DICAS DE SAÚDE

URINE ANTES DE ENTRAR NUM CARRO

O LADO PERIGOSO DA IOGA

DOR NAS COSTAS PODE SER SINTOMA DE DOENÇA MAIS GRAVE

DOR NAS COSTAS? É HORA DE TROCAR OS TRAVESSEIROS

TIREÓIDE

MÚSICA AJUDA A ALIVIAR AS DORES, CONFIRMA PESQUISA

RESSALVA
Não sou médica e, mesmo se fosse, não poderia dar uma resposta sem fazer uma consulta pessoal. Sugiro ainda que não aceitem consultas virtuais.
Um abração da "Velha Amiga",
Lou Micaldas


URINE ANTES DE ENTRAR NUM CARRO

Algumas vezes uma informação sobre saúde ouvida uma única vez pode ser relembrada por toda a vida, gerando um comportamento preventivo. Esse foi o impacto de uma palestra, proferida por um cirurgião de um pronto socorro cujo tema era a ruptura de bexiga por acidentes automobilísticos.

Após a palestra os banheiros estavam repletos e os comentários sobre ir ao toalete antes de entrar em um veículo eram enfáticos, demonstrando que o recado fora ouvido. Através de dados estatísticos e imagens precisas, o especialista demonstrou como, num acidente que pode ser até banal, estando a bexiga cheia, há risco dela literalmente 'estourar'.

Fatos assim, bem demonstrados, são suficientes para, uma vez conhecidos, jamais serem esquecidos. Ao informar a platéia atenta sobre a frequência de atendimentos de urgência para sutura de bexiga derivadas de acidentes de carro, percebeu-se rumores e olhares de temor no público em geral.

A causa mais comum das lesões da bexiga é a contusão (golpe externo), a qual ocorre, sobretudo, devido a acidentes automobilísticos, podendo também decorrer de
quedas ou lesões esportivas. A maioria das rupturas da bexiga ocorre pelo trauma externo e tem como causa principal a bexiga cheia durante o acidente.

A bexiga cheia de urina absorve o impacto do golpe externo e não tendo resistência suficiente, explode como um balão de ar. Através da fenda que se abre, a urina e o sangue invadem a cavidade peritoneal, onde se encontram os intestinos, podendo provocar uma peritonite química e infecciosa com enorme dor.

Os principais sintomas são a presença de sangue na urina e a dificuldade de micção.
O diagnóstico precoce é importantíssimo, requerendo procedimentos radiográficos para delimitar as lesões e avaliar os escapes de urina.

Portanto, bexiga cheia e acidentes automobilísticos podem ter sérias conseqüências causando desde internações e até mesmo morte. As lacerações menores requerem internação, pois será necessário tratamento com sondas uretrais para drenar a urina, o que dura entre 7 a 10 dias. Nesse tempo, o tecido da bexiga pode cicatrizar sem intervenção. As lesões maiores com consequente descontrole de sangramento ou o extravasamento de grandes volumes de urina para os tecidos vizinhos podem exigir uma reparação cirúrgica.

A sutura de bexiga não é um procedimento trivial. Requer um trabalho delicado em um tecido difícil. Complicações podem ocorrer como inflamação da área suturada e até infecções hospitalares, não muito raras em grande parte dos hospitais.

Entre os riscos de uma lesão grave está uma pressão arterial perigosamente baixa que pode acarretar choque e morte.

Assim, é sempre bom passar no banheiro e ESVAZIAR A BEXIGA antes de entrar/ montar em qualquer veículo (automóvel, motocicleta, ônibus, avião etc.), válido para adultos e crianças, pois se estiver vazia, o risco de rompimento diminui drasticamente.

Enviado por: Lucia Helena Pinto Martinez / Yolanda Barros


O LADO PERIGOSO DA IOGA

Um novo livro gera polêmica ao divulgar que a milenar prática indiana pode causar contusões graves e até danos cerebrais. Quando a ioga pode machucar?


 (Ilustração: Gerson Mora sobre foto de Nicole Hill Gerulat)

O jornalista americano William Broad, de 60 anos, fez carreira escrevendo sobre armas nucleares e segurança nacional. Depois de 40 anos praticando ioga, resolveu pesquisar sobre a atividade que lhe trouxe benefícios, mas que também se mostrou perigosa – ele levou meses para se recuperar de um mau jeito nas costas causado por uma postura. O resultado da investigação de cinco anos é o livro The science of yoga (A ciência da ioga). A obra foi lançada nos Estados Unidos na semana passada, mas causou polêmica antes mesmo da publicação. O The New York Times (NYT), jornal americano para o qual Broad trabalha, divulgou um trecho que desfaz, segundo o autor, um dos mitos que envolvem a milenar prática indiana: que a ioga é uma atividade segura. No texto, Broad enumera lesões relatadas a ele por instrutores ou documentadas por médicos em estudos. Os prejuízos à saúde vão de dores musculares excruciantes a rompimentos de tendões, de problemas na coluna a lesões cerebrais (com direito a paralisia de parte do corpo). São revelações suficientes para preocupar o mais zen dos iogues, quem dirá nós, simples amadores, que nos equilibramos em poses nas horas vagas.

