POESIAS E CRÔNICAS
|
A CASA DO AMOR O PORÃO - Pode ser um lugar bastante triste e seu ambiente sempre nos afeta. Quando estamos no porão, estamos profundamente infelizes. Achamos que o mundo está contra nós. Mesmo as pessoas mais próximas viram inimigas. O objetivo da nossa permanência no porão é aprender a reconhecer as coisas que precisam ser curadas em nós e entender de que forma contribuímos para nossa própria infelicidade. Enquanto estamos no porão não fazemos idéia de que precisamos curar alguma coisa, o problema é com os outros, não conosco. No porão precisamos olhar os relacionamentos que estão à nossa volta como um reflexo de nós mesmos, para que possamos descobrir o lugar que queremos ocupar em qualquer relacionamento. A única maneira de fazer isso é dispondo-se a fazê-lo. Temos que estar dispostos a liberar as coisas que não estão funcionando, abrindo-nos para escutar as verdades que não quisemos ouvir até agora. Os dispositivos indispensáveis para sair do porão são: O PRIMEIRO ANDAR - O primeiro andar da vida é o lugar onde moramos quando sabemos que precisamos nos curar, mas ainda não sabemos exatamente o quê há de errado. Durante essa fase admitimos que estivemos envolvidos em relacionamentos e situações que nos deixaram infelizes e, em vez de culpar outras pessoas, olhamos para nós mesmos. Este pode ser um lugar assustador, porque é no primeiro andar que devemos admitir: “Sei que contribuí de alguma forma para minha própria infelicidade, mas não sei como e nem por quê”. Começar o questionamento dá início ao processo de cura. Fazer perguntas significa abrir-se para respostas e estar em busca da verdade. Os dispositivos para sair do primeiro andar são: VERDADE E RESPONSABILIDADE! O SEGUNDO ANDAR - O segundo andar da casa do amor é o mais importante de todos, pois nele se inicia um nível mais profundo de aprendizado. A primeira, última e única lição que você tem que aprender neste andar é: Renunciar é o detergente espiritual para o trabalho que você tem que fazer neste andar. A renúncia funciona melhor quando usada junto com o perdão. No segundo andar, você está realmente mudando do modelo passivo/agressivo para uma abordagem receptiva/ativa. Tendo se livrado de grande parte das bugigangas mentais, pode agora ouvir seus próprios pensamentos e escutar outras pessoas. Os dispositivos para sair do segundo andar são: RENÚNCIA E PERDÃO O TERCEIRO ANDAR - Agora você está a caminho de descobrir a verdade sobre si mesmo. A esta altura saberá o que está errado e o que fazer a respeito. Isso por si só já é difícil, mas existe outro problema: ao subir do segundo andar para o terceiro, cada vez que aplicar o que sabe, irá surgir outra situação para testar sua confiança e paciência. O que faz a experiência da passagem do segundo andar para o terceiro mais desafiadora é o fato de cada degrau entre os dois andares estar coberto por suas experiências. Você deve aprender que: Nesta parte da viagem, a tentação de desistir aparecerá muitas vezes. Você vai querer reclamar, emburrar, voltar atrás... Não desista, pois você já percorreu uma grande parte do caminho, tenha paciência e continue em frente. Nesses momentos seu equipamento parecerá precário, mas tenha certeza de que você chegará lá. E um dia quando você menos esperar, verá a luz. Irá experimentar o esplendor de morar no terceiro andar da casa do Amor. Sentirá paixão por si mesmo e pela vida. Você conseguiu! Ainda que a cura não seja completa, sabe o que fazer, como fazer e por que é necessário manter o amor no centro de tudo. Começará a ensinar as pessoas o que aprendeu, compartilhando suas histórias pessoais sem medo do que possam pensar de você. Perceberá que enquanto estava aprendendo, lembrando e