NELSON MANDELA
18 de julho de 1918 _ 5 de dezembro de 2013

CHRISTO BRAND, O CARCEREIRO QUE ODIAVA MANDELA ANTES DE ADMIRÁ-LO

BIOGRAFIA

NO CÉU NASCE UMA ESTRELA!

CHRISTO BRAND, O CARCEREIRO QUE ODIAVA MANDELA ANTES DE ADMIRÁ-LO

Mandela chegou à prisão na Cidade do Cabo no fim dos anos 1970.
Ícone da luta antiapartheid foi considerado maior criminoso do país.
"É como se tivesse perdido um pai", explica Christo Brand, um dos carcereiros da prisão em Robben Island, onde esteve Nelson Mandela, o perigoso "terrorista" a quem começou odiando com todas as suas forças, antes de admirá-lo por sua luta pela paz.

Para Brand, foi "uma grande perda para o país e para o mundo", que lhe renderá homenagens durante toda esta semana. "Sinto saudades dele, mas sempre o terei nos meus pensamentos", afirma.

Quando chegou à prisão, na costa da Cidade do Cabo, no fim dos anos 1970, seus colegas de trabalho o avisaram sobre o perigoso detento número 46664. "É o maior criminoso da África do Sul", lhe disseram.

A primeira coisa que surpreendeu o guarda novato, que tinha acabado de completar 18 anos, foi que Mandela e seus companheiros eram, na verdade, amigáveis homens de meia-idade.
Porém, naqueles anos marcados pela violência e pela propaganda governamental, o preconceito era muito forte. "Eu comecei a odiá-lo desde o início", conta Brand, com um forte sotaque africâner, a língua dos primeiros colonos brancos.

"Naquela época, as nossas relações eram as de um carcereiro com um prisioneiro. Mas nos anos 80 as coisas mudaram", explica.

Depois de anos de convívio com os opositores do regime do apartheid, Christo Brand passou a compreender "pelo que eles estavam lutando" e, gradualmente, "mudou o pensamento e as opiniões".

E a mudança não foi apenas de posicionamento político. Perto de Mandela o guarda "cresceu" e aprendeu a importância de estudar muito, ser humilde e prestativo. "Ele me disse: "Quanto mais você dá, mais você recebe'', lembra.
O GUARDA, CADA VEZ MAIS SENSÍVEL AO SOFRIMENTO DE MANDELA, VIOLOU AS NORMAS DA PRISÃO PELA PRIMEIRA VEZ EM 1981.

Naquela época, o prisioneiro só tinha direito a uma visita pessoal de 30 minutos a cada três meses, e os filhos não poderiam ir vê-lo. Mas sua esposa, Winnie, conseguiu apresentar sua filha recém-nascida a Mandela, escondida embaixo de um cobertor.
Quando Mandela se deu conta, "olhou para mim e disse: "Senhor Brand, seria possível ver a menina, mesmo que de longe?". Respondi que não porque sabia que havia microfones na sala", relata o carcereiro.
Mas, em seguida, entregou o bebê a Mandela, que o tomou em seus braços enquanto as lágrimas caíam.

Um ano depois, Mandela foi transferido com Brand para a prisão de Pollsmoor, na Cidade do Cabo, onde o regime prisional era menos severo.

Por fim, o guarda apresentou o líder da luta contra o apartheid à sua família. "Desde então, envio a eles uma saudação de Natal", explicou Mandela anos depois, recordando do carcereiro como "um jovem muito agradável".

"Pessoas como o guarda Brand reforçaram minha crença na profundidade humana, mesmo daqueles que me aprisionaram por 27 anos e meio", disse em outra ocasião o ícone de reconciliação e perdão na África do Sul.

Quando o apartheid acabou, Nelson Mandela tornou-se presidente do país e, nos anos seguintes, manteve contato com seu antigo carcereiro: o parabenizou quando foi promovido, ajudou seu filho a conseguir uma bolsa de estudos para a faculdade e lhe enviou condolências quando esse mesmo filho morreu em um acidente de carro.

Atualmente a prisão de Robben Island é um museu e Brand trabalha como guia no local. "As pessoas sempre vão se lembrar dele como uma pessoa humilde, acessível, mas também como aquele que mudou o país sem um banho de sangue", conclui.

Texto atualizado em 08/12/2013 às 21h44
(Fonte o Globo) (Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/12/christo-brand-o-carcereiro-que-odiava-mandela-antes-de-admira-lo.html)

BIOGRAFIA

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, na cidade de Qunu, na África do Sul. Passou a infância na região de Thembu, antes de se formar em Direito. Mandela foi um guerreiro na luta pela liberdade e o principal representante do movimento antiapartheid, tornando-se um importante líder político. Todavia, era considerado um terrorista pelo governo sul-africano.