No livro, Broad conta a história de Glenn Black, um instrutor americano famoso pela moderação e pelos cuidados nos exercícios. Black se diz convencido, depois de uma vida dedicada à ioga, de que a prática não é para todos. “É preciso olhar a ioga de uma perspectiva diferente”, diz Black. Ele passou recentemente por uma cirurgia de cinco horas para fixar vértebras de sua coluna, abalada pela prática.

Histórias como a de Black causam surpresa. Desde que se popularizou no Ocidente, a partir da década de 1920, a ioga se firmou pelo democrático potencial reabilitador. Parecia ideal para pessoas com dores crônicas ou que haviam se machucado em outras modalidades esportivas e procuravam uma atividade em que reinasse o bom-senso, em que os excessos e os descuidos de academias de ginástica não tivessem espaço. As revelações de Broad em seu livro – que ele chama de “a primeira avaliação imparcial da ioga feita em milhares de anos” – indicam o contrário. “As evidências científicas sugerem que a ioga pode ser mais perigosa que outros esportes porque as lesões são mais extremas”, afirma Broad. Ele se diz surpreso com a repercussão do artigo no NYT. Adeptos da modalidade deram um tempo na emanação do mantra Om para manifestar revolta. Alunos e associações de professores mandaram cartas aos jornais. Escreveram artigos em comunidades on-line. Acusaram Broad de sensacionalista. “Se há tanto barulho, é porque eles sabem que esses riscos são reais e pouco divulgados”, diz Broad.

Parte da surpresa causada pelo livro vem da percepção equivocada de muitos praticantes sobre como nosso corpo reage a qualquer atividade física. Engana-se quem menospreza a intensidade dos exercícios. “Qualquer atividade pode provocar lesões”, diz o ortopedista Rogerio da Silva, diretor da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte. “Até caminhadas, consideradas leves, podem prejudicar se não forem feitas com tênis adequado e na medida correta para cada pessoa.” A ioga ainda tem um agravante, segundo o ortopedista Selene Parekh, pesquisador da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Ela impinge um desafio físico extra aos ocidentais. “Eles não têm o costume de ficar em posturas que promovem alongamento e flexibilidade, como sentar no chão com as pernas cruzadas”, diz Parekh.

Não há levantamentos com rigor científico que deem ideia do risco de sofrer uma lesão durante a prática de ioga. Um dos poucos de que se têm notícia foi feito em 2009 pela Escola de Médicos e Cirurgiões da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos. Eles perguntaram a instrutores de ioga, médicos e fisioterapeutas quais eram as lesões mais sérias que já tinham visto. Os pesquisadores constataram que a maior parte dos ferimentos se concentrava na região lombar, nos ombros, nos joelhos e no pescoço. Pelo menos quatro entrevistados relataram saber de casos de derrame. “Como há poucos estudos desse tipo, é difícil saber se as lesões da ioga são maiores ou menores, proporcionalmente ao número de praticantes, do que em outros esportes”, diz o ortopedista André Pedrinelli, da Universidade de São Paulo.

Também há vários estilos de ioga, e não se pode generalizar o risco de lesões para todos.” Entre os estilos mais populares, a ashtanga ioga, que prima pela movimentação ininterrupta, é quase uma aula de aeróbica. Também é uma das mais arriscadas para os novatos. As outras modalidades comuns – a iyengar, que usa cordas e outros materiais para facilitar a execução dos exercícios, e a hatha, que privilegia posturas – também não estão isentas de perigo.

No dia a dia dos consultórios, é consenso entre os médicos: existem, sim, lesões decorrentes da prática. “Já atendi pacientes que se machucaram ao fazer ioga, mas a quantidade está longe de ser comparada com a de lesões causadas por outros exercícios, como corrida, ciclismo, natação ou musculação”, diz o ortopedista americano David Geier, porta-voz da Sociedade Americana de Ortopedia para Medicina Esportiva. No Brasil, a situação é semelhante. “Nos últimos três anos, num universo de 3 mil pacientes, atendi menos de nove que se machucaram numa aula de ioga”, diz o ortopedista Rogerio da Silva.

Se os números não são alarmantes, por que falar sobre lesões na ioga causa controvérsia? O assunto toca em dois pontos delicados. O primeiro literalmente sensível: o pescoço. Algumas posturas, como a invertida sobre os ombros, chamada sarvangasana (leia o quadro abaixo), podem comprimir artérias que levam sangue à cabeça, deixando o cérebro sem circulação. Em seu livro, Broad relata um caso de derrame documentado pelo médico americano Willibald Nagler, em 1973. Uma mulher de 28 anos ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado depois de fazer uma postura chamada urdhva dhanurasana. O praticante, de pé, curva o corpo para trás até tocar com as mãos no chão, fazendo uma ponte. Com o alongamento do pescoço, um dos vasos que levam sangue à cabeça da mulher parece ter sido comprimido, privando o cérebro de oxigênio.

