MARCOS CESAR PONTES
Um brasileiro conquista o espaço

(Gustavo Klein entrevistou Marcos César Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, um ano antes dele concretizar o seu sonho de menino)

Ele realizou o sonho de infância de muita gente: o paulista Marcos César Pontes, 43 anos, tenente-coronel da Força Aérea Brasileira, é o primeiro astronauta brasileiro, trabalha na Nasa, participa do projeto da construção da Estação Espacial Internacional que envolve 16 países e, no ano que vem, irá pela primeira vez ao espaço, a bordo da espaçonave russa Soyuz. Na entrevista a seguir, Pontes fala sobre sua trajetória, turismo espacial e até sobre procura de vida extraterrestre.

Klein: Você não vem de uma família rica e mesmo assim se tornou o primeiro astronauta vindo de um país do Hemisfério Sul. Como conseguiu direcionar sua formação para esse objetivo?

Pontes: É, minha família era realmente humilde. Meu pai era servente do Instituto Brasileiro do Café e minha mãe, escriturária da Rede Ferroviária Nacional. Eu não teria condições financeiras de pagar uma boa escola.
O que eu fiz? Entrei para o Senai, que considero um serviço fantástico, e por meio dele consegui um trabalho como aprendiz de eletricista. Com esse salariozinho que ganhava, pagava um curso de técnico em eletrônica, à noite.

Klein: E a vida de militar, surgiu como?

Pontes: Em 1980, me inscrevi para os exames de seleção da Academia da Força Aérea (AFA). Não podia pagar o colégio e o curso preparatório e, para estudar, contei com a ajuda de muitos professores do colégio, que me emprestaram livros. Os exames foram difíceis, mas consegui passar em segundo lugar em todo o país. Entrei na AFA em 1981 e recebi meu brevê de piloto e a espada de oficial da Força Aérea em 1984. Aí, então, me tornei piloto de caça. Depois, em 1989, fui aprovado no processo seletivo do curso de Engenharia Aeronáutica do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e, em 1996, seguindo ainda a área acadêmica, me mudei com minha esposa e meu filho para Monterey, na Califórnia, para fazer Mestrado em Sistemas de Engenharia.
Foi preciso muita persistência, mas eu não acho que tenha nada de extraordinário, sou uma pessoa como qualquer outra. Acho que essa é a grande lição que posso passar para os jovens: acreditar e investir em si mesmo, sonhando e traçando um objetivo para o futuro é fundamental.

Klein: Ser astronauta é um sonho de infância comum. É o seu caso?

Pontes: Meu primeiro sonho era ser piloto da Força Aérea. Sou de Bauru e ia de bicicleta até um aeroporto próximo só pra ficar vendo os aviões decolando e pousando. Adorava também ver os aviões da Esquadrilha da Fumaça. E a motivação foi essa, de ser piloto.

Klein: A conquista da Lua tem uma mística muito forte no imaginário popular. Você sonha em ir até lá?

Pontes: Eu tinha seis anos quando Neil Armstrong chegou à Lua e meu irmão, que é mais velho do que eu e estava assistindo
a tudo pela tevê junto comigo, conta que quando apareceu aquela cena, minha reação foi dizer que aquilo tudo era mentira (risos). Depois, quando fui convencido de que era verdade, me saí com a seguinte frase: "se ele chegou lá, um dia eu também vou chegar".

Klein: Ainda na Lua: depois da corrida para chegar lá, na década de 60, nosso satélite natural foi um pouco abandonado, há quase 30 anos que ninguém vai até lá. Há planos da Nasa de voltar a explorar a Lua?

Pontes: Há, sim. Existe um plano de ação da Nasa, completo, para o retorno à Lua, e para muito breve, no máximo 10 anos.
É uma prioridade, junto com a exploração de Marte. Acaba de assumir um novo administrador da Nasa e, em seu discurso inicial, ele destacou a volta à Lua como uma determinação expressa do presidente dos Estados Unidos. Nela será construída uma base de estudos para vôos de longa duração, como uma missão tripulada para Marte.

Klein: E como você foi chamado para participar da seleção?

