MEIO AMBIENTE

MENOS 12 MIL KM DE VEGETAÇÃO
Autora: Luana Lourenço
Enviado por: Agência Brasil

CAMPANHA 2010 - TOME UMA ATITUDE!
Fonte: Planeta Voluntários
Enviado por: Daniely Tomazzine

O FUNDO DA FOLIA
Autor: Bernardo Mussi
Enviado por: Walbert Soares

POR QUE ESTAMOS ARRUINANDO NOSSO PRÓPRIO PLANETA?
Autor: Henrique Pacini


TOME UMA ATITUDE!

Você sabia que...

- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;

- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...

- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.

- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...

- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?

- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;

- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200.

- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.

- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.

- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...

Você Sabia?

- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;

- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.

- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;

- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.

Você Sabia?

- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.

- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.

- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.

Você Sabia?

- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...

- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;

- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.

- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos. ...

Agora você já sabe. E vai ficar aí parado? Tome uma atitude. Milhões de pessoas em pobreza extrema precisam da sua ajuda!

Fonte: Planeta Voluntários - Uma rede social por um mundo melhor. "O que fazemos por nós mesmos morre conosco, o que fazemos pelos outros permanece e é eterno." www.planetavoluntarios.com.br


Menos 12 mil quilômetros quadrados de vegetação em seis anos

Entre 2002 e 2008, o Pantanal perdeu 12,4 mil quilômetros quadrados (km²) de vegetação. O desmatamento avança mais na área de planalto do bioma e é menos intensivo na planície. Estudo apresentado nesta semana mostra que 86,6% da vegetação da planície está preservada, mas só restam 41,8% de cobertura original no planalto.

A pecuária é o principal vetor do desmatamento no Pantanal, de acordo com o levantamento. A conversão de vegetação em pastagens é responsável por 11,1% do uso da terra na área de planície e 43,5% no planalto. A agricultura ocupa 0,3% da região de planície do bioma e 9,9% do planalto.

O estudo, feito em parceria entre as organizações não governamentais WWF, Conservação Internacional, SOS Pantanal, SOS Mata Atlântica, a Fundação Avina e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), comparou imagens de satélites com visitas de campo pela região.

A diferença entre a devastação no planalto e na planície reflete diferenças nas forma de ocupação do bioma. De acordo com o levantamento, o planalto é fortemente ocupado pela agricultura e pela pecuária. Na planície, a pecuária mais extensiva pressiona menos a abertura de novas áreas.

Apesar do crescimento do desmate verificado no período, a situação do Pantanal ainda é melhor que a de outros biomas do país. A Amazônia registra taxa anual de desmate de cerca de 7 mil km² e o Cerrado já perdeu metade de sua cobertura vegetal original.

Autora: Luana Lourenço
Enviado por: Agência Brasil


A esperança tem duas filhas lindas: a INDIGNAÇÃO e a CORAGEM; a INDIGNAÇÃO nos ensina a não aceitar as coisas como estão; e a CORAGEM, a mudá-las.
(Aurélio Agostinho)

Este é um daqueles alertas que deveriam realmente circular pela internet, com o objetivo de educar e conscientizar todos aqueles que ainda acham que preservar e cuidar do meio ambiente seja frescura ou coisa de quem não tem o que fazer.

Está mais do que na hora de uma ação, seja solitária ou em grupo, como no exemplo dos quatro que tiveram a iniciativa de agir em grupo, em detrimento dos órgãos públicos que, historicamente, quase sempre nunca agem.
E não se iludam, porque esta não é uma situação localizada. Fatos como este estão acontecendo em toda parte, a todo instante e em todos os níveis.

Leiam o texto e vejam as fotos!

Atenciosamente,
Walbert Soares

O FUNDO DA FOLIA

Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra, para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.

Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal, provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.

Da superfície, o visual parecia com as imagens aéreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro, numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.

Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia, na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para que fizesse uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.

Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.

A bem da verdade, estávamos superdesconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.

Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…

Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.

Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.

Pouco antes de o sol se pôr, conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!

Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o Carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.

Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados, como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, superdimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

Aquele lixo submarino é um pequeno sinal desse retrocesso. Pior: patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público, que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.

O Música no Porto e o Espicha Verão não têm trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos são um grande pé na bunda do turista de qualidade.

É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro.

Naquele final de tarde acabamos contemplando um pôr do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.

Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.

O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente, e ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!

Enfim, segue uma frase para reflexão:

Todo mundo está pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se pensará em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho - Global Garbage Brasil
Fotos do Espicha Verão: Manuela Cavadas e Luciano da Matta / Agência A Tarde
Autora do texto: Bernardo Mussi - Biólogo
Enviado por: Walbert Soares


POR QUE ESTAMOS ARRUINANDO NOSSO PRÓPRIO PLANETA?

"O que me assusta não é o grito
dos violentos, mas o silêncio dos bons"
(Benjamin Franklin)

Porque estamos emitindo gases causadores de efeito estufa, se o efeito final de fazê-lo é tão prejudicial ao nosso bem-estar?

Emissões de gases causadores de efeito estufa são um fenômeno natural na história do planeta. Esses gases fazem com que a atmosfera retenha mais calor e com isso elevam-se as temperaturas. A emissão de gases e o aumento nas temperaturas foram fundamentais para o estabelecimento das condições necessárias para a formação e manutenção da vida. Quando os primeiros assentamentos humanos surgiram, as chamadas emissões antropogênicas (causadas pela atividade humana) começaram a subir, principalmente devido ao consumo de energia, alterando os padrões normais de carbono na biosfera. Segundo indícios hoje existentes, após a revolução industrial, as emissões causadas pelo homem cresceram exponencialmente, alterando na prática os padrões de aquecimento e esfriamento do clima.

Mas por que isso é causa para preocupação? Existem duas dimensões a serem consideradas. De um lado, a mais visível consequência do aquecimento global é o potencial de afetar a humanidade tanto economicamente como socialmente, através do comprometimento de nossa base de recursos e tornando regiões inabitáveis. É importante lembrar que grande parte das cidades no mundo está localizada próxima a fontes de água, como grandes rios e oceanos. Em uma visão simplista, temperaturas mais altas podem causar um aumento no nível dos mares e na aridez, o que afetaria diretamente centros populacionais e os recursos hídricos associados a estes. Isso muito provavelmente causaria profundos distúrbios sociais, resultando finalmente em perdas de vida por doenças, fome e guerras.

Por outro lado, a emissão de gases de efeito estufa é parte integral da atividade econômica contemporânea. A utilização de combustíveis fósseis e o desmatamento estão literalmente movendo nosso mundo. O economista inglês Nicholas Stern produziu um estudo em 2006, em meio a outros similares, em que foi apresentado uma estimativa dos prováveis custos que serão causados pela mudança climática. Segundo Stern, o preço a ser pago pela mudança climática irá superar quaisquer benefícios de se continuar com as emissões como ocorrem hoje. Do ponto de vista da sociedade, podemos nos perguntar: se é obvio que a trajetória não é vantajosa, por que então estamos emitindo gases de efeito estufa? Para entender essa aparente contradição, vejamos os três principais problemas que devem ser resolvidos.

Primeiramente, o conceito econômico conhecido como “dilema dos prisioneiros” está na essência do problema, pelo menos se acreditarmos que os indivíduos sejam auto-interessados. O dilema dos prisioneiros é uma situação em que, independente de a outra pessoa se comportar “bem” ou “mal” em relação a mim, eu sempre ganho se me comportar “mal”. Isso dá incentivo para que todos se comportem mal e o resultado final é uma situação de perda generalizada. Dado que os danos causados pelas minhas emissões pessoais são diluidos entre bilhões de pessoas, enquanto os benefícios de minhas emissões são apropriados somente por mim, não faz sentido para mim parar de emitir. Isso continua a valer independemente do resto do mundo decidir continuar emitindo ou resolver parar. Infelizmente, essa lógica funciona tanto para o nível individual, como para o nível nacional, em que cada país ganha com suas próprias emissões mas perde devido a emissões de outros países. Isso arrasta a humanidade para um jogo “bom para um, ruim para todos”, em que todos perdem no final.

