verão livres do acessório.— Não só eu, mas outros médicos brasileiros, constatamos novos diagnósticos de miopia em adultos jovens, por volta dos 25 anos. Antes, esse vício de refração era mais visto até o fim da adolescência. O uso em excesso de computadores pode ser um fator. Será que esse abuso afeta a córnea e o globo ocular? Talvez seja uma pista. Parcela significativa pode ainda precisar do acessório Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas, a pesquisa genética poderá evitar a cegueira numa parcela importante da população mundial. Isso porque, a evolução da alta miopia predispõe ao glaucoma, ao descolamento e à degeneração da retina, doenças graves.
Ele também acha que os óculos de grau ainda serão um acessório indispensável para um grande número de pessoas.E reforça que a causa da miopia é ambiental.— Nos últimos 20 anos, a população de míopes duplicou no mundo. Se fosse só um problema genético isso não teria ocorrido. Além disso, crianças que passam muitas horas no computador ou jogando games têm quase o dobro de chance de sofrer de miopia — alerta Queiroz.Esta é a conclusão de um estudo que ele liderou no Instituto Penido Burnier com 360 crianças de 9 a 13 anos. Neste grupo, a prevalência de miopia no Brasil é de 12%. Entre os participantes do estudo, 21% apresentaram miopia acomodativa.
Trata-se de uma dificuldade transitória para enxergar de longe por causa do esforço prolongado para ver de perto, que diminui a capacidade de o olho focalizar com nitidez: — Até em pessoas acima de 20 anos, fase em que o grau estabiliza, é comum o aumento da miopia quando elas estão se preparando para vestibular ou concurso, devido à da leitura prolongada — diz.E a pesquisa genética para acabar com a miopia e outros defeitos da visão ainda vai facilitar a vida de quem não quer usar óculos ou lentes de contato e não pode operar, afirma Martins Ferreira.— Antes se operava todo mundo que tinha miopia. Com a evolução das técnicas cirúrgicas, vimos que há limitações.Por exemplo, pacientes com a córnea fina, muito plana e com irregularidades na superfície podem ter contraindicação cirúrgica.

Autora: Simone Marinho
Enviado por: Luciana de Oliveira


POR QUE FAZER TERAPIA?

Esta é uma pergunta que eu já ouvi muitas de vezes. Ela está baseada na crença (errônea) de que fazer terapia seria muito parecido com desabafar com um amigo. É claro, se fazer terapia é só isso, então não preciso mesmo pagar um terapeuta se meu amigo pode fazer isso de graça! Mas na realidade, a psicoterapia cumpre uma função diferente do simples desabafo. Nossos amigos são a rede de sustentação que alivia as nossas quedas. São as pessoas especiais que escolhemos para participar das nossas vidas, e de cujas vidas escolhemos participar. A eles pedimos e damos conselhos quando não sabemos o que fazer. Pedimos e damos colo e ombro para chorar. Essas experiências são valiosíssimas por que fazem com que nossa dor seja validada. Quando alguém me escuta e me entende, eu me sinto humano, e não um extraterrestre. O psicoterapeuta, é claro, também nos valida, nos dá colo, mas só em uma pequena porção do tempo. Isto porque o principal motivo que nos leva a fazer psicoterapia não é para reclamar e desabafar do que a vida e as pessoas fizeram conosco, e sim para entender ? e mudar ? o que nós fizemos conosco a partir do que a vida fez com a gente. Em outras palavras, para compreender quando e para que aprendemos, criamos e repetimos certos padrões de comportamento, e também para desenvolver formas alternativas de lidar com velhos problemas. Quem nunca se fez uma dessas perguntas (ou outras parecidas): Por que sempre escolho o homem errado? Por que não consigo dizer não? Por que preciso sempre agradar os outros? Por que preciso sempre ter controle de tudo? Por que não consigo parar num emprego só? Por que tenho problemas com autoridades? Por que tenho tanta raiva e sou tão bravo? Por que, vira e mexe, eu me coloco como vítima das circunstâncias? O objetivo da psicoterapia, então, é fazer com que nos responsabilizemos por nossa vida, nossas escolhas, nossas atitudes e comportamentos. Ombro e colo são necessários para os momentos de dor, mas a verdadeira mudança vem de abraçar a nossa própria causa e encontrar novas formas mais adequadas de enfrentar os desafios que a vida nos impõe. Para essa jornada de autoconhecimento e reforma íntima, precisamos de uma ajuda profissional, de alguém que conheça métodos e técnicas que nos ajudem a encontrar o caminho para este objetivo. Alguém que nos ajude a responder a perguntas como as acima, e criarmos uma nova versão de nós mesmos.