Pontes: Absolutamente por acaso. E não fui chamado: na época eu ainda estava fazendo aquele mestrado em Monterey, na Califórnia, e meu irmão me mandou, por e-mail, um recorte de jornal falando da seleção de astronautas aqui no Brasil. Todos aqueles sonhos inconscientes vieram à tona, confesso que já havia dado uma olhada na página da Nasa na Internet para saber se tinha os requisitos para ser um astronauta.

Klein: E tinha?

Pontes: Todos, menos um: ser americano. Quando esse requisito foi retirado, demorei uns trinta segundos para tomar a decisão (risos).

Klein: Quantos candidatos participaram da seleção?

Pontes: Foram 40 de todo o Brasil, dos quais sobraram cinco, que foram fazer a última seleção, uma entrevista lá na Nasa. Como disse no final da entrevista de seleção... "Imagine como está se sentindo aquele garoto aprendiz de eletricista só pelo fato de estar participando dessa seleção!". O anúncio de minha escolha está entre os momentos de minha vida que sou capaz de descrever em todos os detalhes.

Klein: Qualquer pessoa pode se candidatar a astronauta?

Pontes: Existem requisitos ligados à parte acadêmica, por exemplo, é preciso ter formação acadêmica em Exatas ou Biológicas: Medicina, Veterinária, Biologia, Engenharia, Matemática, Física, Química...

Klein: E em termos físicos, como é feita a seleção?

Pontes: Eles fazem um exame completo de saúde. Examinam tudo mesmo, com certa freqüência, o que é muito chato. Além disso, há acompanhamento constante de psicólogos e psiquiatras, para o astronauta e também para a família.

Klein: E aí você chegou à Nasa, em 1998. O treinamento foi individual?

Pontes: Minha turma, a 17ª formada pela Nasa, tem 32 membros. Cada turma tem um brasão próprio. O nosso foi desenhado por mim e uma colega e escolhido em uma votação com
toda a turma. O formato dele lembra um ônibus espacial visto de cima, estilizado. Na parte inferior, as bandeiras de todos os países representados na turma (é a primeira vez que uma bandeira brasileira entra em um símbolo da Nasa). Acima disso, a estação espacial estilizada com o número 17, da nossa turma, ladeada pelas duas prioridades da Nasa no momento, que são Marte e a Lua. As 32 estrelas nas laterais representam os 32 astronautas. A estrela com três faixas abaixo representa a chegada ao espaço (as três faixas são os três motores do ônibus espacial). O mais interessante é que, tempos depois, alguém reparou que o brasão lembra, muito, o manto de Nossa Senhora Aparecida.

Klein: O fato de ser brasileiro, um país visto como de Terceiro Mundo - e que ainda por cima não tem tradição na área - provocou algum tipo de preconceito?

Pontes: Não, muito pelo contrário. O Brasil é um país que não tem nenhum tipo de restrição no exterior. De uma forma geral, brasileiros são bem recebidos em todo o mundo. E na Nasa as relações são muito mais baseadas nas relações pessoais do que no país que representamos. Somos 22 estrangeiros na Nasa e nenhum enfrenta qualquer problema.

Klein: O seu dia-a-dia na Nasa, como é?

Pontes: Meu dia-a-dia é composto de três atividades, basicamente.
O treinamento, bastante diversificado, é composto por atividades de solo (aulas, simuladores, sobrevivência) e em vôo, feitas em aeronaves que simulam ausência de gravidade. A segunda atividade é a técnica, que todo astronauta tem, baseado em seu currículo. No meu caso, como sou engenheiro aeronáutico, trabalho com testes de integração de elementos a serem utilizados na futura estação espacial. Há também a parte administrativa, sou o representante da Agência Espacial Brasileira dentro do programa.

Klein: Essas atividades consomem quanto do seu dia? Há carga horária fixa?

Pontes: Não, normalmente meu dia de trabalho dura por volta de 14 horas.

Klein: E a remuneração, compensa tanto sacrifício?

Pontes: Não recebo salário da Nasa, recebo como militar da Força Aérea Brasileira. Mas, claro, não passo nenhum tipo de necessidade, não sou o tipo de pessoa que precisa ter o carro do ano. De toda forma, não há o que pague a satisfação e a realização que sinto por fazer o que faço.

