MEIO AMBIENTE

"LA NIÑA" EXPLICA INUNDAÇÕES EM VÁRIOS PAÍSES DO MUNDO

A HISTÓRIA DOS ELETRÔNICOS

QUE BELO HORTO PARA PLANTAR FAVELA

TAMPINHAS DE GARRAFA PARA FECHAR SAQUINHOS

SUBSTITUINDO A SACOLA PLÁSTICA NA LIXEIRA

POR FAVOR, NO LIXO NÃO

ENCHE FÁCIL

PROJETO INDIANO DE ENERGIA EÓLICA
ENTRA PARA O MDL

CASA PET


"LA NIÑA" EXPLICA INUNDAÇÕES EM VÁRIOS PAÍSES DO MUNDO

Menos conhecido e menos frequente que o "El Niño", o "La Niña" é um fenômeno natural que resfria as águas do oceano Pacífico...

Menos conhecido e menos frequente que o "El Niño", o "La Niña" é um fenômeno natural que resfria as águas do oceano Pacífico e produz mudanças na dinâmica atmosférica. Assim como o primeiro, também pode impor um padrão distinto de comportamento climático em todo o mundo.

O último episódio do "La Niña" atinge agora seu pico e, segundo estudiosos, pode se estender até o meio deste ano. Seus primeiros efeitos, avaliados como sendo de intensidade moderada a forte, começaram a ser percebidos em meados de 2010.

O fenômeno pode ser o responsável por inundações na Austrália e nas Filipinas, onde dez pessoas morreram desde o início deste mês.

As chuvas torrenciais que mataram centenas de pessoas na Venezuela e na Colômbia, em novembro e dezembro, também são reflexos do "La Niña". A inundação no Paquistão, em agosto do ano passado, encaixa-se nos efeitos do fenômeno.

Naquele país, os reflexos do "La Niña" foram particularmente ruins. Na região, o "La Niña" foi imediatamente seguido pelo "El Niño", que tende a deixar as temperaturas no oceano Índico mais altas que o normal.

O ar mais quente contém mais vapor de água e assim pode produzir mais chuva.

"Os padrões altos de precipitação do "La Niña", aliados ao calor após o "El Niño", ajudam a explicar por que as inundações no Paquistão foram tão devastadoras", diz o especialista Kevin Trenberth, do Centro Americano para Pesquisa Atmosférica.

Mares mais quentes na Austrália também podem explicar a dimensão das atuais inundações.

Devido ao aquecimento das águas, as inundações, em associação ao "El Niño", devem se agravar em breve. E esses não são os únicos danos que o fenômeno pode causar. Nos próximos meses, a corrente "La Niña" pode fazer mais vítimas em outras partes do mundo.

De acordo com um estudo da Cruz Vermelha e do Instituto Internacional de Pesquisas de Clima e Sociedade, chuvas fortes podem ser esperadas no norte da América do Sul e no sudoeste da África nos próximos dois meses.

Em fevereiro de 2000, as enchentes devastadoras em Moçambique, na África, ocorreram exatamente quando o "La Niña" estava próximo do seu pico.

Fonte: Agências de Notícias


A HISTÓRIA DOS ELETRÔNICOS

Eletrônicos não foram feitos para durar. O consumo em massa de gadgets a cada semestre tem uma explicação econômica: é mais barato produzir aparelhos que quebrem com facilidade do que investir em tecnologia mais sustentável e duradoura. Quem mostra isso é Anne Leonard, no vídeo História dos Eletrônicos (disponível apenas em inglês). Esse último filme é uma continuação da série A História das Coisas e foi lançado no dia 9 de novembro.

A produtora-ativista chama esse modo de produção como “feito para se jogar fora”. A nomeclatura é uma sugestão para mostrar como a economia pode se tornar insustentável, seja do modo ecológico da palavra ou do sustento propriamente, pois não há riqueza natural que resista a tanta demanda.

Anne explica que mesmo quando se quer consertar um aparelho eletrônico, é muito mais fácil ir a uma loja e comprar outro novo. As promoções semanais em redes de lojas especializadas são uma prova. Um aparelho de DVD, por exemplo, pode ser encontrado por menos de R$ 50,00 em um saldão de mês.

