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O
AMANHECER
Cinco
horas
O dia vai abrindo suas pálpebras preguiçosamente.
O Sol, lançando seus primeiros raios sonolentos, vai despertando
a Natureza em orvalho
As flores, espargindo seu suave perfume pelo campo, espreguiçam...
Aves, em bandos, entoam os primeiros cantos em homenagem ao novo dia
que surge confirmado no milagre da renovação.
O Céu, aveludado, descobre-se do escuro véu da noite.
As estrelas vão se despedindo do dia e a Lua, não resistindo
à luz que se aproxima, vai tombando por trás das montanhas.
Lágrimas de prata, num inútil esforço, debruçam-se
por sobre a Terra.
Aves retardatárias vão despertando.
As últimas flores vão se abrindo enquanto o Sol, agora
mais severo, lança o seu olhar cálido secando o orvalho.
Abrem-se, em definitivo, as pálpebras do dia; a Natureza é
envolvida pela doce túnica de uma manhã primaveril;
o Sol vai assumindo a sua majestosa grandeza.
Amanhece...
Autor
Domingos Alicata
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