Klein: São 14 horas trabalhando, outras tantas dormindo. E a família, como fica a relação? Eles moram com você nos Estados Unidos?

Pontes: É, a família fica por lá, moramos em uma casa próxima da sede da Nasa, porque lá não é como uma base militar, que tem alojamentos para os funcionários. É tudo muito complicado, porque além do tempo de trabalho eu viajo muito. O que tento fazer é aproveitar o tempo que tenho, evitar aquela coisa de estar em casa pensando no trabalho. Coloco na minha agenda mental que naquele momento estou em casa e, não importa quem ligue, estou ocupado com meus filhos (Fábio, de 18, e Ana Carolina, de 14) e minha esposa Fátima. A família sempre foi para mim algo
de extrema importância. Acredito ser a estabilidade familiar o primeiro passo fundamental para o crescimento do indivíduo em todos os aspectos.

Klein: Quais são os planos para o futuro?

Pontes: Farei esse vôo com a Rússia no ano que vem e depois terei oportunidade de viajar no ônibus espacial, pelos Estados Unidos. Depois disso quero voltar ao Brasil, quero morar aqui, mas continuar ligado ao projeto espacial brasileiro de alguma forma.

Klein: Há um tempo máximo recomendado para permanência no espaço?

Pontes: Os astronautas da antiga estação espacial soviética MIR chegaram a ficar mais de seis meses, mas isso não é recomendável. Quem passa algum tempo no espaço volta, invariavelmente, sofrendo de uma descalcificação severa, algo muito próximo da osteoporose, da qual se recupera a longo prazo. O problema mais grave é o da radiação. Se nosso trabalho fosse controlado pelos padrões tradicionais, como por exemplo o do Ministério do Trabalho, depois de uma missão espacia, o astronauta teria que se aposentar.

Klein: Não é agradável lembrar de tragédias, mas não dá um certo medo viajar em um ônibus espacial depois do que aconteceu com a Challenger e a Columbia?

Pontes: Medo é uma emoção natural que você tem que ter. Não ter medo, no caso, significa ou que a pessoa não sabe onde está se metendo ou que é louca. Mas o maior receio que tenho não é de ir ao vôo, é justamente de não ir. Sempre utilizei, durante a minha carreira, o medo a meu favor, inclusive quando era piloto militar da Força Aérea Brasileira. É importante usar o estado de alerta provocado pelo medo para aguçar os sentidos e garantir uma melhor performance.

Klein: Na época da explosão da Columbia (2003) você já estava na Nasa. Conhecia algum dos astronautas mortos no acidente?

Pontes: Conhecia todos os sete, alguns muito bem. Estive com o Mike no dia anterior, estava terminando um relatório na minha sala e ele foi até lá. Até brinquei com ele, perguntei se estava preparado e que se ele não quisesse ir eu iria em seu lugar. O ônibus espacial não possui um FDR (flight data recorder, a "caixa preta" como costuma ser chamada) como é comum em aviões comerciais. Não existe razão para tal, pois todos os dados dos sensores instalados no veículo são constantemente transmitidos via telemetria para o controle de solo. Um acidente como o da Columbia causa tristeza pela morte dos amigos, mas quem conhece a atividade sabe que não foi o primeiro e, infelizmente, não será o último.
Grandes conquistas também significam grandes sacrifícios. O jeito é encarar a situação de maneira profissional e continuar, com muita motivação na busca pelo ideal e pelo cumprimento da missão.

Klein: O que é mais importante em uma missão espacial?

Pontes: O espírito de equipe verdadeiro é fundamental. Afinal, sua vida está nas mãos de todos os sete membros, em momentos diversos. Quando você está lá fora da nave,
preso ao braço mecânico, sua vida depende do responsável por operá-lo, por exemplo. Uma boa equipe tem que ter motivação, valores comuns, para formar uma identidade, cada membro da equipe tem que ser confiável. A comunicação entre os elementos do time é fundamental.

Klein: E o que acontece se o cabo que lhe prende à nave se rompe ou solta?

