POESIAS E CRÔNICAS

JUSTIÇA DIVINA

Eu sou o forte grito do oprimido,
Sou o belo canto da incrível sereia.
Sou do deserto o menor grão de areia
Sou da paz defensor aguerrido.

Eu sou o pó que se levanta da terra;
Sou o grito abafado dos condenados.
Sou o choro amargo dos favelados,
Sou inimigo fervoroso da guerra.

Eu sou o poder austero e superior,
Sou a voz que clama no árido deserto,
Que soa distante mesmo estando perto.

Sou dos fracos o bálsamo de amor,
Sou a Cabeça que no lenho se inclina,
Me chamo apenas: JUSTIÇA DIVINA.

Autor: Jacques Coimbra

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