DICAS DE SAÚDE

RESSALVA

Não sou médica e, mesmo se fosse, não poderia dar uma resposta sem fazer uma consulta pessoal. 
Sugiro ainda que não aceitem consultas virtuais.

ERVAS QUE PROTEGEM A MEMÓRIA

Preservar a memória é essencial para a nossa liberdade. A disputa acirrada do mercado de trabalho, a falta de estabilidade no emprego e o empobrecimento que vem com a aposentadoria são três motivos assustadores que nos obrigam a cuidar da memória já, pois, ao que tudo indica, seremos longevos e preferimos ser dependentes de nós mesmos do que delegar ao outro o gerenciamento de nossas vidas.

Quando começa-se a deixar o fogão aceso ou a chave da casa no lado de fora da porta, os familiares ou amigos próximos, por amor, são os primeiros a cercear a liberdade de quem perde o juízo. É nessa fase que muita gente perde também a casa, seus móveis, seus objetos e suas referências mais íntimas, e vai morar em um quarto familiar ou de uma clínica.

Fitoterápicos conhecidos como Smart Drugs atuam sobretudo de forma preventiva para manter íntegras a nossa capacidade de raciocínio e o nosso potencial criador. Por não serem inócuos, os fitoterápicos concentrados em cápsulas, não devem ser tomados sem o consentimento de seu médico.

Ginkgo-Biloba: um dos mais importantes tônicos medicinais naturais que intensificam a circulação e oxigenação cerebral. O extrato da folha da árvore da Ginkgo-Biloba passou por vários estudos que revelaram a sua ação positiva na capacidade cognitiva.

O extrato das folhas desta árvore oriental é rico em bioflavonóides, SOD e carotenóides. A ação conjunta de seus componentes possui potente ação antioxidante, aumenta a circulação cerebral e acelera a transmissão nervosa. Além de facilitar o aprendizado, a ginkgo-biloba trata tonteiras e labirintites associadas à deficiência de oxigenação cerebral. Dose usual do extrato (24%): 60-240mg/dia.

Ginseng coreano (Panax ginseng) e Ginseng americano (Panax quinquefolius): o ginseng coreano é o mais estimulante. O ginseng americano é mais suave e mais indicado nas convalescenças. Segundo a percepção oriental, o ginseng aumenta a vivacidade, restaura a energia Yang e ativa o nosso sistema reprodutor e criador.

Rico em flavonóides, que além de aumentarem o fluxo sangüíneo cerebral diminuem a agregação das plaquetas, evitam a formação de coágulos e microderrames, responsáveis pelos "buracos" na memória. Dose usual: 1 envelope de seu granulado (à venda em casas de produtos naturais) diluído em 1 xícara de água morna, uma vez ao dia, ou em cápsulas, 500-1000mg/dia. O chá da sua raiz pode ser preparado em decocção, 1-9 gramas/dia.

Chá verde (Camellia sinensis, Green tea): o chá verde e o chá preto vêm das folhas da mesma planta, porém são processados de forma diferente. O chá verde é o mais antioxidante e o favorito entre os orientais. Hoje associa-se o hábito deste chá com uma menor incidência de ataques cardíacos e com a maior longevidade. Entre seus componentes químicos principais destacam-se os polifenois, inclusive a quercetina, que reduzem o risco de derrames e tromboses. Contém cafeína, que beneficia a percepção, ativa o nosso estado de alerta e melhora as funções cognitivas. Dose usual: 2 xícaras ao dia, uma de manhã e outra à tarde.

PLANTAS MEDICINAIS

Lugar de farmácia é na cozinha. Verdade! Muitos dos alimentos que consumimos diariamente podem ajudar a prevenir doenças. Temperinhos como salsa, orégano e manjericão, por exemplo, são ótimos digestivos e combatem os gases intestinais. No uso cotidiano, as plantas medicinais não chegam a curar nenhum mal, mas têm lá o seu valor profilático. "Nas refeições, fazem muito bem à saúde. Agora, como medicamento, só devem ser usadas com acompanhamento médico", aconselha o clínico geral Alex Botsaris.