recriando suas idéias a respeito do amor, o amor estava ao seu lado ouvindo-o, observando-o... Vai descobrir que o seu papel na vida é servir ao próximo e, ao mesmo tempo gostar de si mesmo. Muitas pessoas se tornam moradores permanentes do terceiro andar. Isso é perfeitamente aceitável. Você pode morar nesse lugar e nesse estado de consciência durante muito tempo e sentir total satisfação. Mas, um dia irá perceber que existe um andar acima e que a única coisa que precisará fazer para subir é uma ligeira mudança. O sótão da casa do Amor é como a consciência das crianças, que vivem totalmente confiantes, aceitando a si mesmas e aos outros. No sótão, nos comprometemos a mudar nossa consciência para um estado de amor, amor-próprio incondicional. Neste nível de seu desenvolvimento, você limpou tão bem o seu subconsciente, que não importa o que você pense, o amor irá se manifestar. Você estará em boa companhia, terá muito apoio e proteção. Este é o reino do “Espírito”. É a mais alta faculdade da sua mente. Quando você ultrapassa todas as suas questões humanas e chega a este nível de consciência está em companhia dos mestres, dos anjos, dos arcanjos. Você se tornou a “luz do mundo”. Por isso, eu peço calorosamente a você que faça tudo o que estiver ao seu alcance para deixar brilhar a sua luz! Autor: Iyanla Vanzant Comentário da "velha amiga" Yêda Saraiva sobre o texto acima: "A CAPACIDADE DE AMAR A SI PRÓPRIO" Quando nos amamos, de verdade, podemos sofrer a mais dilacerante dor e somos capazes de ter certeza que vai passar, nos agarramos a nós mesmos, vamos ao fundo do poço (coisa que deve ser permitida - não nos deixa mascarar o que sentimos) e ao chegarmos à mais negra e horrível escuridão, se nos amamos, procuramos o processo de subir e ver novamente a luz - que sempre existe para os que não têm medo de sofrer e se amam. Não é egoísmo amar-se mais que tudo - é preservação, de sua integridade física e espiritual. Só pode amar o próximo aquele que se ama, só pode sobreviver à uma grande dor, aquele que tem um bom reservatório de amor a si mesmo. Se não me amo, desisto de tudo ao primeiro embate da vida; se não me valorizo, quem o fará? Não costumo delegar ao outro a responsabilidade de me fazer feliz; eu sou dona de meu caminho, certa ou errada, sou eu quem traça as rotas de minha vida. Quando tenho uma grande dor, deixo a minha alma entrar de cabeça na luta, sem me preocupar se vou ganhar ou perder - o que me impulsiona é a vontade e a disposição de viver. Deixo-me dilacerar até o mais fundo do meu ser, pois sei que o amor que tenho por mim, por minha vida, me dará forças para fazer os curativos. Não faço de conta que não estou sofrendo - só que encaro o sofrimento de frente, sem subterfúgios. Não costumo culpar a ninguém pelos meus insucessos; a culpa na maioria das vezes não é nem minha, é a vida que nos prepara armadilhas; e como um caçador na floresta, é preciso estar atento e preparado para o inesperado. Precisamos entender que todas as experiências, todos os relacionamentos, todos os lutos são necessários para o nosso crescimento. Devemos deixar de ter um comportamento de meros espectadores da vida e atuarmos como o artista principal - o verdadeiro protagonista de sua própria vida. Não é fácil, pois cada etapa é como um ensaio de uma peça difícil de ser encenada e que não sabemos o final - é preciso suor e sangue, mas nunca desistir de SER FELIZ. Precisamos ter a certeza de que tudo passa,e que só o amor por nós é capaz de nos levar em frente. Autora: Yêda Saraiva Autor: Iyanla Vanzant |
Qual
a sua opinião sobre esta matéria?
Envie suas críticas
e sugestões.
Clique
aqui
Deseja
enviar esta página para um
"Velho Amigo"?
Clique Aqui
<< Clique Aqui para voltar