Outro caso parecido foi levado para um hospital de Chicago alguns anos depois. Um rapaz de 25 anos perdeu o controle sobre o lado esquerdo do corpo depois de ficar cinco minutos na pose invertida sobre os ombros. Deitado, o iogue apoia as mãos embaixo dos quadris e levanta as pernas, ficando apenas com os ombros, o pescoço e a cabeça como apoio para o peso do corpo. Nesse caso, a circulação do sangue para o cérebro também pode ter sido interrompida. “O risco de diminuição do fluxo de sangue para a cabeça e até de um derrame é real”, afirma o neurologista Renato Anghinah. “Entre as áreas que costumam ser atingidas nesse tipo de lesão está o tronco cerebral, que controla a respiração.” Casos como esses são raros. Mas a divulgação desse tipo de risco – algo que muitos gurus preferem empurrar para debaixo do mat, o tapete usado como base na prática –, pode amedrontar praticantes e futuros adeptos da ioga.

O segundo motivo que torna o tópico polêmico é deixar em evidência as falhas dos instrutores. Muitas das lesões são causadas por um costume cada vez mais comum nos estúdios e nas academias. Para ajudar o aluno a conseguir realizar a postura com a maior perfeição possível, o professor empurra as costas, puxa pernas, braços e articulações, num zelo que pode ir além dos limites físicos do praticante. “Muitos instrutores estão se tornando fanáticos pela perfeição da postura e acabam forçando o aluno além do que ele pode”, afirma o iogue uruguaio Pedro Kupfer, uma das principais referências da prática na América do Sul. “É o cenário ideal para acontecer uma lesão.” Kupfer é, ele mesmo, vítima da ditadura da exatidão na ioga. Em 2000, durante um retiro num ashram (comunidade religiosa) na Índia, ele sofreu uma lesão na coluna, na altura do cóccix, ao executar uma das posturas mais avançadas da ioga, a chakra bandhasana. Em pé, o iogue se curva para trás até segurar os tornozelos. O guru que comandava a prática resolveu dar uma forcinha. O barulho causado pelo desencaixe das vértebras foi ouvido por quem estava na sala. Kupfer passou meses com crises de dor. O alívio veio com o tempo, sessões de massagem e exercícios para fortalecer os músculos da região, que dão estabilidade à coluna. Mas houve sequelas. Ele convive com uma artrose no cóccix, degeneração das cartilagens e dos ossos que causa dor, e seus movimentos foram limitados. Continua praticando ioga e surfando, suas grandes paixões, mas as posturas que exigem grande flexão lombar foram abolidas de seu repertório.

A transformação da natureza da ioga – encarada hoje mais como um exercício puro do que uma filosofia que busca autoconhecimento – pode estar por trás da prática linha-dura. “A maior parte dos novos instrutores fez ‘cursos’ de alguns meses, nos quais o ensino das posturas é supervalorizado”, afirma a instrutora Camila Ferreira-Vorkapic, que estuda os efeitos psicológicos da prática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Meias verdades, conhecimento insuficiente e técnicas fora do contexto podem construir uma fórmula tão perigosa quanto um frasco de remédio nas mãos de uma criança.” Ao adotar a exatidão das posturas como meta, muitos instrutores se esquecem de que o corpo de cada aluno é diferente, assim como seu grau de flexibilidade. Por limites físicos – não da mente, como chegam a dizer muitos gurus –, algumas pessoas não conseguem o alinhamento considerado “correto” em determinadas posturas. “Nossa coluna não é igual, assim como nossas articulações e a amplitude de movimentos que elas nos dão”, afirma o instrutor Marcos Rojo, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Numa prática de ioga, a única coisa que tem de ser igual para todos é a sensação de bem-estar.”

A instrutora australiana Nadine Fawell já teve aulas com um professor que se esqueceu das particularidades anatômicas. Em dezembro, ela estava num retiro na cidade de Ubud, na Indonésia, quando o instrutor parou a aula para corrigir a direção dos quadris de Nadine numa postura. Ela tentou explicar que ele estava lutando contra seus ossos. Não adiantou. O instrutor fez tanta força que Nadine escutou o estalo nas articulações do quadril, seguido por uma onda de dor. O ajuste não causou uma lesão, mas deixou claro para Nadine como os alunos se sentem compelidos a aceitar correções que podem machucar. “O instrutor está numa posição de autoridade”, diz. “Acreditamos que ele quer o melhor para nós, e isso torna quase impossível recusarmos as correções.”

