POESIAS E CRÔNICAS

USANDO A CRIATIVIDADE

Lou... Enorme prazer em estar contigo. Parabéns pela matéria sobre os cabelos. E por falar em cabelos, eis minha estória: Década de cinquenta. Elvis Presley. Com meus treze anos, ganhei uma calça rancheira (lembra?).  Para imitar Elvis, deixava o cabelo crescer.  Nos lados da cabeça, enchia o cabelo de Brilhantina ou de Gumex, e para achatá-lo no meio da cabeça, eu aperfeiçoava o meu grande topete em cima de minha testa. As meninas adoravam!!!

Agora a curiosidade: eu estudava e para garantir a entrada na matinê, eu ia à avenida do bairro vender carambolas, pegas na chácara de meu avô. Minha mãe comprava no mês só um vidro de Brilhantina ou Gumex. A vida era difícil. O produto não dava nem para duas semanas.  Como fazer? Fácil! Depois de varrer a sala, eu pegava um pouco da fina poeira e punha na palma da minha mão. Em seguida, jogava um pouco de azeite e misturava tudinho muito bem. Para completar, sem minha mãe saber, eu usava o seu perfume que ficava em cima da penteadeira.

Depois era só passar nos lados na cabeça e praticamente colar os cabelos, deixando o topetão em destaque.

A fórmula até que ficava boa, pois nunca vi nenhuma menina reclamar.

Moral da história: Todo costume tem o seu tempo. Um abração Lou.

Autor: Manuel de Almeida (Manal)

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