FIQUE POR DENTRO
"O
que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos." |
Fevereiro de 2012
REVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA MUDA RELAÇÃO COM OS ELETRODOMÉSTICOS Telefones celulares que parecem televisores, televisores que passariam por telas de cinema, câmeras de fotos submersíveis e lavadoras conectadas à internet. Os eletrodomésticos estão imersos em uma revolução que ameaça mudar para sempre a relação dos usuários com estes aparelhos. A feira de eletrônica de consumo CES (Consumer Electronics Show) realizada em janeiro em Las Vegas (EUA) mostrou mudanças que pouco a pouco estão conseguindo derrubar as fronteiras entre os usos frequentes dos diferentes eletrodomésticos. O exemplo mais claro é talvez o dos telefones celulares. Já estamos acostumados a consultar a internet em qualquer parte graças à conectividade dos smartphones. No entanto, os telefones inteligentes dão mais um passo incorporando melhorias em suas telas para dar suporte a conteúdos em qualidade HD, tornando possível se levar uma televisão no bolso. Com uma tela que suporta imagens em alta resolução e um processador de duplo núcleo de 1,5 GHz, o novo Xperia S de Sony representa essa aposta dos fabricantes em incluir em seus dispositivos telas potentes capazes de reproduzir conteúdos com altos padrões de qualidade. A tendência da indústria em apostar no "cinema portátil" chega também através da Samsung que estes dias apresentou o tablet Galaxy 7.7. Se uma das estrelas da CES foi a televisão de 55 polegadas com tecnologia Super OLED da Samsung, este mesmo avanço se aplicou ao tablet da linha Galaxy para mostrar conteúdos com uma intensidade de cores e uma definição nas formas que elevarão os conteúdos audiovisuais em tablets a um nível de qualidade superior. Os novos lançamentos confirmam que a moda dos smartphones não é uma coisa passageira nem para os usuários nem para a indústria. Calum McDougall, responsável de marketing da linha de smartphones Xperia, explicou à EFE que a estratégia da companhia não contempla, por enquanto, o desenvolvimento de telefones que não sejam inteligentes. "Isso não significa que vamos reduzir o público a que chegamos, o que queremos é tornar fácil para todo mundo o uso deste tipo de telefones". Televisores cinematográficos Pela qualidade de suas imagens - graças à introdução da tecnologia OLED a um preço que aspira a ser em breve acessível para o grande público - e por seu tamanho, esta nova geração de televisores, nos quais já são frequentes a conexão à internet e as imagens em três dimensões, transformam a sala de estar. Ainda além vai a linha de projetores 4K de Sony, que oferecem uma resolução quatro vezes superior ao formato HD. Muito em breve se poderá adquirir uma versão doméstica deste dispositivo já usado em cerca de 10 mil salas de cinema no mundo todo. Na feira de Las Vegas, os especialistas que mostravam as novidades da Sony concordavam com a ideia de que, à margem da questão de se os salões europeus contam com as dimensões suficientes para tornar razoável estes padrões de tamanho, o mercado americano demanda "telas cada vez maiores". E os fabricantes estão se esforçando para que um televisor maior seja sinônimo de um televisor melhor graças a aliados como a tecnologia OLED, ou os avanços que estão sendo feitos no que se refere a imagens estereoscópicas. Lavadoras que falam Também conectada à internet chega a nova lavadora da LG. Através de uma aplicação para o celular, quem tem esta lavadora poderá ter acesso à função "Smart Diagnoses" do eletrodoméstico, que lhes enviará um aviso se acontecer uma parada e avaliará a necessidade de chamar um técnico, além de alertar em caso de se ter deixado a porta da lavadora entreaberta ou qualquer outra distração. Fornos que são ao mesmo tempo micro-ondas, torradeira e campainha de cozinha, câmeras de vídeo que servem ao mesmo tempo de projetor de cinema e câmeras de fotos submersíveis com acesso às redes sociais são outros dos exemplos que os diferentes eletrodomésticos têm limites cada vez mais difusos e tentam tornar mais fácil a vida ao usuário. ________________________________________ RECEITA LIBERA DOWNLOAD DO PROGRAMA DE DECLARAÇÃO DO IR A Receita Federal liberou às 8 horas desta sexta-feira, 24, o download do programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2012, ano-calendário 2011. Essa é a primeira vez que o programa fica disponível antes do início do prazo de entrega do documento. A Receita começa a receber as declarações apenas na próxima quinta-feira, 1º de março. A antecipação é para tentar evitar congestionamento no sistema no primeiro dia de entrega do documento, como ocorre todos os anos. A transmissão dos dados para o Fisco, no entanto, só poderá ser feita entre 1º de março e 30 de abril, prazo para entrega das declarações. O contribuinte também encontra a partir desta sexta no site do Fisco um tutorial - espécie de linha do tempo - com a trajetória que o contribuinte precisa seguir para fazer a declaração do IR. A linha está dividida em quatro etapas, começando com o download do programa até a fase final de restituição. O governo estima que 25 milhões de pessoas entregarão declarações este ano, contra 24,37 