Na década de 1960, Gordon Moore, engenheiro eletrônico co-fundador da Intel Corporation, constatou que a cada 18 meses a capacidade de processamento dos computadores dobrava, enquanto o custo de produção se mantinha estável. No vídeo, Anne sugere que os donos das grandes corporações de eletrônicos transformaram essa lei econômica em uma lei comercial, na qual os consumidores devem comprar máquinas mais potentes em um período pré-estabelecido.

Tal consumo elevado acaba gerando uma produção em massa causadora de problemas de saúde sociais e ambientais. A ativista lembra que cada gadget é feito a partir de diversos minerais e produtos químicos tóxicos, como PVC, mercúrio e solventes; industrializados em locais de difícil controle ambiental - o que facilita a propagação de doenças entre os funcionários.

Estudo comprova problemas de saúde

A produtora mostra um estudo realizado pela IBM no qual a empresa revelou que mulheres que trabalham diretamente na montagem de computadores têm 40% a mais de chance de sofrerem abortos, enquanto a probabilidade de sofrer de leucemia, câncer de cérebro e de estômago também cresce em todos os indivíduos. Além disso, todo esse material tóxico envolvido nos produtos afetam também as pessoas que os usam.

Após a aula de como funciona a indústria eletrônica, Anne propõe um novo modelo de produção no qual a própria indústria lide com o lixo que ela originou e invista mais em tecnologias limpas e duradouras. Essa política incentivaria a responsabilidade social como parte da estratégia de produção, logística, fornecimento e venda de cada empresa.

Fonte: mercadoetico.terra.com.br
Autora: Anne Leonard


QUE BELO HORTO PARA PLANTAR FAVELA

(Marcos Sá Correa)

Veterano de lutas contra o patrimônio público no Rio, o deputado Edson Santos (PT) presenteou a cidade nessa antevéspera de Natal com um texto irrefutável. Não dá para refutá-lo porque cada palavra do texto colide com a seguinte, o que é admirável mesmo em numa época na qual os políticos brasileiros conquistaram a prerrogativa de dizer qualquer coisa.

A primeira frase de Edson Santos vai diretamente ao ponto final. Ela declara que "é perfeitamente possível conciliar a permanência dos moradores do Horto Florestal com a expansão da área de visitação do Parque Jardim Botânico, também conhecida como arboreto". Pode-se parar por aí. Para começo de conversa, ele junta "moradores" com "Horto Florestal", como se não houvesse o menor atrito entre essas palavras.

E o pior é que, até aí, tudo bem. O oxímoro retrata a realidade, porque a realidade ali é absurda. Aquilo se chama Horto porque abrigou até meados do século passado talhões de mudas para reflorestamento. Eles constam de mapas do Ministério da Agricultura até meados da década de 1940. Suas alamedas tinham nomes de árvores.

Era, então, um Horto ao pé da letra. A cidade o perdeu. Ele foi surrupiado por administrações pródigas e funcionários espertos; depois, por descendentes e colaterais de funcionários espertos; enfim por amigos e locatários de funcionários espertos. Qualquer um aproveitou a bagunça para se aboletar no jardim.

O Jardim Botânico sequer fez a conta das casas que semeava. Seu número ainda varia entre 550 e 621. Há entre elas residências funcionais que guardam os traços da arquitetura oficial. E também biroscas, garagens, oficinas e puxadinhos para acomodar famílias que procriam, parentes que chegam de longe e carros que não param de se multiplicar.

Favelizou-se, portanto, um jardim bicentenário do Rio de Janeiro. Com pretextos tão frágeis que bastou a teimosia de um procurador para desmontá-los. Ele se chama Luiz Cláudio Pereira Leivas. Disparou sobre cada imóvel do Jardim Botânico um petardo jurídico de longo alcance e mira telescópica. Seus processos tramitaram sozinhos por quase duas décadas, sem que qualquer diretor do Jardim Botânico movesse um dedo para empurrá-los. Vingaram pela força de seus próprios argumentos. E as sentenças para reintegração da posse começaram a despontar em série, uma a uma, nas mais altas instâncias judiciais.

Aí, com o caso julgado, a Secretaria do Patrimônio da União resolveu descumprir as sentenças. O deputado Edson Santos, recém-desembarcado do governo federal, onde foi ministro da Integração Racial, defende essa nova, militante e omissa SPU contra o tradicional Serviço do Patrimônio da União. Ele aprecia invasões. Elege-se em parte com o apoio delas. Defende-as por princípio e por afinidade política. Apoia até a invasão que desfigurou na zona oeste a Colônia Juliano Moreira. Nela, só restam sintomas de sanidade ambiental e administrativa no pavilhão dos dementes. O resto, a loucura fundiária e urbanística do Rio de Janeiro contagiou.