Os alunos também têm sua parcela de culpa. É comum que lesões apareçam quando a vontade de se superar numa aula ou de mostrar melhor desempenho que o vizinho de mat sobrepuja o bom-senso. O comerciário paulistano Paulo Tomaselli, de 60 anos, praticava ioga desde a infância e se orgulhava de sua flexibilidade acima do comum. Até que teve de operar o menisco, cartilagem do joelho direito, aos 28 anos, depois de sofrer lesões numa postura em que unia os dois pés e os levava até a altura do estômago. Quinze anos depois, o joelho esquerdo também começou a doer, sinal do desgaste provocado por anos de exercícios pesados. Tomaselli teve de deixar a ioga de lado pouco a pouco, porque as limitações físicas causadas pelas lesões tornavam as posturas cada vez mais difíceis. Hoje, ele mal consegue sentar na posição de lótus (com as pernas cruzadas), uma das mais básicas. “Da mesma forma que a ioga proporciona coisas boas, como elasticidade e um corpo em forma, ela lhe dá os mesmos 100% em machucados e lesões”, diz Tomaselli. “É preciso ter consciência para não fazer a escolha errada.”

Fonte: Revista Época
http://revistaepoca.globo.com
Autoras: Marcela Buscato. com Luíza Karam


Dores nas costas podem ser sintomas de doenças mais graves

Dor nas costas é a doença crônica mais comum no Brasil. Segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz, 36% dos brasileiros sofre com este problema. O estudo, que ouviu 12.423 pessoas com mais de 20 anos, em todo o país, revela que do total de pessoas acometidas pela dor nas costas, apenas 68% buscam tratamento médico. O estudo brasileiro reforça as estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial teve, tem ou terá dor nas costas.

Na maioria dos casos, o tratamento é simples: tomar um analgésico e tentar começar com o dia. Mas em alguns casos, pode existir uma causa mais séria para esta dor constante. "Em casos muito raros, a dor nas costas pode ser um sintoma de algo mais sério, como câncer ou tuberculose. Se você tem dor nas costas diariamente, se ela é implacável, se ela não te deixa cumprir as tarefas do dia e nem descansar à noite, você precisa investigar a causa deste sofrimento”, aconselha o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

A seguir, o médico enumera algumas prováveis razões para o aparecimento das dores nas costas, que, em alguns casos, podem indicar a presença de uma doença mais grave: “Minhas costas doem quando eu tenho que ficar em pé por muito tempo”

Este pode ser um sintoma de osteoartrite (ou artrose), um distúrbio crônico das articulações caracterizado pela degeneração da cartilagem articular e do osso adjacente, podendo causar dor e rigidez articulares. A osteoartrite, o distúrbio articular mais comum, afeta em um certo grau muitos indivíduos aproximadamente em torno dos 70 anos de idade. Os homens e as mulheres são igualmente afetados, mas o distúrbio tende a ocorrer mais precocemente nos homens.

Ao atingirem os 40 anos de idade, muitos indivíduos apresentam algumas evidências radiográficas de osteoartrite, especialmente nas articulações que sustentam o peso, como a do quadril. No entanto, um número relativamente pequeno apresenta sintomas.

“Geralmente, os sintomas apresentam um desenvolvimento gradual e afetam apenas uma ou algumas poucas articulações. A dor, a qual geralmente piora com a prática de exercícios, é o primeiro sintoma. Alguns indivíduos podem apresentar rigidez articular após um período de sono ou após um período de inatividade, mas, normalmente, a rigidez desaparece 30 minutos após a articulação começar a ser movimentada. À medida em que a lesão causada pela osteoartrite piora, a articulação pode tornar-se menos móvel e, finalmente, ela pode congelar em flexão”, explica o reumatologista.

Exercícios apropriados – incluindo os de alongamento, de musculação e posturais – ajudam a manter a cartilagem saudável, aumentam a amplitude dos movimentos da articulação e fortalecem os músculos circunvizinhos, de modo que eles possam absorver melhor os choques. O exercício deve ser equilibrado com o repouso das articulações doloridas. No entanto, é mais provável que a imobilização de uma articulação piore a osteoartrite ao invés de aliviá-la. “O uso de cadeiras, poltronas reclináveis, colchões e assentos de carro excessivamente macios pode piorar os sintomas. Comumente, recomenda-se o uso de cadeiras de encosto reto, colchões duros e estrados de cama inteiriços”, orienta Sérgio Lanzotti.

“Para a osteoartrite da coluna vertebral, exercícios específicos algumas vezes são úteis e, quando o quadro é grave, pode ser necessário o uso de suportes ou coletes ortopédicos para as costas. A manutenção das atividades cotidianas e da atividade laborativa é importante. A fisioterapia - freqüentemente terapia com calor - também pode ser útil”, diz o médico. “Não são apenas as minhas costas que doem, minhas pernas também”.

