POESIAS E CRÔNICAS



EMOÇÕES E LAMENTOS

Nem tente conter a emoção
Diante de tanta beleza inspiradora

São aromas indescritíveis
Tons em múltiplas cores

São cânticos, ruídos indefinidos,
De pássaros, águas e misteriosos andares

Como se fossem reflexos de luzes
Vindos do infinito imaginável dos céus

Por certo dádivas divinas,
De um pai sempre generoso

Tentando quem sabe num último alento
Mais suplicante do que autoritário

Despertar a consciência
Dos pobres filhos, amados e ingratos

Quais sejam miseráveis criaturas
 Ignorantes e inconscientes

Que tudo parecem querer mutilar
Destruindo o que de mais belo foi criado

 Neste magnífico planeta terra, que os acolhe
E não lhes desperdiça favores

Mesmo que mortalmente ferida
Todo o ano a tudo renova
  
Talvez esperando taciturna
Que alguns poucos  solitários lhe façam justiça

Quem sabe estes sonhadores, românticos consigam
Despertar outros para salvarem a doce mãe natureza

Porém, tristes estes se apercebem
Impotentes, diante de tanta destruição

Lutam bravamente até a exaustão como Quixotes
De loucos taxados pela maioria de incessíveis
 
Sem deixarem no entanto de acreditar
Que a luz da razão possa penetrar as trevas

E um dia consigam despertar
As mentes adormecidas dos devastadores

E antes que vencidos, sejam tocados
Pela beleza de tudo que lhes cerca

Diante da morte inevitável, ainda sonham esperançosos,
Acreditando na juventude de fé inquebrantável

Por quanto, agora só lhes reste, vencidos,
Pranto silencioso diante do cansaço

Deixar rolar as lágrimas
Que tristemente lhes lava a alma

Sem poderem apagar as mágoas, do fracasso
Por demais envergonhados do que vencidos

Diante da paisagem inanimada
Que lhes descerra. Em visão futura.

Autora: Adraude
17/5/2009

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