milhões em 2011. Quem precisa declarar? Os limites de isenção e os abatimentos previstos em lei foram reajustados este ano em 4,5% em relação aos valores do ano passado, o que significa que estão obrigados a entregar a declaração do IR os contribuintes que receberam mais que R$ 23.499,15 no ano passado. Aqueles que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil, também devem prestar contas à Receita. O Fisco também estabeleceu este ano que os contribuintes com rendimentos tributáveis acima de R$ 10 milhões estão obrigados a enviar a declaração apresentando certificado digital. Em relação à atividade rural, os brasileiros que obtiveram receita bruta superior a R$ 117.495,75 em 2011 também precisam declarar. A obrigatoriedade vale ainda para aqueles que, em 31 de dezembro, tinham a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, em valor total superior a R$ 300 mil. Valores das deduções A dedução no IR por dependente foi fixada em até R$ 1.889,64, enquanto que o limite de abatimento com gastos com educação é de R$ 2.958,23. Já a dedução de gastos com empregada doméstica subiu de R$ 810,60, no ano passado, para R$ 866,60, em 2012. Para os contribuintes que optarem pela declaração de IR simplificada, o desconto é de 20%, limitado a R$ 13.916,36. Neste ano, as doações para projetos amparados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) feitas até 30 de abril de 2012 poderão ser abatidas na declaração deste ano. Até 2011, só era permitido abater as doações feitas no ano anterior. O abatimento está limitado a 3% do imposto devido. Multas e parcelas Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. O saldo do imposto poderá ser pago em até 8 quotas mensais com valor mínimo de R$ 50. A primeira parcela ou parcela única vence no dia 30 de abril. A Receita informou que espera que 25 milhões de contribuintes entreguem a declaração do IR 2012. No ano passado, o número de pessoas que prestaram contas ao Fisco somou 24,37 milhões. ________________________________________ DOCE
NO CAFÉ DA MANHÃ PODE AJUDAR A EMAGRECER TEL AVIV. Boa notícia para quem quer emagrecer, mas sem abrir mão dos doces. Por incrível que pareça, comer um pedaço de bolo no café da manhã pode ajudar no emagrecimento a longo prazo, segundo revela uma pesquisa israelense publicada na revista especializada “Steroids Journal”. Segundo a pesquisa, de manhã, quando o metabolismo humano é mais acelerado, a ingestão moderada de doces pode reduzir o apetite por açúcar no resto do dia e levar a uma perda de peso mais efetiva e constante. O artigo expõe os resultados de uma pesquisa feita pela Escola de Nutrição da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro Universitário Ariel com 193 homens e mulheres obesos, sedentários e não-diabéticos. Por 16 semanas, eles foram divididos em dois grupos, cada um com um tipo de café da manhã, apesar de manterem o mesmo nível de calorias diário: 1.600 para homens e 1.400, para mulheres. Metade das cobaias recebeu uma refeição matutina que consistia apenas em 300 calorias, com baixo nível de carboidratos. A outra metade recebeu o dobro de calorias, 600, divididas entre carboidratos e proteínas, além de um tipo de doce: uma barra de chocolate, um pedaço de bolo ou uma rosquinha. A diferença entre os dois ficou aparente quatro meses depois do fim da dieta inicial. Os que puderam comer doces de manhã perderam mais cinco quilos, em média (passando de 91,2 para 70,6 quilos) e relataram ter menos ânsia de comer e mais saciedade durante o dia. Já os membros do grupo com o café da manhã mais restritivo ganharam peso e quase voltaram ao nível anterior ao da dieta, 32 semanas antes. ________________________________________ PAIS
AUTORITÁRIOS SÃO MAIS PROPENSOS A CRIAREM FILHOS DELINQUENTES,
DIZ PESQUISA De acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hamshire (UNH), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do "Journal of Adolescence", pais altamente controladores, autoritários e explosivos são mais propensos a criarem filhos delinquentes. Segundo o estudo, realizado desde 2007 com estudantes de ensino fundamental e médio, há uma diferença no tipo de autoridade que os pais impõem dentro de casa, classificados como: exigentes, autoritários e permissivos. Em nota sobre a pesquisa, Rick Trinkner, doutorando da UNH e um dos responsáveis pelo estudo, diz que o estilo de educação dos pais pode interferir na visão e no comportamento de seus filhos. "Os adolescentes que percebiam os pais como autoridades legítimas são menos propensos a terem comportamentos delinquentes", disse. Notou-se que pais classificados como exigentes são controladores, mas, também, calorosos e receptivos às necessidades de seus filhos. Eles conversam abertamente, explicando às crianças os limites e regras estabelecidas. De acordo com o estudo, pais com essas características criam crianças auto-suficientes, contentes e com autocontrole. Os pais permissivos, porém, acabam não estabelecendo limites, mas ainda são receptivos às necessidades de seus filhos. Por não haver regras estabelecidas, as crianças não sentem que seus pais estão realmente presentes, muito menos possuem alguma autoridade real. Isso não os faz terem mais ou menos chances