POESIAS E CRÔNICAS



PRIMEIRO AMOR

Quando encontramos nosso amor primeiro,
É marco certo de destino incerto,
É sede sempre de manter-se perto,
É ignorar presença de um terceiro.

Quando deixamos nosso amor primeiro,
É marco certo de tantas fileiras
De vãs paixões, de vezes não primeiras,
Que o vento leva assim como ao veleiro.

Ao confrontarmos nossa realidade,
Em nós notamos um calor solteiro,
Que assim mantém-se pela eternidade

Como um bichinho preso num celeiro,
Sofrendo os coices de uma vã saudade,
Que nos ficou do nosso amor primeiro.

Autor: Sílvia Schmidt
Enviado por: Carlos Luiz Grilo

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