Dor nas pernas, dormência ou fraqueza que se inicia na região lombar e desce até o nervo ciático na perna são conhecidas como ciática. A dor tende a ser constante em um lado da nádega ou da perna e é agravada quando a pessoa senta. A ciática é geralmente causada por uma hérnia de disco, ou seja, quando os discos da coluna vertebral, que agem como amortecedores entre os ossos de movimento da coluna, pressionam os nervos.

“As vértebras da coluna vertebral são separadas por discos cartilaginosos. Cada disco possui uma camada externa forte e uma parte interna mais mole, cuja função é absorver os choques para proteger as vértebras durante os movimentos. Se o disco se degenerar, após uma lesão ou durante o processo de envelhecimento, a parte interna do disco pode romper através da parte externa, hérnia discal. A parte interna rota do disco pode comprimir ou irritar uma raiz nervosa, podendo inclusive lesá-la”, explica o reumatologista.

A maioria das hérnias discais resolve-se espontaneamente. A menos que a perda das funções nervosas seja progressiva e grave, a maioria dos indivíduos com hérnia discal lombar recupera-se sem necessidade de cirurgia. “Comumente, o desconforto desaparece com o relaxamento realizado em casa. Em casos raros, o indivíduo necessita de repouso no leito durante alguns dias. As atividades que sobrecarregam a coluna vertebral e que provocam dor (levantar objetos pesados, inclinar-se ou fazer esforço) devem ser evitadas. Para dormir, é útil um colchão firme sobre um suporte rígido. Muitos indivíduos beneficiam-se com o simples ajuste da posição de dormir: um travesseiro sob a cintura e outro sob o ombro podem ajudar quem costuma dormir de lado. Um travesseiro sob os joelhos pode ajudar aqueles que dormem de costas”, informa o médico.

A aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides (AINEs) normalmente ajudam a aliviar a dor. A dor intensa é tratada com analgésicos opióides. Alguns acreditam que os miorrelaxantes ajudam, embora sua eficácia não tenha sido comprovada. "Minhas costas e o meu pescoço doem muito, particularmente pela manhã".

A dor pode indicar a presença de uma espondilite anquilosante, um tipo de inflamação que afeta os tecidos conectivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna e grandes articulações, como os quadris, ombros e outras regiões. “A espondilite anquilosante caracteriza-se pelo surgimento de dores na coluna de modo lento ou insidioso, durante algumas semanas, associadas à rigidez matinal da coluna, que diminui de intensidade durante o dia. A dor persiste por mais de três meses, melhora com exercícios e piora com repouso”, explica Sérgio Lanzotti.

No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Essa dor tem origem nas articulações sacroilíacas. Alguns pacientes se sentem doentes de uma forma geral, sentem-se cansados, perdem apetite e peso e podem ter anemia.

Embora possa ocorrer indistintamente nos dois sexos, a espondilite anquilosante se manifesta mais frequentemente no sexo masculino, acomete de 4 a 5 homens para uma mulher. “Normalmente, os pacientes desenvolvem os primeiros sintomas no final da adolescência ou no início da idade adulta (17 aos 35 anos), sendo muito rara a sua manifestação após os 40 anos de idade. Quando se manifesta antes da adolescência é descrita como espondilite anquilosante juvenil”, explica o médico.

Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a doença tenda a ser menos ativa conforme a idade avança, o paciente deve estar consciente de que o tratamento dura para sempre. “O tratamento objetiva o alívio dos sintomas e a melhora da mobilidade da coluna, permitindo ao paciente ter uma vida social e profissional normal. O tratamento engloba o uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios, que devem ser adaptados a cada paciente”, diz o diretor do Iredo.

No tratamento com medicamentos utilizam-se analgésicos para aliviar a dor e anti-inflamatórios. Existem várias substâncias capazes de reduzir ou eliminar a dor que permitem ao paciente uma boa noite de sono e seguir um programa de exercícios. Passada a fase aguda da doença, a maioria dos pacientes não necessita de remédios, uma vez que façam parte de um programa regular de exercícios. Os remédios são necessários esporadicamente, apenas quando os sintomas reaparecem apesar dos exercícios. Para outros pacientes, pode ser necessário um tratamento contínuo com doses reduzidas de medicamentos.

“O propósito dos exercícios é conscientizar o paciente de sua postura, especialmente com relação às suas costas, e encorajar o movimento livre de algumas juntas, particularmente ombros e quadris. É importante fortalecer os músculos, pois o movimento reduzido, mesmo por um curto período de tempo, os enfraquece, podendo levar muito tempo para reconstruí-los”, alerta Lanzotti.

Fonte: Iredo
Enviado por: Márcia Wirth


DOR NAS COSTAS? É HORA DE TROCAR OS TRAVESSEIROS

Pelo menos 70% dos problemas de saúde têm relação com os maus hábitos e o estresse crônico, situações que afetam todo o corpo. É tanto estresse que nos últimos 40 anos a população perdeu 25% do tempo total de sono, e a redução de sete para cinco horas eleva o risco de infarto e derrame, dizem pesquisadores da University College of London. E de nada adianta ter um colchão de primeira se o travesseiro for de terceira, ou inadequado, porque isto só piora a insônia.