de serem delinquentes futuramente, mas os filhos sentem falta de uma relação paternal que os guiem. Já os pais autoritários são pouco receptivos. As regras são estabelecidas sem explicações ou chance de argumentação. Nesse caso, espera-se que as regras sejam obedecidas sem contestação. O resultado é a criação de filhos menos auto-suficientes, descontentes e sem noção de autocontrole. "Quando as crianças consideram seus pais autoridades legítimas, eles confiam e sentem que têm a obrigação de fazer o que eles mandam. Esse é um atributo importante para qualquer figura de autoridade, já que o pai não precisa usar um sistema de recompensa e castigo para controlar o comportamento dos filhos, sendo mais provável que a criança siga as regras quando os pais não estejam presentes fisicamente", diz o pesquisador Rick Trinkner. Segundo a pesquisa, os resultados mostram que criação de legitimidade dos pais é uma técnica para que os adultos tenham controle sobre seus filhos. Além disso, pais exigentes possuem mais chances de serem obedecidos do que os autoritários ou permissivos - nesse caso ocorre o efeito contrário: os filhos tendem a minar a autoridade paterna sendo mais rebeldes. ________________________________________ USO DE HORMÔNIOS ESTERÓIDES PODE CAUSAR AGRESSIVIDADE E DEPRESSÃO O uso de hormônios esteroides anabólicos está associado à dependência química, agressividade, ansiedade, depressão, estresse, baixa autoestima e baixa aceitação da forma física. Estes são apenas alguns dos alertas que Carlos Kusano Bucalen Ferrari, biomédico da Universidade Federal de Mato Grosso, faz no artigo “Abuso de hormônios esteroides anabólicos: o que não contaram para você!”. Publicado na SaBios - Revista de Saúde e Biologia, em dezembro de 2011, o artigo também fala de casos clínicos de pacientes que tiveram fibrilação atrial, parada cardíaca, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, aterosclerose, trombose, calvície, virilização feminina, fechamento precoce das epífises ósseas em crianças, ginecomastia e rabdomiólise. “Os hormônios esteroides são derivados sintéticos dos hormônios sexuais masculinos (testosterona e precursores como a dehidroepiandrosterona [DHEA]) e femininos (estrógeno, estradiol e progesterona), todos derivados do colesterol, que apresenta diversas funções relacionadas à maturação sexual e às características sexuais secundárias inerentes a cada gênero”, explica o autor no texto. Devido a sua toxicidade aguda e crônica, o artigo ressalta que estes hormônios somente devem ser prescritos para fins estritamente médicos e nunca estéticos. No entanto, o autor mostra que nem sempre isso acontece. “O sistema econômico e político, o oportunismo de pessoas e o culto ao corpo são apenas alguns dos fatores que podem explicar a disseminação e o uso de substâncias proibidas no exercício e no esporte. Um exemplo disto é o crescente número de empresas que oferecem medicamentos e suplementos via internet, algo que vem preocupando as autoridades médicas”, alerta o biomédico. O autor cita ainda um estudo norte-americano de 2005 que revelou que o desejo de ser bonita, de parecer com uma mulher da mídia aumenta em 190% a chance de uma adolescente utilizar suplementos nutricionais ou hormônios esteroides anabólicos. “Em relação aos meninos, o mesmo estudo observou que o desejo de se parecer bonito e forte como os homens de revistas masculinas, de moda ou de esportes, aumenta em 130% a chance de usar suplementos ou anabólicos”, diz Carlos na pesquisa. ________________________________________ HOSPITAL DO HOMEM O Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 2 milhões na compra de equipamentos de ultrassom, urologia, litotripsia (que destrói o cálculo renal através de ondas de impacto) para equipar o "Hospital do Homem". O Hospital ocupa uma área de 1,1 mil m². A unidade
reúne especialidades médicas como Andrologia, Patologias
da Próstata e Urologia, além dos núcleos de alta
resultabilidade (check-up) e de ensino e pesquisa. Já na área de Urologia, o Centro conta com profissionais de Nefrologia (hipertensão renovascular e transplante renal), Endocrinologia, Neurologia (disfunções da vesícula, uretrais e incontinência urinária) e urologias geriátrica e plástica. Hospital do Homem - Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2.651. - jardim paulista - São Paulo/SP - telefones: (11) 3289-2421 / fax: (11) 3284-8650 Ajude a divulgar, mesmo se você não resida na capital, pois é público. E, por desconhecer os serviços, o uso tem sido pequeno não justificando o investimento, o hospital pode ser fechado. ________________________________________ TRABALHADOR QUE USA SMARTPHONE PODE RECEBER HORA EXTRA! Uma ligação, uma mensagem no celular ou até mesmo um e-mail passam a ser consideradas formas de subordinação ao empregador pela mudança no artigo 6º da Consolidação de Leis do Trabalho (CLT) sancionada no último dia 15 de dezembro pela presidente Dilma Rousseff. Com isso, o trabalhador que fica à disposição da empresa com seu smartphone ligado depois da jornada de trabalho pode passar a receber hora extra. ________________________________________ CURA DA DIABETES
Demóstenes Torres faz cirurgia revolucionária contra o diabetes.
