POESIAS E CRÔNICAS

|
DIVAGAÇÕES DO POETA Roubaram-me tudo, minha inocência, minha juventude, minha mocidade, Caminho só, sem dor, sem amor, sem riso, sem lágrimas, sem falsidades, sem orgulho, sem felicidade. Olhar perdido no espaço, sinto falta do calor de um regaço, sinto que a vida vai fugindo, sinto amores partindo, sinto frio, sinto calor, sinto dor, sinto tudo, sinto nada, sinto o fim da estrada. Lá atrás, vejo meu passado, vejo alguém ao meu lado, vejo tudo,novamente vejo nada, vejo a velhice, vejo sombras, caduquices, vícios, maluquices, tristezas, sandices, que loucura, assim me desnudo. Sonhando, chorando, sorrindo, sofrendo, falando, mecalando, orando, maldizendo, cantando, poetando, rimando, contradizendo, gritando, querendo, não querendo, buscando, não encontrando, não desanimando, caindo levantando, tentando a sorte, mesmo que traga a morte, vou subindo, vou descendo, vou vivendo, vou morrendo, sem contudo lograr sucesso, vou mudando meu universo, vou enaltecendo em prosa em verso. Na minha lucidez, na minha invalidez, tecendo aquí e acolá,
a grande e majestosa teia, sinto-me em uma cadeia,
um pequeno grão de areia, na imensidão da terra, Tal e qual um ser nú, com tudo que já fez, sinto a morbidez,
como poeta que rima, jogo tudo para cima, Transformo tudo em prece, então me deito e adormeço, Autora: Divanilde Vitoria Campos |
Qual
a sua opinião sobre esta matéria?
Envie suas críticas e sugestões.
Clique
aqui
Deseja
enviar esta página para um
"Velho Amigo"?
Clique Aqui
<< Clique Aqui para voltar