Em 1990, foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, sendo recebido em 2002. Na África do Sul também é conhecido como 'Madiba', um título honorário adotado por membros do clã de Mandela. Entre 1994 e 1999, Mandela, como ficou conhecido no mundo, foi eleito presidente da África do Sul.

O que é o apartheid
Apartheid – apartar - na língua africana significa "vidas separadas". Era um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos.

Embora a maioria da população fosse constituída de negros, a segregação vinha se mantendo na África do Sul desde o século 17, época em que a região foi colonizada por ingleses e holandeses. O governo era controlado pelos brancos, que criavam leis e governavam apenas para os interesses dos brancos. O termo só passou a ser usado legalmente em 1948.

Luta contra o apartheid
Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do NCA, conhecido no Brasil pela sigla portuguesa: CNA Congresso Nacional Africano.

Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.

Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestantes negros, matando 69 pessoas. Esse dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.

Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado à prisão perpétua por planejar ações armadas.

Na prisão, Mandela enviou uma declaração para o CNA, - Congresso Nacional Africano - que chegou ao público em 20 de junho de 1980, em que dizia: "Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna, que é a ação da massa unida. e o martelo, que é a luta armada, devemos esmagar o apartheid!"

Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990.
Nesses 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Nesse período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo. Em 11 de fevereiro de 1990, graças à campanha do CNA e à pressão internacional, Mandela foi libertado por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk. O CNA também foi tirado da ilegalidade.

Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

Em maio de 1994, tornou-se o presidente da África do Sul. Ressalte-se que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Ele se uniu às personalidades do CNA, e também a representantes de linhas políticas para governar. Governou até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.

Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política, dedicando-se às várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Recebeu, ao longo desses anos, diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais. Entre elas a luta contra a AIDS.

Em junho de 2004, aos 85 anos, retirou-se da vida pública. Embora sua saúde esteja muito frágil nestes últimos anos, ele vem mantendo o seu compromisso em lutar contra a AIDS.

Em junho de 2008, foi homenageado com um grande show em Londres, por ocasião de seus 90 anos. Participaram do evento cantores mundialmente conhecidos.

Embora enfraquecido pela doença, Mandela estava exuberante e pretendia comparecer à abertura da Copa da África do Sul, a primeira a ser realizada no continente africano, no dia 12 de junho. Porém, na véspera da abertura, de madrugada, a sua bisneta, Zenani Mandela, de 13 anos, morreu num acidente de carro. E Nelson Mandela não pôde comparecer à festa.

Casamentos, separações e aposentadoria
Mandela casou-se três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, de quem se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Dia Internacional de Nelson Mandela
- A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano, o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento.

Algumas frases de Nelson Mandela
- “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
- “Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria é uma concha vazia."
- "Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitas para viverem como irmãos."
- "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação."
- "Não há caminho fácil para a Liberdade."
- "A queda da opressão foi sancionada pela humanidade e é a maior aspiração de cada homem livre."
- "A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."
- “O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo.”
- “Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou.”
"Se quiser fazer as pazes com o seu inimigo, você tem que trabalhar com ele. Daí, ele se torna seu parceiro."
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."

Fontes: Suapesquisa.com; Pensador.info; Netsaber; Wikipédia e Uol

NO CÉU NASCE UMA ESTRELA!

A Nelson Mandella
Por Marcelo Henrique.
http://www.aeradoespirito.net/ArtigosMH/NO_CEU_NASCE_UMA_ESTRELA_MH.html

Ainda que me dissesses que o sonho seria impossível
De sonhar eu acreditaria
De amar eu viveria
De lutar eu cantaria
Uma sinfonia de paz!

Aos meus irmãos eu diria: venham!
Aos meus descendentes, bradaria: me acompanhem!
Aos meus ancestrais, invocaria: me inspirem! 
Aos meus desafetos, repetiria: durmam!

E do sonho que todos sonhássemos
Não haveria lugar para revanches...
Brancos, negros, pardos: irmãos?

Era disso que falávamos
Desde o princípio e até o fim!
Como agora, todos às mãos!

Durmo, pois, o sono dos justos,
Ainda que eu me pergunte:
- Se fiz, eu, tudo o que podia
Para tornar essa pátria a mãe de todos...

Se não fiz tudo, abri caminhos
Permiti às crianças, o sorriso
E aos velhos, o descanso!
Vou-me em paz, e em paz PROSSIGO!

Webdesigner: Lika Dutra

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