Senador é operado pelo cirurgião goiano Áureo Ludovico
De Paula, que desenvolveu técnica inédita para No
dia 19 de janeiro, no Hospital Albert Einstein, o senador Demóstenes
Torres foi submetido a um procedimento que promete revolucionar o tratamento
do diabetes. A técnica, denominada freio neuroendócrino
no tratamento do diabetes, foi desenvolvida pelo cirurgião Áureo
Ludovico De Paula, e é feita por laparoscopia (através de
pequenas incisões, ou seja, não há corte cirúrgico).
A cirurgia foi a opção do senador para curar a doença
prevalente em sua família e que já matou pelo menos dois
irmãos e o pai. Por ser minimamente invasiva, no dia seguinte Demóstenes
já estava caminhando no corredor do hospital. Menos de dois meses depois, Demóstenes Torres diz que se sente muito bem. "Ainda não estou curado, as estatísticas mostram que 41% se curam no primeiro mês e 55% no primeiro ano. Estou nessa do primeiro ano. Mas o importante é que meu estado físico está muito melhor. Perdi em torno de 15 quilos, estou fazendo exercícios físicos. Minha glicose, que chegava até a 200, tem oscilado para baixo e já chegou a dar até menos de 100. Minha expectativa é de que dentro de um ano eu esteja curado, e foi isso que o doutor Áureo me disse." Demóstenes
está tão bem que até a pressão arterial, que
sempre foi boa, 11 por 7, baixou para 11 por 6. Ele tomava muitos remédios
e agora está tomando apenas três comprimidos por dia, de
uma medicação mais fraca. E à medida que for diminuindo
o nível de glicose no sangue, diminui também essa medicação
até eliminá-la totalmente. Ele tomava remédios para
normalizar a taxa de colesterol. "Agora já não preciso,
o colesterol está normalizado sem medicação."
"Meu
pai morreu praticamente cego por conta do diabetes. Um irmão morreu
no ano passado, também praticamente cego e fazendo hemodiálise.
Meu irmão mais velho morreu na década de 80 com problemas
cardíacos sérios, morreu infartado. Somos dez irmãos,
metade tem diabetes. Eu optei por fazer a cirurgia porque sabia que o
que vinha depois seria muito pior. A cirurgia evita que apareçam
esses problemas, porque coloca a gente em níveis normais",
conta o senador. O senador diz que conversou com médicos proeminentes em São Paulo e eles são entusiastas do procedimento criado pelo colega goiano. Segundo Demóstenes, esses médicos falam que se a técnica comprovar sua eficácia a longo prazo, se depois de dez anos os pacientes continuarem com o níveis regularizados, o método se confirmará tão revolucionária que vai quebrar a segunda maior indústria do mundo, a dos medicamentos contra o diabetes. "Isso,
segundo esses médicos, pode levar o gastroenterologista goiano
a ganhar o Prêmio Nobel de Medicina. É uma expectativa que
tem razão de ser. É uma possibilidade, segundo esses médicos,
que são profissionais também renomados e que reconhecem
a importância da técnica desenvolvida pelo Áureo",
diz. Cura pela cirurgia é uma revolução O goiano Áureo Ludovico De Paula tem 47 anos. É um homem que gosta de conversar e fala com grande entusiasmo de sua profissão. É um dos mais brilhantes médicos brasileiros. Curiosidade e inconformismo talvez sejam suas características mais marcantes. Só isso explica como ele chegou a desenvolver a técnica cirúrgica que pode causar - ou está causando - uma revolução na medicina mundial. A cura do diabetes por cirurgia é isso mesmo, uma revolução que pode abalar impérios financeiros. "Eu me perguntava como pode haver uma doença tão devastadora, tão prevalente, tão importante do ponto de vista social e econômico e não se tem cura para ela. Daí eu quis ver de que maneira eu, como cirurgião, poderia ajudar esses pacientes. Fui estudar, pesquisar", conta Áureo. Ele lembra, por exemplo, que leu num artigo da década de 80 que em pacientes operados de úlcera, observou-se que certo porcentual melhorava do diabetes. Que operavam certo número de obesos e tantos por cento melhoravam o diabetes. "Pensei na possibilidade de combinar esses fatores para modificar a história natural da doença", diz. Áureo lembra que no Reino Unido, os maiores estudiosos de diabetes observaram que o tratamento clínico reverteu muito pouco na história da doença. "Li esse estudo há dez anos e me surpreendi. Me perguntei como pode essa doença estar sendo tratada assim com resultados tão poucos efetivos. Os indivíduos são tratados e continuam morrendo; continuam ficando cegos; continuam tendo baixíssimos índices de aderência ao tratamento. Tem alguma coisa errada aí." Ele revela que um estudo da Merck Sharp & Dohme, uma das maiores farmacêuticas do mundo, publicado na semana passa, diz que apenas 30% dos pacientes conseguem aderir ao tratamento de forma eficaz. "Há relatos de mais de 2 mil sobre o diabetes e o tratamento sempre foi