Como escolher o travesseiro diante de dezenas de modelos, de diferentes tamanhos, texturas e formatos?

O primeiro ponto, talvez o mais importante, é observar a posição em que se costuma dormir. A melhor é a de lado, afirmam médicos e fisioterapeutas, porque ela força menos a coluna e relaxa o corpo. Se a preferência for deitar de costas ou de bruços, também dá para evitar as noites maldormidas. Basta saber qual é o modelo que mais se adapta ao seu jeito de dormir. Há travesseiros até para quem sofre de dores de coluna, para quem ronca ou é alérgico.

Para reduzir o estresse e a dor nas costas, é bom ter um travesseiro que mantenha o alinhamento do pescoço com o tronco, diz o ortopedista Antônio Eulálio, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into). A altura correta do travesseiro faz a diferença entre ter bons sonhos ou ficar imerso em pesadelos.

— Quem dorme de lado deve optar por um modelo que ocupe o espaço entre o ombro e a cabeça. Esta altura varia de 10cm a 15cm. Dormir com o travesseiro muito alto ou muito baixo manterá a cabeça inclinada para um dos lados. Isto contrai os músculos do pescoço. Então, a chance de torcicolo é grande. Se prefere dormir de bruços ou de costas, use um travesseiro baixo — ensina Eulálio.

Ainda para quem dorme de lado, o travesseiro deve ser firme, médio ou alto, sem deixar a cabeça inclinada para cima ou para baixo. Outra dica é colocar um travesseiro entre os joelhos, mantendo as pernas semiflexionadas, o que relaxa a lombar. Se quiser mais conforto, use um travesseiro de corpo (eles medem de 50cm a 70cm), para não deixar o braço sobre o quadril.

Para quem dorme de costas - o ideal é o travesseiro macio de altura média, que deve preencher o espaço entre a cabeça e o colchão. Neste caso, é melhor posicionar os braços ao lado do corpo, ou cruzar as mãos sobre a barriga. Ainda nesta posição, vale ter um travesseiro sob os joelhos semiflexionados.

A pior posição é a de bruços: ela causa rotação da cabeça e a torção da cervical. Neste caso, é melhor usar o travesseiro mais baixo possível, deixando os braços esticados para baixo. Não é bom dormir sem travesseiro, como mostra o vídeo divulgado pela empresa Altenburg.

— De bruços. a tendência é colocar o braço sob o travesseiro, e isso reduz a vascularização para os nervos e causa dormência — diz Eulálio.

Fonte: O Globo - Etc e Tal
Altenburg - Vídeo - Youtube
Enviado por: Marly


TIREÓIDE

A tireóide é uma glândula do nosso organismo, ela é responsável por várias funções, entre elas controlar o metabolismo. Localizada na parte anterior do pescoço, produz os hormônios T3 e T4 que agem em todo organismo, contribuindo para o crescimento, digestão e metabolismo.

Segundo Leonardo Nestal, gerente da Acqua academia, a tireóide pode trazer sintomas que podem passar despercebidos em algumas ocasiões, por isso é necessário para aqueles que sofrem deste mal, praticar alguns exercícios como a caminhada. “Quem já possui este problema, algumas dicas de atividades a serem praticadas para melhorar isso é uma caminhada ou alguma atividade com mais impacto como a pedalada e natação”, conta.

Para resolver este problema, é necessário que procurem um médico, para que assim, o primeiro passo para o tratamento seja de forma adequada. A prática da musculação é importante, pois aumenta a massa muscular e o metabolismo. Uma dica é praticar exercícios com um aparelho que controla a frequência cardíaca para evitar um descontrole hormonal.

Por: Marcelo Abdalla

PROBLEMAS COM A TIREÓIDE

O que é Hipotireoidismo?

Quando seu médico diz: "Você está com hipotireoidismo", significa que você apresenta sintomas comuns, compatíveis com baixa função da sua glândula tireóide, ou seja, sua tireóide está produzindo pouco hormônio. Felizmente, o tratamento do hipotireoidismo é fácil, eficaz e sem dor.

Milhões de pessoas são acometidas

O hipotireoidismo é muito comum. É difícil estimar o número de pacientes com a doença, pois muitas pessoas têm hipotireoidismo e não sabem.

Pesquisas revelam que cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotireoidismo, a grande maioria ainda não diagnosticada.

Um grande número de pessoas apresenta sintomas vagos de cansaço e desânimo, atribuindo-os, de forma errônea, como sendo próprios da idade.

O hipotireoidismo pode ser encontrado em homens e mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, sendo quatro vezes mais freqüente nas mulheres, principalmente após os 50 anos.

