POESIAS E CRÔNICAS
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"CAVALHEIRO" Desculpa-me Cavalheiro, mas vou quebrar o protocolo e convidar-te para dançar ... não te assustes com a minha ousadia. Ouve como é linda a melodia, eu simplesmente não resisti ... Olhei para teu corpo moreno e esguio, teu porte soou-me como um desafio. Todos os cavalheiros do salão, sumiram do meu campo de visão ... só tive então olhos para ti. Ouve
como é linda esta canção. Vem, Cavalheiro, vem dançar esta melodia e não te aborreças, se além da ousadia eu quiser me achegar ... é que tua pele macia, cheirando a pinho do alto da serra, encerra encantos de raro carisma ...não resisti, vim tirar a cisma e estou cá a tua frente, pedindo que me tires para dançar. Não
te perturbes, se esta dama atrevida olhar fundo nos teus olhos, quase
a encarar ... Se
quiseres uma contradança formal, prometo me comportar ... mas
eu não me importarei e nem me sentirei ultrajada, se no meio
da contradança, Então
não digas nada Cavalheiro, porque não é preciso. Autora |
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