Autora: Cecilia Zylberstajn
Especialidade: Psicologia e psicodramatista


O SAL E A HIPERTENSÃO

O Sal da forma como é consumido hoje é uma bomba atômica para o nosso organismo, pode ser equiparado ao cigarro.
Saiba mais
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JÁ TIROU SEU COCHILINHO HOJE?

A ciência comprova que dormir depois do
almoço faz bem.
É preciso respeitar os ritmos biológicos

Por Simone Muniz
Você já pode pleitear um sofá para tirar um
cochilo depois do almoço sem constrangimentos.

Está comprovado cientificamente que a sesta faz bem. Segundo estudos da área de cronobiologia, nova disciplina que destaca a importância de se respeitar o ritmo de produção de cada ser humano, o ideal é dormir de 10 a 20 minutos no início da tarde, logo após o almoço. Cronobiologia é a ciência que estuda os relógios biológicos, ou seja, a regularidade dos mecanismos de produção do corpo. Verifica as alterações de sono e de disposição física e mental de cada um. De acordo com a disciplina, o ritmo biológico está relacionado, principalmente, com a fisiologia, o clima da região, a hora do dia, as estações do ano e os hábitos pessoais.

Os estudos da equipe do professor e cronobiologista John Araujo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, constataram que descansar no início da tarde faz parte do ciclo biológico de vários primatas, como o macaco sagui.
"Trata-se de um mecanismo inerente à espécie", diz John. Ele confirma a maioria das pesquisas internacionais que acreditam que também o ser humano fica menos disposto no início da tarde. "Uma aula às 13h, por exemplo, rende muito menos do que se fosse mais tarde", afirma. Segundo ele, nos homens e em certos animais, a atenção começa a diminuir em torno do meio-dia, o horário, geralmente, mais quente. "Quando está muito calor, o organismo precisa de parar de produzir para se equilibrar. As atividades, físicas ou mentais, aquecem ainda mais o organismo e arriscam um desequilíbrio e uma desidratação", explica John Araujo. Como a menor disposição no horário da tarde está relacionada com o equilíbrio da temperatura corporal, fica fácil entender que o clima da região e a estação do ano também influenciam na necessidade da sesta. Quanto mais quente, mais o corpo pede para parar.
"Povos como os brasileiros têm maior disposição para fazer a sesta do que os do hemisfério norte.
Mas há um preconceito muito grande, não respeitamos o nosso ritmo", desabafa Araujo. Segundo os pesquisadores, ainda existem várias questões a serem esclarecidas sobre a sesta. Mas ninguém duvida que a necessidade de descansar no início da tarde também aumenta quando comemos muito ou se optamos por alimentos pesados.
Ao se alimentar, o organismo desvia parte do calor e da energia para realizar a digestão", explica o cronobiologista Luiz Menna-Barreto, do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento de Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo. Se a qualidade e a quantidade dos alimentos exigem mais calor e mais energia para digerir, atrapalha a realização das atividades físicas e mentais

É claro que, além de todos esses fatores, os hábitos de cada um também influenciam na hora da preguiça e da sonolência à tarde. O mais importante, de acordo com os cronobiologistas, é a consciência e o respeito ao ritmo próprio.
"Não somos máquinas", diz Luiz Menna-Barreto. "Podemos administrar muito melhor o tempo de atividade e de repouso", completa. Efeitos do Cochilo após o almoçoCochilo depois do almoço estimula aumento da concentração

Quem pensa que dormir depois do almoço é coisa de preguiçoso, está muito enganado. Estudos revelam que siesta aumenta aprendizado e memorização.
Todos sabem que dormir bem ajuda a manter a saúde. Mas o sono ainda é cercado de desconhecimento e mitos, como o de que precisamos dormir 8 horas por dia. "Isso é mentira", diz Marco Túlio de Mello, chefe da disciplina de medicina e biologia do sono do Departamento de Psicobiologia da Unifesp. "Acontece que a média da população precisa de sete horas e 40 minutos de sono para sentir-se bem, mas há os curtos dormidores, que necessitam de menos de seis horas e meia, e os longos, que requerem mais de 8 horas."

A "siesta" é outro tema que desperta opiniões controversas. Enquanto uns acham que cochilar depois do almoço é um merecido descanso, outros veem a prática com pouca tolerância. Mas cada vez mais estudos vêm demonstrando que a soneca traz benefícios físicos, como a recuperação do corpo, e mentais, como o aumento da concentração. "Ela é ótima para quem vai trabalhar à tarde", diz Mello. >Há quem não se adapte, porém, e acorde do cochilo vespertino meio mal humorado ou "grogue". "Mas a maioria se beneficiaria", afirma o psicobiólogo. O ideal, portanto, é que cada um experimente a siesta para saber se ela vai funcionar.

