GENTE EM FOCO
NICOLINO CUPELLO

Matéria publicada em 08/11/2003
Nascimento: 19/03/1932
Falecimento: 08/11/2009
CARTA A NICOLINO CUPPELO Lino, hoje é dia de manhã nublada. Amanheceu assim o céu do Rio de Janeiro. Durante a noite choveu, espantando os dias azuis de calor que já estavam aborrecendo o verde e as flores. Hoje não poderia ser diferente. É a primeira vez que, para espanto da Vida, você não está. Nem os pardais que invadem minha cozinha e enchem o ar com sua alegria, tiveram vontade de fazer algazarra. Há um ar de desencanto e de saudade em toda parte, eu sinto. Há qualquer coisa pungente que meche com a gente, que desarmoniza as horas, que desenha uma lágrima em nós. Sei que é justamente isso que você não gostaria. Mas fica difícil, meu irmão. Difícil imaginar um mundo despido de sua alegria , de seu amor, de sua voz. Você chegou a minha vida da mesma forma que na da maioria das pessoas que conheceu: pelos braços da Música. Ela veio junta e, como a Vida também me ama, mandou que você me trouxesse um grande amor. Meu grande amor. Lembro bem a data, 29 de outubro de 1976. Havia muita música no ar naquele dia, era um festival de canções. Com o grande amor que veio com você, tive mais dois grandes amores: Juliana e Pedro. Os anos foram passando. Muitos foram nossos momentos juntos: e invariavelmente com a presença dela, da Música, que sempre foi o grande amor de sua vida e o presente sempre presente com que você nos brindava. Pois é, meu irmão, é mesmo da porra falar de você usando o pretérito. Mas é o trem da Vida que, um dia conversando, falei pra você que não parava nas estações. Não para mesmo. E fico muito puto em ocasiões como essa. Não fui ao seu velório, não vou ver cremarem seu corpo, não vou a nenhuma dessas missas que reúnem pessoas de tempos em tempos, essas ocasiões em que o defunto está lá e a maioria dos presentes nem tão presentes assim... Aprendi com o Zelão, companheiro de algumas passagens, que velório bom é de inimigo. De quem se ama, não se vai. Poderia ir, ouvir conversa fiada, aquelas bobagens de sempre, expor minha lágrima, chorar publicamente minha saudade e a dor que todos os que te amam estão sentindo. Mas isso é coisa de quem tem sangue italiano como você (que nem pode usar seu passaporte vinho que Juliana conseguiu ao correr atrás de sua cidadania). Pois é meu irmão, pior é que nem na Itália você pode ir, seu grande sonho. Agora pode, tem passaporte de alma, concedido por Deus em seu desembarque de ontem. Todos estão como você estaria nesse momento se perdesse um de nós: italianamente emocionados e incontidos. Todos choram em dor exposta. Todos te amam. Também te amo. Te amo muito, e você sabe, sempre soube. Mas tenho sangue judeu. Prefiro colocar seu disco e escutar você cantar para mim, só para mim, o Sole Mio, e permitir minha lembrança deixar minha alma encontrá-lo para mais uma canção... Até , meu irmão. Um beijo. Paulo. Ps. Uma semana antes você pediu para gravar a música do Gonzaguinha, para você. Gravei. Autor: Paulo da Vida Athos |
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Apesar de não ser um "Chacrinha", sempre adorou uma boa confusão. Dentre mil e uma coisas que já fez - jogador de futebol, jornalista, ator, foi gerente em oficina de carro etc. Ele é tenor e compositor e, em todos os lugares por onde passou, deixou a marca de suas "palhaçadas", como ele mesmo faz questão de dizer. É casado e apaixonado por Lídia há 41 anos. Os dois vieram a minha casa pra serem entrevistados e passamos bons momentos, com muita risada. Vocês vão adorar! E ainda nos brindou com suas músicas, numa belíssima voz. NICOLINO: Sempre fui conhecido pelas 4 últimas letras do meu nome: Lino. Mas depois que fui pro colégio, passei a ser Nicolino. Nasci no subúrbio da Central, Riachuelo, onde morei até os 25 anos. No último ano da Faculdade Gama Filho, é que eu fui morar no Flamengo, onde estou até hoje. LOU:
E quando foi que você se interessou pela música? LOU:
Na sua família já havia essa cultura musical? LOU:
Seus pais eram italianos? RECONHECIMENTO COMO PROFISSIONAL
LOU:
Como você foi reconhecido como profissional? LOU:
Como você se tornou cantor de ópera? E
por causa da "Noite Escura" é que eu virei cantor de
ópera, porque não tinha ninguém pra cantar as minhas
músicas; eu mesmo comecei a cantar e cantava com voz lírica,
né? Até que um dia, uma professora de canto deu um concerto
na casa dela e eu cantei "A Noite Escura". LOU:
E o seu pai, deu incentivo pra você escolher essa carreira? LOU:
Quais? LOU:
Era sua vocação. LOU:
Você trocou a advocacia pela música? Aí, eu fiz concurso pro Teatro Municipal pra virar cantor lírico. De advogado a cantor lírico. O Valdir Morgado, recentemente, largou e foi ser cantor popular. Ele está na ativa, aos 82 anos e cantando. Ainda vou até a casa dele cantar; o Dalto fez concurso pra juiz e se aposentou como desembargador e o Garibaldi que era o mais velho, o cabeça da nossa turma em experiência, faleceu. Nós éramos 4 advogados nesse escritório. Quase ninguém sabe que eu sou advogado. Eu me formei há 47 anos. LOU:
Quando você começou a cantar ópera no Teatro Municipal?
Então,
fizemos "Madame Butterfly". Eu só fiz uma pontinha
na peça, cantando somente no coro. Em março de 1960, fizemos
uma temporada: I Pagliacci, Cavalleria, Butterfly, repetindo, e depois
fizemos a Traviatta e fizemos L'Elisir D'Amore Então, nesta ópera, eles testaram todos os tenores pra fazer o Arlequim, mas ninguém conseguiu porque era um papel muito alegre, com uma voz assim também muito leve. Mas eu era tão palhaço que o maestro disse: vamos estudar esse papel pra ver se você dá. E Bertini faria uma récita e eu a outra. Mas Bertini ficou doente e, no dia da estréia choveu tanto, mas choveu tanto, que eu tive que substituí-lo. E o que aconteceu? Na primeira ópera, eu não era escalado, era escalado pra segunda. Como é que eu entrei? Dando salto mortal. Cantor de ópera, dando salto mortal, foi algo diferente. LOU:
Você já era ator? E vou declarar uma coisa aqui, que você vai ser a primeira a ouvir: fiz tudo e me dei bem em tudo que eu quis fazer; mas eu queria mesmo era ser compositor popular de sucesso. LOU:
Você ainda tem muito caminho pela frente! LOU:
Nada disso. Você vai vencer. Eu vou divulgar sua música. Essa "Pequena Notável", se ninguém rasgar ou sumir com ela, vai ser um sucesso. Precisa de alguém de nome para gravar. Aí, de 1952 pra cá, comecei a compor, compor; tenho perto de 250 músicas catalogadas. Agora tenho mais de 1000 músicas guardadas. Eu mesmo escrevo a melodia e vou guardando. LOU:
Então, você ainda não se sente realizado? LOU:
Mas isso é muito bom. Quando a pessoa se sente realizada,
acha que não tem mais nada pra fazer, deixa de sonhar, de fazer
projetos... LOU:
Mas sempre "A Pequena Notável"? LOU:
Você editou suas músicas? As minhas músicas são mais tocadas na Europa, porque o Danpa divulgou através de gravação do Jairo Aguiar, em toda a Europa. No hotel em Londres, pessoas conhecidas minhas ouviram minha música sem saber que eram minhas: "- Ué! 'Felicidade' é do Nicolino!?" A Marina, que foi minha chefe no teatro Municipal, ouviu no Scala de Milão, em concerto, duas Aves-Marias que eu mandei pra aqueles tenores famosos, que cantam aqui no Municipal. E eles cantam lá, mas, infelizmente, eu não tenho uma gravação deles aqui. Se eu tivesse, ia mostrar pra todo mundo. LOU:
E você ganha os direitos autorais?