Pontes: A roupa que utilizamos tem, atrás, uma espécie de foguete a base de nitrogênio líquido. Se o cabo se rompe e o astronauta fica flutuando no espaço, ele precisa se virar na direção da nave e acionar esse foguete, que dará um empurrão na direção certa. Se a mira do cidadão estiver ruim e ele passar direto pela nave, ele deve aproveitar bem as oito horas que dura a bateria que sustenta a pressurização da roupa, para ter uma visão única do espaço sideral, porque não vai mais voltar.

Klein: Quais são as perguntas mais comuns que lhe fazem?

Pontes: Por incrível que pareça, todo mundo gosta de saber como é ir ao banheiro no espaço. E é realmente interessante, porque em uma situação de gravidade zero, você flutua, tudo flutua.

Klein: Como fazer?

Pontes: É simples: primeiro, ganchos fixam o astronauta ao vaso sanitário. Que, por não ter água, funciona por sucção. Há um buraco e é preciso acertar bem ali dentro, caso contrário suja o vaso e você mesmo tem que limpar.

Klein: E como acertar o buraco?

Pontes: Simples: há uma câmera dentro
do vaso e uma tela na frente do astronauta, que controla tudo.

Klein: E quando se está em missão fora da nave?

Pontes: Ah, aí a coisa funciona da forma mais básica possível: fraldas. Aliás, a roupa utilizada pelos astronautas é bem complexa, tem até sistema de refrigeração por meio de água gelada, aquecedores elétricos, bote, luzes, comida desidratada, é pressurizada e custa a bagatela, cada uma, de US$ 20 milhões.

Klein: Como estão os preparativos para a missão do ano que vem?

Pontes: Há uma grande expectativa, claro, que vem desde 1998, quando mudei para Huston, no Texas, e iniciei minha preparação e muito mais forte desde 2000, que marca a conclusão da parte essencial do treinamento e fui declarado astronauta pela Nasa. No ano passado, a Agência Espacial Brasileira negociou minha participação em uma missão com o lado russo da Estação Espacial Internacional, que acontecerá em 2006, mas ainda farei uma outra missão, maior, pela própria Nasa.

Klein: É verdade que o senhor levará objetos de uso pessoal de Santos Dumont, considerado o "Pai da Aviação", para a Estação Espacial Internacional?

Pontes: É verdade, vou levar o chapéu e o relógio de pulso de Santos Dumont. Aliás, além do avião, foi ele quem inventou
o relógio de pulso. Será uma excelente oportunidade de, além de homenagear o centenário do vôo do 14-Bis, fazer propaganda dos nossos méritos, como os americanos fazem propaganda dos irmãos Wright.

Klein: Qual é a importância para o Brasil da sua participação na missão?

Pontes: A viagem em si é apenas a ponta do iceberg. Há uma série de benefícios tanto na parte industrial quanto científica, além da educação e até na política. Participar de um programa como o da Estação Espacial Internacional, que envolve 16 países, coloca o Brasil em evidência tecnológica, que permite maior penetração da nossa indústria de tecnologia, especialmente a da área espacial, em outros mercados.
Além disso, nossos cientistas terão oportunidade de colocar experimentos em um ambiente que é difícil de se obter, que é o de microgravidade.

Klein: Você é pioneiro por ser o primeiro astronauta brasileiro. Mas é, também, o único. Isso não incomoda?

Pontes: Incomoda, sim, e esse é um dos meus grandes objetivos pessoais.
Com a continuidade da participação brasileira na estação espacial, isso acontecerá naturalmente, existe essa perspectiva, sim.

Klein: Qual é a chance do estabelecimento de uma indústria espacial competitiva aqui no Brasil?

Pontes: O Brasil tem condições de desenvolver essa indústria. Tanto condições técnicas quanto geográficas. A localização de Alcântara é excelente para o lançamento de foguetes e o programa espacial brasileiro, no sentido institucional - ou seja, da produção de foguetes e satélites nacionais - vai muito bem.

Klein: E o turismo espacial, como indústria, é viável?