Quem tem mais chance de apresentar ou desenvolver hipotireoidismo?

Mulheres, especialmente acima dos 40 anos;

Homens acima dos 65 anos;

Mulheres em período pós-parto (6 meses após o parto);

Pessoas com colesterol alto;

Pessoas que já tiveram doenças de tireóide anteriormente;

Pessoas com história familiar de doenças auto-imunes (tireoidite de Hashimoto);

Pessoas que apresentem outras doenças auto-imunes como: Diabetes tipo I, Lúpus e Artrite Reumatóide;

Pessoas tratadas anteriormente de hipertireoidismo;

Pessoas que estiveram em tratamento de radioterapia de cabeça e pescoço;

Pessoas em uso de lítio ou amiodarona;

Pessoas com depressão e/ou doença do pânico.

Qual a causa do hipotireoidismo?

O hipotireoidismo pode ter diversas causas. A mais comum é a que decorre da doença de Hashimoto. Esta doença aparece quando o organismo, por razões desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do próprio corpo e o sistema imune prejudica o seu funcionamento. A tireóide, assim alterada, produz menos hormônios.

O hipotireoidismo também aparece em pessoas submetidas à cirurgia da tireóide ou que se trataram de hipertireoidismo (aumento da função tireoideana) com iodo radiativo ou radioterapia.

Algumas crianças nascem com hipotireoidismo por falta da glândula tireóide ou por mau funcionamento. Estas crianças devem ser tratadas imediatamente e por toda a vida, para que possam se desenvolver normalmente.

Sinais e sintomas do hipotireoidismo

Como o hormônio da tireóide afeta praticamente todas as células do seu corpo, você pode apresentar uma grande variedade de queixas se estiver com hipotireoidismo:

Cansaço

Depressão;

Pele ressecada;

Cabelos ásperos;

Unhas quebradiças;

Constipação intestinal (prisão de ventre);

Anemia;

Fadiga;

Perda do apetite;

Aumento de peso;

Períodos de menstruação irregular ou ausente;

Tornozelos e rosto inchados;

Colesterol elevado;

Às vezes, pressão baixa.

Efeitos do Hipotireoidismo

A carência de hormônios da tireóide afeta as pessoas de diferentes maneiras. Pode causar diversos problemas.

Cérebro: Dificuldade de concentração, depressão;

Pele e cabelo: Queda de cabelos, ressecamento da pele;

Coração: Diminuição do ritmo cardíaco;

Músculos: Fraqueza, dor e fadiga;

Aparelho digestório: Constipação intestinal (prisão de ventre)

Fígado: Colesterol alto;

Rins: Retenção de líquidos;

Órgãos reprodutivos: Alterações menstruais e infertilidade;

Outros sintomas: Apatia (desânimo); ganho de peso; dores articulares.

Um simples exame de sangue comprova o diagnóstico

No passado, o hipotireoidismo era em geral, diagnosticado quando já estava em estádio avançado. Hoje, a sensibilidade dos novos testes laboratoriais possibilitam o diagnóstico em fase muito precoce. Um destes exames, o TSH (hormônio estimulador da tireóide), mede a quantidade deste hormônio que está circulando no sangue e informa como está funcionando sua tireóide.

O tratamento correto garante boa saúde

É indispensável tratar o hipotireoidismo, pois a falta de tratamento pode ocasionar sérios danos para a sua saúde. Os riscos da falta de tratamento do hipotireoidismo diferem de pessoa para pessoa. Nos recém-nascidos (hipotireoidismo congênito), o tratamento imediato é crucial para prevenir o retardo mental, atraso no crescimento, deformações físicas e outras anormalidades importantes. Esta é a razão pela qual todos os recém-nascidos devem ser submetidos ao "Teste do Pezinho".

Crianças e adolescentes com hipotireoidismo podem ter seu desenvolvimento mental e físico seriamente comprometidos, se não forem prontamente tratados. Nos adultos, as conseqüências do não tratamento do hipotireoidismo podem provocar considerável desconforto ou incapacidade. Se o hipotireoidismo for acentuado, o não tratamento pode resultar em doença mental e cardíaca ou, se for de maior gravidade, levar a danos ainda mais sérios.

Como a maioria dos casos de hipotireoidismo resulta de danos irreversíveis da glândula tireóide, não existe tratamento que proporcione cura definitiva.

A reposição hormonal é o tratamento de escolha do hipotireoidismo e visa repor o hormônio que a tireóide doente não consegue produzir. O hormônio sintético da tireóide usado no tratamento é chamado de levotiroxina sódica.

Duração do tratamento

A levotiroxina funciona no organismo exatamente como o hormônio natural da tireóide. É indispensável tomar os comprimidos de levotiroxina diariamente, para que o objetivo seja alcançado.

Para a grande maioria dos pacientes, o hipotireoidismo é crônico, portanto o tratamento deverá ser instituído por toda a vida.