Isso faz do deputado Edson Santos um especialista no assunto? Quem dera. A especialização é artigo em baixa na política brasileira. Ao advogar a invasão do Horto, ele errou feio. Definiu de cara o arboreto como "área de visitação do Parque Jardim Botânico". Ainda nem percebeu que o arboreto é, oficialmente, o laboratório a céu aberto de um instituto de pesquisas chamado Jardim Botânico do Rio de Janeiro, cuja Escola Nacional de Botânica Tropical está, por sinal, separada dos laboratórios e bibliotecas pela favela do tal "Parque Jardim Botânico". Isso só ele sabe o que é e onde fica.

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autor: Marcos Sá Correa


TAMPINHAS DE GARRAFA PARA FECHAR SAQUINHOS

Minha casa produz uma grande quantidade de lixo reciclável, principalmente por conta das garrafinhas de água com gás, consumidas pelo marido que é v.i.c.i.a.d.o nelas. Eu coloco-as sempre para reciclagem, claro, mas aí recebi um e-mail da leitora Luiza Conti com uma ideia pra lá de boa, olha só...

Aproveitar as tampas de garrafas plásticas para fechar saquinhos de mantimentos na despensa. Não é genial?)

A princípio achei que só iria funcionar com os saquinhos mais finos, daqueles que a gente tem em casa, geralmente em rolos e que são usados para congelamentos e etc. Mas testei com as próprias embalagens e, apesar de ficar um pouco mais difícil pra fechar, ainda assim funciona perfeitamente - e você não gasta saquinho e ainda mantêm as informações que precisa da embalagem, como a data de vencimento por exemplo.

SUBSTITUINDO A SACOLA PLÁSTICA NA LIXEIRA

Dia desses, quando recusei a sacolinha plástica numa loja, ouvi da moça do caixa: mas como você faz com o seu lixo? Não foi a primeira vez que me perguntaram isso. A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas é a embalagem do lixo.

Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo? Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí.

Veja: Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, mantendo a base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!

Que tal?

Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Enviado por: Analuiza Paiva


POR FAVOR, NO LIXO NÃO

(Marco Clivati*)

No auge dos meus 9 anos, as pilhas eram minha garantia de diversão nas tardes pós-colégio. Meus carrinhos de controle remoto - pelo menos aqueles que sobreviviam às minhas chaves de fenda - eram campeões de consumo de pilhas e baterias. Lembro até hoje do meu xodó: uma pick-up Colossus da Estrela. Para garantir a diversão eram necessárias cinco pilhas grandes para o carrinho, duas pilhas pequenas para alimentar os faróis e mais seis pilhas pequenas para o controle remoto.

Para a minha tristeza, as treze pilhas não duravam muito. A tração 4×4 do Colussus consumia mais do que “Opalão” 6 cilindros! Depois de dessecá-las, ainda tinha a esperança de uma sobrevida colocando as pilhas dentro do congelador. Mas o resultado nunca foi muito animador. Depois de dois dias na geladeira, o máximo que conseguia era alguns poucos segundos de diversão adicional. Acabada qualquer esperança de que as pilhas pudessem fazer o motor do Colossus “roncar”, o destino final das pilhas era o mais cruel de todos: a lata do lixo.

Nessa época do divertidíssimo carrinho de controle remoto, não tinha consciência de que uma única pilha pequena pudesse contaminar cerca de 20 mil litros de água! Também não sabia que para ser dizimada na natureza, uma pilha levava de 100 a 500 anos! Hoje, já não sou mais um devorador de pilhas como antigamente. E, além de reciclar o lixo de casa, as poucas pilhas que utilizo não vão mais parar na lata do lixo.

Há uns bons anos, seja em casa ou aqui na redação, vou juntando as minhas pilhas e a de colegas e depois as encaminho para um dos postos de coleta do Programa Papa-Pilhas. Criado pelo Banco Real em dezembro de 2006, o Papa-Pilhas é um belo exemplo de iniciativa privada em prol do meio ambiente. Com mais de 2 mil postos de coletas no território nacional, só em 2009, o Programa evitou que 155,5 toneladas de pilhas, baterias e recarregadores de celulares fossem parar no lixo.