Pontes: Por enquanto, isso é sonho, mas tudo o que você realiza depende inicialmente de um sonho. Eu gosto de imaginar que em dez anos será possível a passageiros comerciais voarem ao espaço, verem a Terra de longe e experimentarem a sensação de ausência de gravidade, por meio de empresas de iniciativa privada. Os primeiros passos nesta direção já estão sendo dados. Mas o caminho não será rápido, o desenvolvimento de sistemas de manutenção de vida em ambiente hostil, como é o caso do espaço, necessitam investimentos vultosos e grandes sacrifícios dos pioneiros na área. E é perfeitamente possível construir um foguete desse tipo no Brasil, não podemos ficar para trás nessa história.

Klein: Como seria essa indústria?

Pontes: Semelhante à aviação comercial. Teremos no futuro astronautas civis, funcionários de empresas espaciais privadas. São os turistas espaciais os responsáveis pelo investimento na área e, como resultado, as empresas progridem e há mais empregos para tripulantes espaciais.

Klein: O senhor tem conhecimento de pesquisas da Nasa envolvendo extraterrestres?

Pontes: Não sei. Se existem, não tenho conhecimento, mas tenho consciência de que respondendo assim eu dou margem a dúvidas como "ele está escondendo alguma coisa". Não existe, na Nasa, nenhum treinamento específico sobre o que fazer no caso de toparmos com um extraterrestre no espaço.
O que posso dizer é que, entre os pilares da Nasa, estão a exploração de novos mundos, descobrimentos científicos e a procura de vida extraterrestre. Está em um documento oficial da Nasa e, portanto, é um objetivo efetivo da agência.

Klein: Isso pressupõe que a Nasa acredita que exista vida em outros planetas, não?

Pontes: Claro. Acredita-se, realmente, que exista vida extraterrestre, até porque a possibilidade de que exista é muito maior do que a que não exista. Conhecemos uma parcela tão ínfima do universo! Mas isso não quer dizer que existam homenzinhos verdes, nos anima qualquer possibilidade de quaisquer formas de vida, mesmo as mais ínfimas, que existam ou que tenham existido, seja em Marte ou em qualquer outro lugar. Eu acredito, mas tenho conhecimento de fotos ou de coisas como Roswell ou a Área 51.

Klein: Em um trabalho que exige tanta técnica e frieza, há espaço para a emoção?

Pontes: Sempre há espaço para a emoção, e ela é importante inclusive para uma reação rápida diante de uma situação de emergência. Na hora em que algo dá errado, a primeira reação é a emocional, claro, mas os procedimentos estão tão gravados na nossa mente, como um circuito impresso, que é preciso frieza para fazer o que é preciso sem se deixar contaminar. Mas em um trabalho que dá a chance de ver a circunferência inteira do planeta e confirmar por conta própria que a Terra é azul, é impossível não ter emoções...

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NOTA:
A Estação Espacial Internacional (EEI ou ISS) é uma estrutura espacial de 100 metros de largura por 100 metros de comprimento que pesa 400 toneladas.

Está sendo construída em partes, que são testadas na Nasa, levadas ao espaço pelos ônibus espaciais e acopladas à estrutura já existente. Está em uma órbita em torno da Terra inclinada de 51 graus com relação ao Equador, a uma altitude de 400 km e a velocidade de 28.000 km/h , o que faz com que a espaçonave dê uma volta no Planeta a cada 90 minutos.

Está sendo construída por um consórcio de 16 países: Rússia, Japão, Canadá, França, Alemanha, Itália, Suíça, Inglaterra, Suécia, Dinamarca, Bélgica, Noruega, Holanda, Espanha, Brasil e os Estados Unidos.

Seu principal objetivo será abrigar experimentos científicos e de desenvolvimento de tecnologia. A espaçonave é composta de módulos laboratórios científicos e operacionais para experimentos em inúmeras e importantes áreas de pesquisa, incluindo observação da Terra em diversas faixas de freqüência, nanotecnologia, biotecnologia, combustão, materiais, medicina, fluidos, produção de medicamentos etc.
Deve ficar pronta apenas em 2009.

Mais informações sobre o astronauta Marcos César Pontes e sobre o programa espacial brasileiro no site www.marcospontes.net.

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