LOU: Lídia, a sua mulher é
uma simpatia e é sua fã número um. Admira tudo
que você diz e te aplaude quando você canta. Como foi que
vocês se conheceram? LOU:
Não acredito. Fala a verdade! LOU:
Peraí, ela vai falar. Você não gostou dele? E aí, a Lídia se afastou. Até que um dia, ela caiu na besteira de dar uma ligada pra mim e quebrou a cara. LOU:
Como quebrou a cara? Pelo que vejo, se deu foi bem. Ela te curte, porque
eu vejo pelo brilho do olhar dela, quando você fala. LOU:
Algumas se tornam perigosas.(risos) LOU:
Vocês têm filhos? Agora, depois que completei 71 anos, fui tomar Viagra, né? Pensando que fosse melhorar minha situação. E sabe o que aconteceu? Aconteceu o inverso. A minha perna endureceu por 3 meses e o resto nada... (risos). LOU:
Isso é piada sua! LOU:
Fala a verdade. Aconteceu isso? LOU:
E você já tomou viagra? LOU:
Você mistura o clássico da ópera com o popular e
você agora, está dando show com música popular. LOU:
"Sole Mio", todo mundo adora cantar. LOU:
Ah! Não! Você se intitular minhoquinha? Em
Copacabana, em 1959, se não me falha a memória, tinha
o Jacob que tocava no Bar OK, que fica na esquina com a Av. Atlântica,
na Praça do Lido. Na sexta e no sábado, ele tocava pro
público e nós nos reuníamos. Eu não tinha
estudo de canto, mas cantava malandramente e agradava porque era uma
voz selvagem. Um certo tempo, um senhor, fumando cachimbo, me ouviu
e me chamou e perguntou se eu gostaria de viajar: LOU:
Mas você conseguiu cantar a música do Mário Lanza? Eu estava fora dessa, porque eu ia fazer só o "Brindisi da Traviatta". Era muito justo, porque foi ele que preparou. Ele era tenor também e era o dono da bola, da brincadeira. Então, organizou o concerto com esse número de gente. LOU:
Como é que coube todo mundo, no palco? LOU:
Deve ter sido uma coisa maravilhosa! LOU:
Por que? LOU:
É de chorar de emoção. Quando acabava a ópera eu ia pra frente e batia palmas, igual a uma criança. Quando eu entro, bato palmas. E a platéia pedindo bis, bis, eu saí, quase umas 10 vezes pra não cantar de novo, porque senão eu ia morrer naquele dia. Olha, eu tive que dar o bis, queriam o tris. Vocês querem me matar! Eu falava. Eu ia morrer! Era muito esforço, duas árias de ópera, com a idade que eu estava. Porque eu fui substituir; porque não era eu quem ia cantar, era o Dante. Aí, gostaram tanto que foram fazer isso no Quintandinha, na mesma dose, com o Corpo de Bombeiros de lá. Quando eu chego lá, um frio desgraçado que me fazia tremer que nem vara verde. Já estava com 66 e disse: é aqui que eu vou morrer... LOU:
Você não devia falar assim. LOU:
Vem cá e como é que a pessoa chega assim a 1º Tenor?
LOU:
Contralto é voz de mulher.
E quais são as vozes de mulher? Tô adorando essa aula. LOU:
Você deu uma aula perfeita. LOU:
É um dom. LOU:
Você tem algum projeto pra apresentar alguma ópera no teatro
Municipal? Eu
disse: - pô, você chama um garoto de 18, 19, 20 anos e eu
já indo completar 70, barrigudo, como eu vou acompanhar os passos
desses garotos? Pode falar, escolher a mim? Ô Cláudio,
o que é que há? No
mês seguinte já ia fazer 70. E no funcionalismo público,
com 70 anos é expulso, entra na compulsória, que eu chamo
expulsória; mas na minha expulsória, eu ainda tava cantando
no palco, com voz e tudo, porque tinha que cantar, ária de ópera,
aquela brincadeira e etc, tinha que mostrar a voz. Nós entrávamos e saíamos do palco, correndo e eu também seguia, não tinha problema, às vezes bufava, mas no ensaio geral, na hora, quase no final, saindo juntos, correndo do fantasma, o balé entrou na minha frente, todo mundo foi e eu fiquei. Eu digo: - ai, vou levar um esculacho aqui desgraçado. Entro ou não entro?" Entrei! Aí, fiz um passo sozinho, igual ao Carlitos, mas correndo. Foi um sucesso. Não cantei, mas, em compensação... (risos). Fizemos 11 recitais pra criança. Olha, como as crianças riam, era só eu entrar no palco que elas riam. E foi aí que eu terminei minha carreira dentro do Teatro Municipal. Não sei se um dia poderão me chamar. É possível, porque a voz ainda está aqui, mais ou menos. LOU:
Maravilha, eu escutei você cantando. Não perde nada pro
Pavarotti. É o nosso Pavarotti. LOU:
Manda um recado pros "VelhosAmigos". Então a mensagem que eu dou ao jovem é esta: Quando você gostar de uma coisa, vá e faça, contrariando amigos, inimigos, familiares. LOU:
Arriscando.