através de dietas, atividades físicas e medicamentos. Sem resolver. Isso mostra que a medicina está levando de goleada e não trata coisa alguma, só está dizendo que está tratando. Uma coisa é o que se fala que vai fazer, e outra é o que efetivamente se faz. Então, surgem remédios milagrosos que não mudam a história do problema." Baseado nas suas pesquisas, ele desenvolveu a alternativa de tratar o diabetes através de cirurgia, uma guinada de 180 graus no tratamento da doença. De 2003 para cá, ele já operou 408 pacientes magros. Alguns já estão curados. Outros estão em franco processo de cura. Só Áureo faz esse procedimento no Brasil. Ele opera em Goiânia, no Hospital de Especialidades, e em São Paulo no Albert Einstein. Nos próximos dias começará a operar também no Mount Sinai, em Nova York. No mundo a cirurgia é feita na Índia e em Milão (Itália) e está sendo implantada nos Estados Unidos. O detalhe, os cirurgiões que operam na Índia e na Itália foram treinados com o médico goiano. Resistência
- Áureo diz que enfrenta dificuldades na divulgação
do procedimento justamente pelo ineditismo. "Desde o início
sabíamos que a divulgação dessa técnica seria
uma corrida de maratonista. Teríamos de ter resistência porque
todo o resto do sistema é contra no mais amplo sentido da palavra,
porque mexe com muitos interesses." Ele revela que está enfrentando
dificuldades em muitos lugares. Hormônios trabalham contra a doença Mas o que é a técnica desenvolvida pelo cirurgião goiano? Ele explica de forma bem simplificada: "Não estamos fazendo transplante de órgão, não estamos colocando célula-tronco, não estamos colocando célula embrionária. Por um procedimento que os americanos chamam de smart (esperta), estamos fazendo com que hormônios do próprio indivíduo trabalhem a favor dele contra o diabetes." Em outubro de 2007, a revista Veja publicou material a respeito da técnica de Áureo Ludovico sob o título ´Diabetes, a esperança no bisturí. A reportagem registrou que o método foi relatado por Áureo na edição de agosto da revista Surgical Endoscopy, da Sociedade Americana de Cirurgiões Gastrointestinais e Endoscópicos. "Ele é o criador da técnica de interposição do íleo. Feita por laparoscopia, a cirurgia consiste em aproximar uma parte do íleo do estômago, de modo a intensificar a produção de GLP-1. A operação prevê ainda a redução de 20% do estômago, o que reduz drasticamente a produção de grelina, o hormônio do apetite. Isso leva à perda de peso e, assim, diminui a resistência à insulina. Dos 39 pacientes citados no artigo da revista americana, quase 90% ficaram completamente livres do diabetes. De cada dez, três saíram do hospital sem necessidade de nenhuma medicação antidiabética - uma cura praticamente instantânea. "Se apenas metade desses resultados puder ser repetida, teremos uma revolução no tratamento do diabetes", diz Alfredo Halpern, endocrinologista, da Universidade de São Paulo. A cirurgia tem efeito, ainda, sobre uma série de outras doenças associadas ao diabetes - hipertensão, colesterol alto e triglicérides em excesso. Há três semanas, uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York, esteve no Brasil para aprender a técnica criada por De Paula. Eles vão começar a testá-la nos Estados Unidos. O sucesso da experiência brasileira serviu de incentivo para que os americanos se lançassem nessa empreitada. Até então, eles não haviam tomado essa iniciativa porque, lá, os protocolos de pesquisas com seres humanos são muito mais rigorosos e demorados". Áureo Ludovico diz que a eficácia da cirurgia é de 91% a 96%, entendendo-se que eficácia nessa área é medida por dois fatores: baixa de glicose no sangue e retirada dos medicamentos que o paciente tomava para controlar seus níveis glicêmicos. "E a cirurgia, além de baixar a glicose, também reverte aos danos causados pela doença." Ele lembra que o diabetes é considerado a principal causa de cegueira e de doenças cardíacas. "Aliás, o diabetes é considerado uma doença cardíaca disfarçada de endócrina. Em qualquer serviço de tratamento de doenças cardíacas se verifica que 85% dos pacientes são diabéticos", explica. No
dia em que Áureo recebeu a reportagem do Opção, americanos
de uma empresa cadastrada junto ao FDA dos Estados Unidos estavam fazendo
visita, como parte de uma auditagem sobre o procedimento. É um
dos últimos passos para que a técnica seja aplicada nos
