POESIAS E CRÔNICAS

BANCO DE JARDIM

Aquele banco tosco no jardim
Já ouviu juras de amor de namorados,
Ouviu sussurros de beijos apaixonados,
Está agora solitário, cercado de jasmim.

As flores, que o circundam, vão e voltam,
Mas o pequeno banco permanece mudo,
Sempre rodeado de flores, mas lhe faltam
Os suspiros, os arrufos, que lhe eram tudo.

Os tempos mudaram e os namorados
Que nos bancos sentavam envelheceram,
Os jovens, de agora, os bancos esqueceram...

Nos jardins não têm mais casais apaixonados,
As Discotecas, os barzinhos são preferidos.
E os bancos dos jardins ficaram preteridos.

Autora: Hilda Persiani
Curitiba, 20/12/2009

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