Precisão na dosagem

A quantidade necessária de levotiroxina varia de pessoa para pessoa. Seu médico solicita exames muito sensíveis de laboratório para determinar a melhor dosagem de levotiroxina. Por isto, é importante seguir as instruções do seu médico, tomando a dose recomendada de levotiroxina, diariamente.

Melhora lenta e gradual do hipotireoidismo

Os sintomas do hipotireoidismo não desaparecem assim que você inicia o tratamento com hormônio da tireóide. Se você mantiver o tratamento, tomando os comprimidos de levotiroxina diariamente, notará uma lenta e progressiva melhora na sua aparência e bem-estar. Mesmo que você tenha um hipotireoidismo acentuado, alguns meses após o tratamento sentirá alívio de todos os seus sintomas. Mas não se esqueça: sentir-se melhor não significa que você pode parar de tomar o hormônio da tireóide!

Ainda que os sintomas tenham diminuído, é importante continuar o tratamento. Os comprimidos que você está tomando substituem o hormônio que sua tireóide não fabrica mais em quantidades suficientes. Se você parar de tomar a medicação, seu organismo terá a função do hormônio sintético diminuída nos períodos subsequentes e com isso, nas semanas seguintes, seus velhos sintomas deverão retornar gradualmente.

Para você, que já está em tratamento com levotiroxina sódica (hormônio tireoideano), seguem alguns pontos:

Visite seu médico regularmente e entenda o propósito do seu tratamento.

Tome seu medicamento todo dia e, de preferência, na mesma hora.

Caso inicie um tratamento para outro problema, avise ao seu médico que está em uso de levotiroxina. Alguns medicamentos interferem com os resultados dos exames laboratoriais e com a ação da levotiroxina.

Avise o seu médico quando engravidar ou iniciar tratamento para outras condições. Ele assim poderá ajustar a dose de reposição do hormônio tireoideano.

Comente sempre com o seu médico o aparecimento de novas reações ou sintomas.

Faça os exames laboratoriais periodicamente, conforme a solicitação de seu médico.

Lembre-se de que a substituição de uma marca de hormônio sintético por outra e o ajuste de doses só podem ser feitos pelo médico.

Fonte: Cirurgia Endocrina


MÚSICA AJUDA A ALIVIAR AS DORES, CONFIRMA PESQUISA
Fonte: Agência Envolverde
Por Redação O que eu tenho?

*Publicado originalmente no site O que eu tenho?

Alguns estudos já indicaram que distrações causam alívio momentâneo nas dores que um indivíduo possa estar sentindo. A conclusão de uma pesquisa recente comprova que a música é uma dessas distrações, e é efetiva em especial para pessoas altamente ansiosas e que sofrem com dores.

O estudo, que foi publicado no periódico The Journal of Pain, foi feito por pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, e avaliou a hipótese inicial dos benefícios da música para dispersar a atenção durante testes com estímulos dolorosos.

Os experimentos foram feitos com mais de 140 indivíduos. Durante os testes eles foram instruídos a ouvir uma série de músicas, se concentrar nas melodias e identificar variações tonais. Paralelamente, eles recebiam pequenos choques elétricos na ponta dos dedos.

A pesquisa confirmou que a sensibilidade e o incômodo com a dor diminuíam enquanto eles ouviam as músicas e se concentravam nas tarefas propostas pelos pesquisadores. Ao que parece, a música ativa certos caminhos sensoriais no cérebro, estimulando respostas emocionais e ativando a atenção cognitiva nesse processo.

A música, portanto, é comprovadamente um método para auxiliar a transformar uma tarefa intelectual em um método efetivo de desviar a atenção de uma dor.

E o mais surpreendente foi que as pessoas com as melhores respostas nesses testes foram aquelas avaliadas pelos pesquisadores como bastante ansiosas. Essas pessoas se mostraram concentradas na música de tal forma que mal podiam indicar se haviam sentido algum tipo de dor durante o processo.

De acordo com os autores, isto pode indicar que outros métodos para aliviar a ansiedade também podem contribuir para diminuir as dores. Os resultados também indicam que os métodos para aliviar sintomas dolorosos deveriam levar em conta as características de personalidade de cada pessoa e isso deve ser o tema de próximas pesquisas.


DICAS DE SAÚDE E DE BELEZA
RESSALVA
Não sou médica, nutricionista, dermatologista, nem esteticista. Sou jornalista.

Recebo muitas dicas de saúde e de beleza enviadas por nossos Velhos Amigos.
Peço que citem as fontes e o nome dos autores das matérias que nos são enviadas para publicação.
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Esclareço, ainda, que não estou capacitada a responder perguntas sobre assuntos que se desviam do meu conhecimento profissional. Muito obrigada.
Um beijo,
Lou Micaldas

Webdesigner: Lika Dutra
Correção de texto: Anna Eliza Fürich

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