Esta-dos Unidos, onde 25 milhões de pessoas sofrem desse mal. A técnica ainda é experimental, dentro da classificação governamental brasileira de procedi-mentos (técnicas aceitas, não-aceitas e experimentais). Para comparação, a cirurgia de obesidade, realizada há 15 anos no Brasil, só foi rotulada como aceita no início de 2008, ou seja, até então era experimental. É importante observar que a técnica não tem a ver com obesidade, sendo específica para tratamento de pacientes diabéticos. A indicação é para pacientes com diabetes do tipo 2, que compreende 95% dos acometidos por essa doença. "O procedimento tem amplo alcance, porque se o indivíduo tem obesidade, essa obesidade será curada. Se ele tem pedra na vesícula, isso será corrigido, o mesmo ocorrendo com hérnia do estômago. A obesidade é apenas parte do problema", afirma. Segundo Áureo, o enfoque da cirurgia não é apenas diabetes. "Quando se faz esse procedimento, 98% curam do problema do colesterol; 95% dos pacientes curam da hipertensão; 93% curam do problema do triglicérides; e 90% revertem o problema renal. Então estamos tratando outros problemas de saúde vinculados ao diabetes, porque normalmente esse indivíduo usa remédio para o colesterol, para os rins, para pressão." ________________________________________ GRUPO AMERICANO SUGERE IMPOSTO SOBRE AÇÚCAR Pesquisadores americanos propõem tributação como a de bebidas alcóolicas e cigarro também em produtos com alto teor de açúcar Pesquisadores americanos sugerem que o açúcar seja tão taxado como cigarros e bebidas alcoólicas. De acordo com artigo publicado no periódico científico Nature, o açúcar é tão tóxico para a saúde que justifica esse tipo de medidas de controle. Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, da Universidade da Califórnia, afirmam que o consumo de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e o produto é responsável por 35 milhões de mortes por ano, segundo dados da ONU, decorrentes de doenças como diabetes e cardíacas. Os pesquisadores afirmam que a regulação do consumo de açúcar poderia incluir taxar produtos açucarados, o que aumentaria o seu custo, reduzir o número de lugares onde alimentos deste tipo pudessem ser comprados e até a determinação de uma idade mínima (17 anos) para que bebidas com a adição de açúcar pudessem ser compradas. Os pesquisadores afirmam que “está na hora de voltar a atenção para o açúcar. Estas medidas simples se tomadas serão ferramentas essenciais para nossa saúde pública e bem-estar”. A medida é vista com bons olhos por pesquisadores do Brasil. Rafael Claro, do núcleo de pesquisas epidemiológicas da Universidade de São Paulo (USP), também acha que a taxação é necessária. O nutricionista afirma que intervenções individuais e campanhas de alimentação saudável têm baixo resultado. “É uma mensagem quase sem efeito”, disse. Claro ressalta que, embora o corte ao açúcar pareça uma campanha americana, mais de 50% dos adultos do Brasil apresentam sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. A preocupação não está apenas em reduzir o consumo de alimentos com muito açúcar, mas principalmente em bebidas como refrigerantes, chás adoçados e sucos em pó. ________________________________________ EXERCÍCIOS FÍSICOS MELHORAM O HUMOR Segundo pesquisa que analisou a prática de atividade física entre adolescentes, um estilo de vida ativo traz benefícios para a saúde geral e mental. Agência Notisa – A prática de exercícios físicos apresenta diversas vantagens para o indivíduo, e uma delas está relacionada à saúde psicológica. Este é o tema do artigo “Nível de atividade física e estado de humor em adolescentes” que tem como autores Francisco Zacaron Werneck, do programa de pós-graduação em Métodos Estatísticos Computacionais da UFJF, e Cristiane Amorim Navarro, da Prefeitura Municipal de Santana do Deserto (MG). O estudo foi publicado na Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa na edição abril/junho de 2011. A pesquisa teve como objetivo examinar a relação entre atividade física e o estado de humor, verificando as diferenças entre gêneros. Para alcançar a meta, os pesquisadores mensuraram: peso, altura, percentual de gordura, pressão arterial, frequência cardíaca de repouso, nível de atividade física habitual e estado de humor. Participaram do estudo adolescentes do ensino fundamental e do ensino médio de uma escola municipal da cidade Três Rios (RJ). Os autores argumentam que “pessoas fisicamente ativas e com maior aptidão física possuem um melhor estado de humor do que aquelas sedentárias e menos aptas”. Para comprovar o argumento, os pesquisadores mencionam estudos anteriores que relacionaram a baixa atividade física com os sintomas depressivos e a utilização de exercícios como efeito protetor para esses sintomas em idades avançadas. Eles também destacam uma das hipóteses relacionadas à prática física: “pessoas ativas podem reportar melhor saúde mental porque atividade física melhora a saúde mental”. O estudo observou que um maior nível de atividade física em jovens está relacionado com o maior grau de vigor e menor distúrbio total de humor. Além disso, a pesquisa