LOU: Quem? LOU:
Tá vivendo! LOU:
Mas também o amor, a união de vocês dois, isso também
dá ânimo de saírem juntos... E a mensagem que eu quero dar é a seguinte: Eu deixei de fazer muitas coisas na televisão, por causa do teatro, porque o teatro absorvia muito; a gente não podia faltar, porque estava arriscado a perder o emprego. Então, vou faltar ao emprego e aparecer lá na telinha? Deixei de fazer muitas coisas para as quais me chamavam. Porque tudo que tinha canção italiana me chamavam. Porque eu tenho esse espírito, essa emoção que eu gosto de passar e acho que isso que é importante. Uma mensagem é essa: a emoção! LOU:
Como você entrou no Teatro Municipal? Aí eu tive que falar, todo embargado. Eu citei uma frase latina que eu aprendi de Cícero -"Tantus scimus quantum memorian mandamus" - "quanto mais sabemos mais aprendemos." Comecei a expor esse pensamento e disse: olha, meus colegas, com a mesma alegria que eu entrei para esse teatro, eu hoje saio desse teatro (chora emocionado). LOU:
Você está emocionado com a lembrança da despedida.
Respira, procura se acalmar. Ao falar isso, se levantaram, começaram a aplaudir. Ficaram quase 3 minutos aplaudindo. E um colega se levantou, um dos que era da diretoria da nossa associação pediu a palavra e disse: "- Nicolino, nesses 35 anos, ele nunca veio aqui na frente pra falar mal de ninguém, pra brigar, pra fazer alguma coisa; aí vieram aqueles aplausos, foi uma choradeira." O TENOR PONTA-ESQUERDA LOU:
Além de ser tenor do Teatro Municipal, você
também foi jogador futebol? Eu subia nas árvores, nos picos e passava de uma árvore pra outra; minha mãe sofreu muito comigo. E eu entrava na minha casa pelo muro, pulava pra cozinha, pro banheiro, mas nunca levei um tombo, nunca. Você sabe que eu fui para o colégio interno, não para aprender, pra ser letrado, nem nada. Eu fui por causa da disciplina. Mas eu digo que fui pro reformatório. Pra mim o Colégio Salesiano foi reformatório. Eles me disciplinaram em todos os sentidos. Cinqüenta e poucos anos se passaram e eu ainda arrumo minha cama todo dia, não deixo a minha mulher arrumar, porque eu arrumo, pela disciplina. E, eu me adaptei tão bem acabei sendo bom aluno e, incrivelmente, em 1946, ganhei medalha de ouro por comportamento, declamação, canto, esporte, comportamento sim, porque meu pai me colocou no colégio pra eu me consertar porque eu era maluquinho, maluquinho, levado demais. Em 1945, quando eu entrei, comecei a jogar futebol no escrete da primeira divisão. E em 1948 fui pro escrete do Colégio Salesiano. Em 1947, nós disputamos as olimpíadas; eu era reserva, mas fomos campeões de futebol. Logo que eu saí do colégio, em 1949, fui pro juvenil do Fluminense. Mas tive a falta de sorte de pegar um ponta-esquerda lá, que se chamava Quincas, que nunca ficou doente, nunca deu dor de barriga, nunca deu nada no miserável. E eu nunca pude jogar na posição efetiva. Mas fiquei dois anos lá, fui companheiro do Telê, do Pinheiro, do Adalberto, do Robson, do meu primo Nicola e outros que se projetaram. E em 1950 saí. Não queria mais saber do futebol, mas, por influência do meu tio que tinha um contador, que era presidente do Clube Benfica de Valença, fui jogar profissionalmente em Valença, de 52 até 54. Aí eu consegui jogar mas era um sacrifício muito grande porque eu tinha que pegar o trem Maria Fumaça até Valença. Naquela época não tinha ônibus. Aí parei. Entrei pra faculdade. LOU:
E você serviu no exército? Por azar, ganhamos do time da cavalaria. Quase mataram a gente...(risos) Seguindo
a minha trajetória esportiva: em 1954 eu era gerente de oficina
de automóveis do meu pai. Morava ali por perto, um goleiro do
juvenil da Portuguesa do Rio de Janeiro e disse: "- Aí,
Toda
a bola que eu pegava, driblava, levava pro gol e chutava. Isso umas
5 ou 6 vezes. Aí, depois de quase meia hora, chegou o titular,
botou a roupa, me substituiu e o tenente, que era o técnico da
Portuguesa, perguntou se eu gostaria de jogar lá, enquanto o
time estivesse viajando pra África, teria algum empecilho? E assim aconteceu. Aí, fui estrear contra o Botafogo, no campo do Fluminense. Tinha um cara com quase 2 metros e eu, com 1,60m, era quase um anão perto dele. E ele me marcando. Mas eu era muito arisco, driblava feito um miserável; dei-lhe um drible e ele caiu naquela pista do Fluminense. Ele se levantou com ódio e disse: eu vou matar esse desgraçado desse Cupello. Eu, instintivamente, senti. E o que eu fiz? Corri até o gol, joguei a bola pra fora e saí correndo pro outro lado pra não levar uma pernada dele. O público ria que nem uma desgraça. Até nisso eu era um palhaço. SOFRIMENTO COM MEU NOME CUPELLO
No Fluminense, por ter o Nicola, eu era Nicolau, já em Valença eu era Nicolino, e quando eu fui pra Portuguesa resolvi botar Cupello. Então o que aconteceu? Uns conhecidos meus foram assistir um treino no Fluminense e quando eu pegava a bola, eles gritavam: Cuuupello, Cuuupello, Cuuupello! Era uma risada! LÍDIA:
Ai, que bobagem! Era pra ele colocar Nicola Giuseppe ou Giuseppe Nicola, mas não botou. Ele queria fazer uma homenagem a um romeno Nicolesco Cupello. Pô, já tinha um Cu-pello ... Botar dois no Nicolês-co Cu-pello? Aí, ia arrasar com a minha vida (gargalhadas). Você vê, na infância eu era Lino e ninguém sabia que eu era Nicolino Cupello, mas quando eu fui pro colégio interno, meu nome jurídico era Nicolino Cupello. Olha, o que eu sofri por causa desse Cupello (risos). MEU NOME NO BANERJ NICOLINO: Quando eu entrei pro teatro, abriram uma conta pra eu receber o pagamento no BANERJ, naquele sistema de computadores; no início só cabiam dez letras. Então tinha que ficar: Lídia Vi, o seu ficaria, Maria de Lou, e o meu sabe como é que ficou? LOU:
Não!! (risos) LOU:
Mentira! (risos) Não é possível!!!!
LOU:
Você nasceu pra nos agradar, pra nos encantar porque
eu já vi seu show. É maravilha pura. Essa entrevista me
emocionou, me fez chorar de rir.
E
vocês formam um casal muito divertido, positivo, companheiros.
É um prêmio ser amigo de vocês! Muito obrigada.
Maria de Lourdes
Micaldas |
AGORA CANTE NICOLINO CUPELLO
O SOLE MIO
|
O
Sole Mio Ma
n'atu sole
Ma
n'atu sole Cchiù
bello, oje né, O
sole, o
sole mio, |
MÚSICAS DE AUTORIA DE NICOLINO
|
"A
PEQUENA NOTÁVEL"
"Eu
vou, vou cantar agora, eu vou,
Quem foi que melhor cantou, Suas
mãos bamboleavam, Mexeu,
remexeu e requebrou
O samba brasileiro é mesmo feiticeiro "FELICIDADE"
"Felicidade
é amar alguém pela primeira vez. |
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