Apesar de o Programa crescer a cada ano - em 2009, a quantidade de material coletado foi 22% maior do que em 2008 -, a quantidade de pilhas resgatadas pelo Papa-Pilhas não faz nem “cócegas” no montante de pilhas que é consumido no País. Segundo dados da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), cerca de 1,2 bilhão de pilhas comuns e alcalinas são comercializadas anualmente no Brasil. Depois do Papa-Pilhas, uma serie de outros programas começaram a surgir ao redor do País. Com 2 toneladas recolhidas em 2009, o programa Cata-Pilha, implantado pelos Correios, no Estado de Minas Gerais, é outro exemplo. Hoje, são cerca de 200 agências dos Correios com coletores.

A Porto Seguro é outra empresa que vem investindo em campanhas de cunho socioambiental. Ao todo, na cidade de São Paulo, são 36 oficinas credenciadas onde você pode descartar suas pilhas e baterias para que possam ser encaminhadas para reciclagem.

Já no caso das baterias e aparelhos celulares antigos, outra opção são as centenas de lojas das operadoras de telefonia móvel que atuam no Brasil. Para alegria dos consumidores conscientes e do meio ambiente, uma mudança significativa nesse universo das pilhas deve acontecer até o final de 2010.

Segundo a resolução nº 401 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) - uma atualização da resolução nº257 de 1999 -, fabricantes e importadores de pilhas e baterias serão responsáveis pela reciclagem ou descarte definitivo das pilhas e baterias. De acordo com a nova resolução, até novembro de 2010, os locais de venda terão que oferecer postos de coleta para receber o material descartado. Exemplo gringo Nos EUA e Canadá, o Call2Recycle (www.call2recycle.org) é um bom exemplo de sucesso quando o assunto é reciclagem de pilhas.

Criado em 1996, o Programa conta com a parceria de mais de 350 fabricantes e lojas e já soma mais de 30 mil coletores de pilhas espalhados pela América do Norte. Desde a sua criação, o Programa já recolheu e reciclou 27,7 mil toneladas de pilhas recarregáveis. Só em 2008, foram 3,1 mil toneladas.

Com campanhas educativas veiculadas na TV e em diversas outras mídias, o Call2Recycle vem conquistando adeptos a cada ano. De acordo com a entidade, em 2007, apenas 8% dos norte-americanos reciclavam suas pilhas. Já em 2009, o número saltou para 37%. E, desse total, 91% disseram que o fazem por acreditarem que essa prática trará impactos positivos para o futuro de suas crianças. Por mais ineficiente que sejam as leis e as iniciativas de coleta e reciclagem no Brasil, evitar que as pilhas acabem indo parar nos aterros sanitários deveria ser obrigação de todos: consumidores, fabricantes, comerciantes e governo. Seja da mais boazinha até a mais perversa, pilhas comuns, alcalinas, de mercúrio, lítio ou níquel-cádmio não deveriam e não devem nunca ser jogadas no lixo comum.

Com poucas iniciativas de âmbito nacional como o Papa-Pilhas e a total carência de campanhas educativas, as pilhas continuam tendo o destino mais cruel de todos. As pilhas que garantem a diversão de hoje serão o pesadelo do amanhã. O grito de socorro do nosso majestoso planeta azul está com os decibéis nas alturas!

*Marco Clivati é Engenheiro Eletrônico
e Editor da Revista VídeoSom
(Enviado por Mercado Ético)



ENCHE FÁCIL

Enche Fácil foi criado devido à necessidade de embalar alimentos como: feijão, pipoca, arroz, sementes em geral de uma safra para outra. Uma das melhores maneiras encontradas, simples e barata é a utilização de garrafas pet, para proteger de insetos e roedores de qualquer natureza como: carrunchos, baratas, ratos formigas e outros. Enche Fácil é a única peça que une gargalos de garrafa pet no mundo!

UTILIDADES:
Transferir e armazenar alimentos e outros em garrafas pet.
Transferir todo e qualquer tipo de líquidos em garrafas pet. "A reutilização da garrafa pet é de grande benefício para a preservação do meio ambiente." "Para o reaproveitamento da garrafa pet é importantíssimo a limpeza da garrafa e sem umidade."