não encontrou nenhuma diferença da relação exercício-humor ente os gêneros, entretanto, os autores notaram que os meninos praticam mais atividade e apresentam um melhor estado de humor. Segundo os autores, isso pode ser uma indicação que indivíduos com maior frequência de exercícios físicos apresentam uma saúde mental melhor do que aqueles com menor frequência, mas eles também alertam que mais estudos são necessários para investigar a relação entre a quantidade de prática de exercício e o benefício psicológico. Para os pesquisadores, uma das vantagens para a promoção do exercício físico e para a saúde pública é que os benefícios psicológicos não estão relacionados com a melhoria da aptidão física. Sendo assim, qualquer indivíduo pode praticar atividade física e se beneficiar das vantagens psicológicas como bom humor e aumento da autoestima. Os autores confirmam que “o benefício psicológico do exercício está na dependência de uma interação ótima entre o praticante, as características do exercício e do ambiente”. “A adoção de um estilo de vida mais ativo, através da prática de atividade física regular, tem se mostrado um fator eficaz na prevenção de doenças e na promoção da saúde tanto física quanto mental, devendo, por isso, ser estimulada durante toda a vida”, concluem Francisco e Cristiane na pesquisa. Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722011000200010&lng=en&nrm=iso ________________________________________ ESTUDO COM RATOS TRAZ ESPERANÇA PARA O TRATAMENTO CONTRA A OBESIDADE Agência Notisa – A revista Nature desse mês traz a pesquisa “A PGC1-a-dependent myokine that drives brown-fat-like development of white fat and thermogenesis”. No artigo, pesquisadores da Harvard Medical School e do Instituto do Câncer Dana Farber, em Boston (EUA), reportam uma descoberta que pode ajudar no combate à obesidade e a doenças decorrentes dela, como diabetes e problemas cardíacos. Os especialistas identificaram o hormônio irisin, que é acionado durante os exercícios físicos e que pode gerar uma força que queima gordura. O endocrinologista Fabiano Sandrini, médico do laboratório Sérgio Franco, através de sua assessoria de imprensa, comenta o achado. Segundo ele, o hormônio é uma substância natural que tem um claro potencial terapêutico e a pesquisa constata a importância dos exercícios físicos para o corpo humano. “O estudo revelou mais um bom motivo para praticar esportes e fazer atividades físicas, que podem estar diretamente relacionados a mudanças benéficas no corpo, que previnem e ajudam na cura de doenças”, declara o médico no release. Bruce Spiegelman, biólogo celular e um dos autores da pesquisa, disse ao site do Instituto Dana Farber que a descoberta é um primeiro passo importante na compreensão dos mecanismos biológicos que traduzem o exercício físico em mudanças benéficas por todo o corpo, tanto em pessoas saudáveis e na prevenção ou tratamento de doenças. O hormônio foi testado em roedores que, quando alimentados com uma dieta rica em gordura e recebendo o irisin, queimaram mais energia e apresentaram menor peso corporal se comparados com roedores que receberam placebo. Assim, embora reconheça que a descoberta é de grande importância, por explicar o porquê do exercício físico ser bom para a saúde, Fabiano explica que ela ainda não comprova uma ligação concreta entre o hormônio e a redução da obesidade. “Este estudo inicial em animais, além de poder não vir a comprovar a hipótese de redução de obesidade, também não tem nenhuma previsão de uma possível aplicação em humanos. Ou seja, ainda é só uma promessa, por mais relevante que a descoberta tenha sido”, diz o especialista no release. Fabiano explica que o tecido adiposo é formado por gordura branca, que reúne energia no organismo e gordura marrom, que pode ajudar na queima de calorias quando se provoca calor no corpo. “Na recente pesquisa norte-americana, os especialistas introduziram o novo hormônio nas células de gordura branca dos roedores, que se tornaram células de gordura marrom capazes de queimar calorias para provocar calor corporal”, explica. Segundo ele, a gordura marrom também é chamada de boa e sua principal função é sustentar a temperatura corporal. O
especialista alerta que o hormônio deve ser aliado a uma boa alimentação
e atividades físicas regulares. “Um estudo feito pela Universidade
de Illinois (EUA) revela que somente os exercícios podem reduzir
o teor de gordura no organismo e, quando aliados a uma boa dieta, os resultados
são ainda melhores”, destaca. ENERGIA
LIBERADA PELAS MÃOS CONSEGUE CURAR MALEFÍCIOS, AFIRMA PESQUISA