E se alguém falar pra você que cochilo é coisa de preguiçoso, diga que um estudo da Universidade de Harvard mostrou que sonecas diárias de 45 minutos são suficientes para turbinar a memória e o aprendizado. Não é um ótimo argumento?

A siesta perfeita

Você pode até usar o carro, baixando os bancos o máximo possível - mas estacione num lugar seguro;Caso haja barulho, use tapa-ouvidos ou ouça música calma. Vale também sons de ondas, de pássaros, o que você considerar relaxante;Feche as janelas, cortinas ou use uma máscara. A escuridão estimula a produção de melatonina, hormônio indutor do sono;Segundo os fisioterapeutas, esta é a melhor posição para dormir: corpo de lado, com o travesseiro entre o ombro e o pescoço, e pernas levemente dobradas (pode haver um travesseiro ou almofada entre elas);Faça sua siesta entre 12h e 14h. Nesse período, nossa temperatura tende a cair, estimulando o sono;
Programe um despertador para dormir entre 20 e 40 minutos, coincidindo o despertar com uma fase de sono leve. Sono atrasado? Vá de 90 minutos, um ciclo de sono completo;Faça um almoço leve, rico em salada, legumes e frutas. Uma refeição pesada pode derrubar você Tome um café antes. A cafeína leva uns 25 minutos para fazer efeito e vai "bater" na hora de acordar. Isso só funciona para não-viciados;Aprenda técnicas de meditação para relaxar a mente.

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA SESTA

Por Dr. Fausto Ito - Dentista
Membro da Associação Brasileira do Sono e Diretor
da ITO Clínica (RJ). "Depois os homens se ergueram e foram dormir a sesta e as
mulheres puseram-se a lavar os pratos". Este trecho extraído de, Ana Terra, de Érico Veríssimo, se refere a uma tradição que surgiu na Europa no século XIII e que mesmo com todo o progresso da humanidade e o ritmo acelerado da vida moderna tende a se espalhar pelo mundo afora. A sesta é um hábito cultural fortemente arraigado em países como a Espanha, Itália e Portugal. A origem da palavra vem do latim sexta e quer dizer meio-dia – a sexta hora do dia romano que se inicia às 6 da manhã. Há relatos de que a sesta surgiu como uma reação ao clima e que por isto as pessoas optavam por dormir nas horas mais quentes do dia e trabalhar nas horas mais frescas. É conhecida como um hábito pessoal de repouso após o almoço e que não deve ultrapassar os 40 minutos de duração. Após este tempo limite, o organismo começa a entrar em sono profundo e despertar durante esta fase do sono pode provocar sensação de cansaço, lentidão e confusão mental. Hoje, sabemos que a vontade de tirar uma soneca pós-prandial acontece devido a uma coincidência com a queda na temperatura do corpo humano a qual favorece o sono. Tal fato é moderado por neurotransmissores e ocorre em 2 momentos distintos ao longo do dia: o primeiro acontece por volta das 13 horas e o segundo, à noite, às 22 horas para induzir o sono noturno. Fato é que um cochilo depois do almoço pode fazer um bem enorme para qualquer pessoa e também para as empresas que adotam o método. A técnica da sesta é uma prática agradável que revigora, melhora o estado de alerta à tarde e alivia o estresse. Diversas empresas no mundo, inclusive no Brasil, já disponibilizam instalações para descanso dos funcionários, uma vez que essa prática melhora a qualidade de vida e o rendimento no trabalho, principalmente quando associada à alimentação e estilo de vida saudáveis. Outra boa notícia é que não existem efeitos colaterais e todos podem se beneficiar dela sejam crianças, adultos, grávidas e idosos. As exceções ficam por conta dos insones devido à possibilidade de prejudicar o sono noturno, e das pessoas que sofrem com os distúrbios respiratórios do sono, como os roncos e as apneias obstrutivas que fragmentam o sono e provocam sonolência
excessiva durante o dia, os quais podem ser mascarados pela
sesta.


Fonte: Youtube



DICAS DE SAÚDE E DE BELEZA
RESSALVA
Não sou médica, nutricionista, dermatologista, nem esteticista. Sou jornalista.

Recebo muitas dicas de saúde e de beleza enviadas por nossos Velhos Amigos.
Peço que citem as fontes e o nome dos autores das matérias que nos são enviadas para publicação.
Se alguém encontrar algum texto sem os devidos créditos, solicito que me informe para que eu possa incluir em nossas seções, em respeito ao direito do autor.
Esclareço, ainda, que não estou capacitada a responder perguntas sobre assuntos que se desviam do meu conhecimento profissional. Muito obrigada.
Um beijo,
Lou Micaldas

Webdesigner: Lika Dutra
Correção de texto: Anna Eliza Fürich

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