Lista de utilidades: Cereais, geléias, mel, melado, banha, líquidos, ração, pregos, parafusos, azeite saturado, etc...

Obs.: para facilitar a passagem de mel, geléia, melado, banha é aconselhável utilizar um canudinho para a saída do ar.


PROJETO INDIANO DE ENERGIA EÓLICA
ENTRA PARA O MDL

(Fernanda B. Muller)

O projeto de uma fazenda eólica de 50 MW da Tata Power, braço da gigante indiana do setor de energia Tata Group, foi aceito e está em processo de validação no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), anunciou a empresa.

Cerca de 85 mil Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) devem ser geradas anualmente com o projeto chamado Khandke, que é o maior entre os 50 projetos eólicos registrados sob o MDL nos últimos dois anos.

Em outro anúncio esta semana, a empresa japonesa Kansai Electric Power Co confirmou a compra de 500 mil toneladas em RCEs até o final de 2012 provenientes de dois projetos de hidroelétricas no norte do Vietnam.

Já a Camco International, uma das maiores empresas de desenvolvimento de projetos de MDL, declarou que teve 4,3 milhões de RCEs expedidas na primeira metade de 2010, quase o dobro em comparação com as 2,3 milhões de toneladas na segunda metade de 2009.

"Mudanças no procedimento de expedição e registro no Comitê Executivo das Nações Unidas devem melhorar o período de entrega a longo prazo, porém, a curto prazo os desenvolvedores estão experimentando atrasos com a implementação das mudanças, o que pode impactar nas projeções totais de expedição", concluiu a empresa.

Autor: Fernanda B. Muller
(CarbonoBrasil)

CASAS ECOLOGICAMENTE CORRETAS

PROGRAMA MINHA GARRAFA, MINHA CASA

SABE AQUELA GARRAFA PET?! POIS É!

Resolver impasses ambientais como os causados por produtos como este. O polietileno tereftalato -resina termoplástica que compõe o pet- pode ser reciclado e empregado em diferentes funções, como, por exemplo, a fabricação de cadeiras, tijolos, blocos, tapetes, linhas, cordas, vassouras, escovas de dente e até travesseiros.

Sempre que uma nova utilidade é encontrada para o pet, o meio ambiente agradece, afinal o mundo produz em torno de 7 milhões de toneladas ao ano desse plástico cuja expectativa é de 400 anos para se degradar em aterros sanitários.

Muitas também são as tentativas de utilização do material na construção civil e até hoje não tinha visto uma aplicação tão bem sucedida como esta casa das fotos, totalmente construída com garrafas Pet, terra, areia e um pouco de cimento.










Como é a temperatura em uma casa feita com garrafas PET?
Em geral pode-se dizer que é um desenho bioclimático, o que significa que quando
estiver frio lá fora, dentro será quente e vice-versa.

Quanto custa construir uma casa com garrafas PET em relação à construção convencional?
Normalmente podemos dizer que o custo baixa entre 40% e 60 %, com respeito ao preço da construção tradicional, dependendo do tipo de obra que estamos construindo.

Que tipo de garrafas podem ser usadas?
Em geral pode-se usar todo tipo de garrafas plásticas. O único segredo é ter a quantidade suficiente para terminar a obra. Podem ser usadas diferentes garrafas em uma obra, mas não devem ser misturadas na mesma parede.

Como construímos as colunas e qual a proporção
da mistura?

Nas colunas podem ser usadas garrafas de 500 ou 600 ml,
formando um círculo de 11 garrafas. No centro amarramos
entrelaçadamente os gargalos com sisal ou nylon.
A mistura pode ter uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia
e meia de cal), mas muitos projetos mais simples usam
somente barro para construir as paredes e colunas.

Como se amarram as garrafas em uma parede?
Usa-se sisal ou fios de nylon, normalmente utilizado na
agricultura. Devemos amarrar cada garrafa entre si como
se fosse uma rede, tanto nos gargalos quanto na base da
garrafa . A base é entrelaçada dando uma volta com o laço
quando a colocamos. Nos gargalos, igualmente, damos uma volta de modo a entrelaçar umas com as outras em uma forma losangular.

Qual a proporção da mistura das paredes?
Nas paredes são usadas normalmente uma mistura de terra com calcário/barro, muito similar à argila, onde ainda pode ser acrescentada a palha de arroz. A proporção é de 1:6:1
(1 de cimento, 6 de argila e uma de cal).
Esta mistura com o cal e cimento serve para evitar
problemas em épocas de chuva.