DA USP Um estudo desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado "passe". Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. "Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão", afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp. Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. "Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos", completou. A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. "A ciência chama estas energias de "energias sutis", e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível", explicou. As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. "O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição." Neste
estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram
avaliados 44 idosos com queixas de stress. O processo de desenvolvimento
para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste
ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações
a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir
de abril do ano que vem. MULHERES
DEIXAM DE FAZER O EXAME PAPANICOLAU POR VERGONHA E FALTA DE INFORMAÇÃO
O câncer de colo de útero mata 230 mil mulheres por ano no mundo, alertam pesquisadores. Agência Notisa – O câncer de colo de útero é responsável pela morte de 230 mil mulheres por ano. Por só começar a apresentar sintomas em estágios mais avançados, a existência da doença é ignorada por muitas mulheres, o que em muitos casos pode ser fatal. No artigo “Percepção da vulnerabilidade entre mulheres com diagnóstico avançado do câncer do colo do útero”, publicado na edição de abril/junho deste ano da revista Texto & Contexto Enfermagem, a professora Ana Maria de Almeida, da Universidade de São Paulo, e equipe mostram a relação dessas pacientes com as fragilidades impostas pela doença e discutem a implementação de novos métodos preventivos. Os pesquisadores entrevistaram 12 mulheres que estavam sob tratamento para câncer de colo de útero em estágio avançado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. A maioria afirmou que ou não fazia o exame Papanicolau com a regularidade prescrita pelos médicos (uma vez por ano) ou nunca havia sido submetida ao teste. No grupo, a descoberta da doença veio principalmente através de sangramentos vaginais de grande intensidade ou lesões na bexiga, que caracterizam uma fase mais avançada do câncer. Através de entrevistas, os autores constaram que a vergonha causada pelo procedimento de coleta é um dos principais fatores que impedem as mulheres de se prevenirem. “A exposição das partes íntimas e a posição ginecológica, exigidas para a realização do exame, o toque ginecológico, a introdução do espéculo, da espátula e da escova para coleta via vaginal estão entre os fatores que podem esquivar a mulher da coleta”, explicam os autores no artigo. Além disso, o estudo ressalta que as mulheres também sofrem com a falta de informação e a deficiência do sistema público de saúde. Os pesquisadores alertam para casos em que o exame não é solicitado durante consultas ginecológicas ou a paciente não recebe orientações em uma linguagem que possa entender, gerando confusões sobre as funções e necessidades de diversos exames. Outro problema constatado foi a falha estrutural das unidades públicas de atendimento, o que acarreta em uma longa espera para conseguir uma consulta e casos de extravios de exames. Segundo o artigo, é necessário parar de culpar apenas a mulher pela aquisição da doença, pois a responsabilidade muitas vezes é de âmbito coletivo. “Os relatos evidenciaram a necessidade de se superar algumas deficiências no modelo de assistência e na humanização do atendimento, no grau de compromisso e na qualidade das instituições, dos recursos, do gerenciamento e do monitoramento dos programas de prevenção e detecção do câncer do colo do útero, nos diferentes níveis de atenção”, ressaltam os pesquisadores. Na esfera pessoal, o estudo constatou que as pacientes também sofrem com problemas emocionais e psicossociais relacionados a enfrentar uma doença sem cura e a iminência de perder um órgão de importante valor simbólico como o útero. “As mulheres se deparam com suas vidas tomando um rumo diferente do que poderiam imaginar, porque o câncer pode acarretar alterações significativas nas diversas esferas da vida como trabalho, família e lazer”, comentam os pesquisadores. “Vislumbrar o futuro passa a ser muito doloroso, já que os tratamentos propostos implicam em possível mutilação, náuseas, vômitos, alopecia, além de alterações sexuais”, destacam na publicação. Para ver o artigo na íntegra, acesse: www.scielo.br CURIOSIDADES
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Pesquisa
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Colaboração de "Velhos Amigos"
Revisão de texto: Anna Eliza Führich
Supervisão: Maria de Lourdes
Micaldas
Webdesigners e pesquisadoras: Lika Dutra e Netty Macedo
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