Quando não usadas corretamente, existem mesmo muitas plantas que podem fazer mal. O confrei, por exemplo, é um ótimo cicatrizante se aplicado sobre o machucado, mas não deve ser ingerido. "Ele pode causar sérios danos ao fígado", alerta o médico. Já fitoterápicos que funcionam como laxante ou estimulante devem ser usados esporadicamente. O guaraná e outras plantas que contenham cafeína, quando consumidas com freqüência, levam à insônia e causam irritabilidade e gastrite.

Por essas e outras que o médico recomenda um passeio pelo Jardim Botânico, para conhecer a Trilha de Plantas Medicinais, com mais de três quilômetros. Há um ano e meio Alex vem trabalhando na catalogação das espécies que existem por lá - o projeto é uma parceria do parque com a empresa Flora Medicinal. Já foram identificadas 150 plantas, e 28 delas estão no mapa-guia distribuído gratuitamente aos visitantes.

São espécies consagradas na medicina popular, como a romã, a pitanga e o tamarindo e outras menos conhecidas, como a cola medicinal, redutora do colesterol, e a andiroba, usada como repelente de insetos e para tratar doenças de pele. "É uma boa chance de passar um dia agradável e, de quebra, conhecer as propriedades dessas plantas. Uma verdadeira aula de fitoterapia", diz o médico.

Em casa - Algumas espécies podem ser cultivadas em casa. "Mas o plantio para fins terapêuticos requer cuidados especiais", diz Alex. Solo, água e canteiro específico são alguns dos pontos que devem ser levados em consideração. O ideal é que se tenha, pelo menos, uma área de 20 metros quadrados para o plano. Convém também pedir a um especialista a análise do solo.

"O solo não deve ser carente de elementos essenciais, como nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre e potássio, que podem ser repostos com boa adubação", diz o médico. Consultar um especialista também é importante para saber qual o momento ideal para a colheita.

A seguir, algumas plantas medicinais e suas propriedades:

Pariparoba - Tem propriedades diuréticas, emolientes e tônicas. O chá das folhas ajuda a tratar afecções das vias urinárias, gástricas e hepáticas. As sementes secas e trituradas, misturadas com óleo de linhaça, auxiliam no tratamento de abcessos e furúnculos.

Mangueira - A casca cozida combate cólicas. Das folhas e frutos é possível fazer um xarope contra tosse e bronquite. Também tem indicações antidiarréicas, anti-sépticas, balsâmicas e diuréticas.

Cravo - Protege o aparelho digestivo e age como antifúngico, anestésico local e anti-séptico.

Chapéu de couro - Fonte de vitamina, a planta é usada no tratamento de arteriosclerose, gota, reumatismo, cálculos renais e desnutrição.

Gengibre - Ótimo para acabar com as enxaquecas e pode ser usado não só durante a crise, mas como preventivo. Outra aplicação é o combate a enjôos e náuseas. Gargarejo de chá de gengibre controla inflamações da garganta.

Jaborandi - É um ótimo tônico capilar. O uso intenso só deve ser feito mediante recomendação médica.

Hortelã - Indicado no combate a parasitas do intestino. Também ajuda a baixar a febre e diminui a tosse.

Abacateiro - O chá feito com as suas folhas ajuda a combater gases intestinais e afecções renais. Tem também ação antibacteriana, depressora do sistema respiratório e hipoglicemiante.

Cânfora - Ótimo analgésico, a planta serve também como anestésico local, antifúngico, cardiotônico.

Ipê-roxo - Tem função antiinfecciosa, imunoestimulante.

Coentro - Estimula as funções digestivas e combate os gases intestinais.

Salsa - Indicada como digestivo, também ajuda a combater gases intestinais.

Cajá - A casca ajuda a debelar diarréias. O fruto combate certas doenças do coração. Age como antibiótico, antifúngico, antiviral, estimulante uterino, relaxante da musculatura lisa.

Carqueja - Trata com eficiência as diarréias e combate os efeitos nocivos do álcool no organismo.

Lótus - A raiz funciona como ótimo expectorante. Na medicina chinesa a planta é usada como antihemorrágico.

Texto do
Caderno Vida

Jornal do Brasil


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