POESIAS E CRÔNICAS
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PROTETORA DOS ANIMAIS Pedro era um funcionário de uma empresa multinacional, onde exercia as funções de um off-boy melhorado, trabalhava diretamente com a diretoria, onde gozava de bom conceito. Apesar disto, de quando em vez, colocava um fim de semana em uma quarta feira e caia no divertimento esquecendo do compromisso no dia seguinte. Foi numa destas trocas que Pedro se descuidou e entrou naquele dia seguinte onde costuma dar tudo errado, acorda atrasado, o chuveiro não funcionava, perdia o café da manhã e conseqüentemente ainda perde o transporte chegando atrasado no local de trabalho, quando já o chefe o procurava, para cumprir as primeiras obrigações do dia. Tomou a chave do carro e saiu ao rumo ao centro da cidade buscar jornais e a correspondência. Foi só ele andar uns quinhentos metros da empresa e já esbarra com uma carroça puxada por um burro e dirigido por outro, indo terminar na morte do animal. Pedro ainda nervoso tentou massagear o peito do animal, negando-se terminantemente a proceder a tradicional respiração boca a boca. Seria demais para o Pedro. Já começou a encher de curiosos importunando sua paciência e dando muitos palpites furados, e como aparece nestas horas. Aconteceu que vinha passando um cavalo em outra carroça e achou por bem procurar o Departamento de Proteção Animal, que vem a ser os nossos Recursos Humanos, só que o dos animais são atendidos com mais presteza e decência, atendendo sempre as vítimas. Dentro em pouco, juntaram duas caixas de bebidas vazias, representando um parlatório e uma senhora alta, gorda e com um sotaque italianado, começa a improvisar um discurso veemente em favor do falecido, arrancando aplausos da platéia formada, é assim, quando em público os oradores falam mal de alguém são sempre muito aplaudidos. Neste momento Pedro se dirige a um cidadão próximo e perguntou quem era aquela senhora e ele lhe respondeu que se tratava de Dona Palmira Gobby, a protetora dos animais. Era muita coisa para o pobre Pedro naquele dia. Autor |
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