POESIAS E CRÔNICAS

BEBER À VIDA

Meu pensamento é uma oficina

Compasso e régua da retina

Quiçá paiol da palavra

Aguardente verso e prosa que lavra

A cicatriz da inconseqüência

Resistência, seqüência

Quando bebe à vida através da poesia

Que brinda o luar sobre o mar da ilusão

Onde estrelas despem a solidão

E dão luz ao infinito finito

Pelas noites acordadas qual fito

Entrelaçadas às mãos do destino

E a amada dança a valsa futurar que atino

Posto que embriagamos os sentidos

Qual poemas despidos

Os bardos eclodem das gargantas

Festas de lembranças tantas.

Autora: Paulo Peres

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