A mistura pode ser ainda a mesma usada para fazer as
colunas, com uma proporção de 1:6:0,5 (1 de cimento, 6 de areia e meia de cal). Para a construção de cabanas pode-se utilizar a mistura com a proporção de até 1:10:0,5 (1 de cimento,
10 de terra e meia de cal).

Como as garrafas são preenchidas?
Usa-se um funil que pode ser feito com o gargalo de uma
garrafa menor. Para enchê-las podem ser utilizados
quaisquer sólidos como terra, areia, palha de arroz ou trigo
e, inclusive, resíduos de compostagem. O importante é que

uanto mais seco é o material, mas fácil se enchem as
garrafas.

Fonte: www.mdig.com.br


CASA PET

A Casa PET é a possibilidade concreta de gerar casas pré-fabricadas através da reciclagem de garrafas plásticas. As paredes da casa são formadas por painéis modulares que incorporam as garrafas plásticas no seu interior, melhorando o desempenho térmico, diminuindo o seu peso e conferindo maior espessura da parede e rigidez ao conjunto. Utiliza garrafas vazias, cujo material é abundante e de grande durabilidade, estimula a coleta seletiva e diminui a sua presença em lixões e aterros sanitários, fator problemático nas grandes cidades.O objetivo é apresentar o desenvolvimento da tecnologia de fabricação de painéis com garrafas de Polímero Termoplástico (PET) recicladas. As paredes da casa são formadas por painéis modulares, que incorporam as garrafas plásticas no seu interior, melhorando o desempenho térmico, diminuindo seu peso, conferindo maior espessura da parede e rigidez ao conjunto. Este processo utiliza as garrafas plásticas vazias, cujo material é abundante e de grande durabilidade, atuando como elemento estimulador para a coleta seletiva, contribuindo para reduzir sua presença em lixões e aterros sanitários e, desta forma, diminuindo o impacto ambiental nas grandes cidades.


Fig. 1 - Colocação das garrafas no molde                            Fig. 2 - Concretagem dos painéis

O projeto busca proporcionar flexibilidade compositiva à casa, de modo que seja possível sua montagem com elementos pré-fabricados e também permitindo sua ampliação futura, sem necessidade de desocupação da casa.

Para a fabricação do painel parede com garrafas plásticasé necessária a combinação de unidades de garrafa, para obter o formato e as dimensões finais projetadas. A fabricação do molde pode ser executada com diversos materiais e a classificação, corte, limpeza e preparo das garrafas plásticas podem ser realizados por uma pessoa devidamente treinada.

Fig. 3 - Colocação de tubos e eletrodutos          Fig. 4 - Possibilidade de execução de painel curvo

A fabricação dos painéis de paredes portantes é feita em moldes de madeira, fibra de vidro ou chapa de aço, dependendo da escala de produção. Os painéis são formados por colunas verticais com garrafas PET, cortadas e encaixadas, reforçadas com treliça de aço plana em seu perímetro e revestidas nas duas faces com argamassa de cimento e areia. A cobertura também pode ser fabricada com painéis planos ou curvos, executados com o mesmo sistema construtivo. Neste trabalho buscou-se a racionalização do projeto de habitação térrea para a construção de um protótipo embrião de 39m², tendo dois dormitórios e com possibilidade de ampliações utilizando o mesmo sistema construtivo sem a retirada dos moradores.

Para a caracterização da resistência e comportamento em serviço do sistema, foram fabricados seis painéis com garrafas plásticas. Os ensaios foram realizados no Laboratório de Estruturas do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, sendo eles: enasios de impacto de corpo duro e corpo mole, e ensaios de ruptura à compressão dos painéis em posição vertical.

Fig. 5 - Desmoldagem dos painéis                    Fig. 6 - Realização de ensaio de compressão

Os resultados demonstraram uma adequação do sistema construtivo para a construção de uma edificação térrea em função de sua capacidade portante e da resistência satisfatória do impacto de corpo mole.

Fonte: Laboratório de Sistemas Construtivos -
LABSISCO Campus universitário - Trindade/
Florianópolis / Santa Catarina

Webdesigner: Lika Dutra
Correção e revisão: Anna Eliza Fürich

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