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ANÁLISE
DE UM AMOR
Quantas
chamadas de amor,
quantos perfumes percebi exalando no ar,
quantos casaizinhos de pássaros observei,
quantos detalhes...
Tudo
porque o amor era grande demais...
Nem cabia em meu peito...
vinha-me a falta de ar,
um cansaço por carregar este amor danado de bom...
Mas...tão pesado...
Sim! Porque eu carregava o meu, e o seu amor
e ele crescia a todo instante...
era como um gigante....
Comecei a pensar que havia enlouquecido....
Foi
tudo tão imenso, que eu chorava de felicidade,
amanhecia com o rosto cansado do desejo interminável,
dos beijos inacabados
Era amor demais...
Você nem compreendia de onde tanto sentimento nascia...
Eu via maravilhas em você que você não tem e não
tinha!
Tudo fruto de minha mente que me mentia,
me iludia...
e você ludibriava, me confundia .
E eu acreditava...
Para
todas as minhas perguntas a sua mudez...
Quando
percebi... os tijolos de minha construcão começaram a
ruir
cair, montanha abaixo...
Hoje, olho para esse monumento de amor
e vejo uma tela em branco...
nem de seu rosto me lembro mais,
sua imagem foi se apagando...
Pinto
nesse quadro uma linda flor
solitária e grande, uma amaríles!
e espero que ela atraia beija-flores
que ela consiga exalar cheiros
e soltar pólens que alimetarão abelhas...
e borboletas...
e alegrar os dias de quem a admirar!
Que esse milagre aconteça!
E,
ao olhar para a pintura,
eu pense:
Ele virou flor-de-amor
e está ofertando cor e sonhos...perpetuamente,
porque nunca conseguiu ser poeta, condor, liberdade, paixão,
completamente...
que hoje, seja uma eterna flor/semente
bela, atraente,
já que nunca conseguiu ser gente!
Que
essa flor consiga desperta nos homens a sabedoria,
a ética, o amor...
Que seja arte, poesia,
Que sirva para o crescimento de alguém...
Que seja flor... somente!
Autora
Margaret Pelicano
BSB - 21/11/2003
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