O mundo já viu cooperação internacional em larga escala antes. A expansão marítima, o desenvolvimento da infraestrutura da internet, o projeto genoma, todos esses exemplos envolveram uma grande parcela de cooperação, principalmente porque países individuais não possuíam todos os recursos (conhecimento e capital) para realizar esses empreendimentos sozinhos. Esses exemplos históricos ilustram casos em que o risco para nações individuais foi reduzido e, talvez mais importante, são casos de cooperação em que o objetivo foi repartir ganhos políticos e econômicos. Com a questão do clima, ao menos nas próximas décadas, as dificuldades residem no fato das nações terem que cooperar para dividir perdas. Além disso, com o problema da mudança climática comparado com os outros exemplos, os ganhos de meus investimentos em mitigação são apenas parcialmente revertidos para mim.

Há circunstâncias em que a lógica do dilema dos prisioneiros pode ser evitada e o principal caso é quando a situação se repete várias vezes (em teoria, infinitas vezes). Nesse caso os ganhos obtidos por meio de um acordo de não-emissões podem ser materializados caso todos os indivíduos/países antecipem que os seus ganhos, por meio de um acordo, superem os custos individuais. Infelizmente existe um segundo obstáculo para que isso funcione. Já que estamos falando de nações soberanas, qualquer acordo é somente sólido enquanto os países pensarem que estão ganhando. Portanto, se um país julgar que no curto prazo os ganhos de não obedecer o acordo superam os custos de longo prazo de eventuais punições ou fracasso do acordo, a cooperação não se manterá. Por isso, a noção subjetiva de preferência temporal de cada país, ou, em outras palavras, o quão impacientes eles são, tem que ser tal que eles valorizem os ganhos futuros suficientemente (relativo aos ganhos hoje). Esse tipo de valoração de futuras gerações é portanto o segundo obstáculo a ser vencido.

Além dos dois problemas mencionados, há um terceiro: os que emitem mais hoje (Estados Unidos, Europa, Russia, China) não são os que serão atingidos de maneira mais severa amanhã (África, Sul do Pacífico, Sul da Ásia). Portanto também existe um aspecto geográfico norte-sul, onde os países ricos têm que se preocupar suficientemente com o que ocorre nos países pobres. Isso poderia ocorrer tanto via solidariedade ou, de forma mais crível, devido a efeitos indiretos caso redução de mercados, guerras ou fluxos migratórios sensibilizem os países ricos.

Esses três fatores - o dilema dos prisioneiros, impaciência e a desproporção entre causadores e vítimas, diríamos, são os principais motivos que promovem a falta de interesse em se fazer algo contra o problema. Isso está baseado na suposição de que a maior parte das pessoas e países são auto-interessados, mesmo que parcialmente, e dessa forma não cooperam no que seria uma solução igualitárias a nível nacional ou internacional.

Agora, claro, mesmo se a vontade para se fazer algo estivesse presente, o problema não seria de simples resolução. Atividades como o uso de combustíveis fósseis, consumo de carne e deflorestamento são partes fundamentais em todos os sistemas socioeconômicos presentes no mundo hoje. Resolvidos o problemas anteriores, nós precisamos mudar nosso sistema ou a maneira como agimos dentro dele. Mas para um bom começo, vamos torcer para que os participantes em Copenhague consigam dar um passo na direção contrária à lógica negativa aqui apresentada.

Autor: Henrique Pacini - é estudante PHD do Royal Institute of Technology de Estocolmo.
Em colaboração com Daniel Spiro - é estudante PhD da Student Stockholm University

Webdesigner: Netty Macedo
Correção e revisão: Anna Eliza Fürich

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