ARTIGOS
NEUROPLASTICIDADE FALTA
DE DISCIPLINA NA ESCOLA É MAIOR EM SP RESPOSTA
DO SR. MARCO MAIA AO MARCELO TAS (E PRETA GIL) EDUARDO
GALEANO - DE PERNAS PRO AR - A ESCOLA DO MUNDO AO AVESSO JACK
3 D - O QUE NÃO VEM ESCRITO NO RÓTULO JOSÉ
ALENCAR, DE BALCONISTA A EMPRESÁRIO E VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA ESTAMOS
OBCECADOS PELO "MELHOR" PELA MORALIDADE O
QUE ESTÁ POR TRÁS DO DESEJO DE COMPRA DE BEM DE LUXO? EDUCAÇÃO,
O MELHOR INVESTIMENTO QUEM
NÃO GOSTA DE DOCE DE LEITE? É
SÓ TRISTEZA RECEBER
CRÍTICAS NÃO É AGRADÁVEL O
TIME QUE PREFERIU MORRER A PERDER ESCRITA
NA ERA DIGITAL ELE
É CASADO; E AGORA? A
DISTÂNCIA ENTRE A AGENDA DO CONGRESSO NACIONAL E A REALIDADE DO
PAÍS O ALZHEIMER, PELO PACIENTE VAI
VIAJAR?
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Sabia que o cérebro melhora com a idade? Os modernos estudos demonstram que os cérebros das pessoas mais velhas não degeneram, mas tem uma evolução particular, de acordo com a atividade realizada, o que torna essas pessoas “sábias” quando chega a velhice. A chave para alcançar este sucesso se chama neuroplasticidade: que significa moldar a mente, o cérebro, através da atividade. A atividade pode moldar a mente. Em março de 2000, investigadores da Universidade de Londres descobriram que os taxistas dessa cidade tinham uma parte do cérebro, o Hipocampo - região importante para a memória espacial -, particularmente desenvolvida, muito mais que o resto das pessoas. Os taxistas desenvolviam mais essa zona porque a exercitavam mais, memorizando a cada dia ruas e caminhos. Nesses homens e mulheres, sua capacidade para memorizar ruas e caminhos não diminuía, mas aumentava com o passar dos anos. Em 2002 cientistas alemães descobriram a mesma coisa na Circunvolução de Heschl dos músicos, área do córtex cerebral importante para processar a música. Em 2004 os mesmos resultados tiveram o Instituto de Neurologia de Londres, na circunvolução angular esquerda, estrutura cerebral importante para a linguagem, no cérebro das pessoas bilíngües. Sabia que nós podemos criar novos neurônios ao longo de toda a vida? O esforço para criarmos novos neurônios pode aumentar mediante o esforço mental. Isto demonstra a importância de se manter uma atividade mental intensa, conforme envelhecemos. O exercício físico protege nossa saúde cardiovascular. O exercício cognitivo protege nossa saúde cerebral e é fator de proteção contra demência e senilidade. Os efeitos são específicos: dependendo da natureza da atividade mental, os novos neurônios se multiplicam com especial intensidade em diversas zonas cerebrais, mas vão ficar nas zonas do cérebro que mais usamos. Sabia que o Cérebro muda de forma segundo as áreas que mais utilizamos? Para aprender algo, necessitamos mais do hemisfério direito, mas quando alcançamos certo nível de perícia, essas atividades passam a ser controladas pelo hemisfério esquerdo. Ao longo da vida, acumulamos um repertório de destrezas cognitivas (habilidades e capacidade para reconhecer padrões) que nos permitem abordar novas situações com familiaridade. É o que popularmente chamamos “EXPERIÊNCIA”. À medida que envelhecemos, nossa atividade mental está mais dominada por essas “rotinas cognitivas”, pelo “piloto automático”. Isto não é ruim, pois permitem resolver problemas complexos mediante o reconhecimento instantâneo de padrões, sem muito esforço, problemas que podem representar um verdadeiro desafio para uma mente mais jovem. Porém, a estimulação cognitiva, que obriga a utilizar o hemisfério direito, é um ingrediente no estilo de vida que ajuda a evitar a deterioração do cérebro. A corrente científica dominante respalda a afirmação de que a vida mental intensa desempenha um papel essencial no bem-estar cognitivo, nas etapas avançadas da vida. Que tal a idéia de incluir o exercício cognitivo de forma regular, como um traço do nosso estilo de vida? Um FITNESS MENTAL! Autor: Elkhonon Goldberg, |
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O ministro Luiz Fux vai ter muito trabalho para se livrar da pecha de ser o responsável pela sobrevida política de tipos como Jader Barbalho, que retornou do limbo em que se encontrava devido ao voto de desempate contra a adoção da Lei da Ficha Limpa já para as eleições do ano passado. Evidentemente, trata-se de uma matéria polêmica, a ponto de ter perdurado um empate na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que a lei, por ter sido aprovada antes das convenções, não provocou mudanças no processo eleitoral, não sendo necessário, portanto, esperar um ano para aplicá-la, como manda a Constituição em casos de mudanças de regras eleitorais. A maioria dos juízes do Supremo decidiu ao contrário, mesmo que eles tenham elogiado o espírito da lei. A base comum dos votos contra a aplicação imediata foi o artigo 16 da Constituição, que impede a aplicação de novas regras eleitorais a menos de um ano antes da votação, para não afetar a "segurança jurídica" de candidatos e eleitores, que o ministro Gilmar Mendes classificou de cláusula pétrea da democracia. O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, argumentou que o princípio da anualidade não precisa ser observado porque a nova lei não alterou a igualdade na disputa. "Não se verificou alteração da chamada paridade de armas. Todos os candidatos de todos os partidos estavam exatamente na mesma situação antes do registro, antes das convenções partidárias". Também a ministra Cármem Lúcia defendeu que o processo eleitoral começa com as convenções, quando as candidaturas são formalizadas. Portanto, as novas regras de inelegibilidade não teriam afetado diretamente os concorrentes. "Não vejo quebra das condições de igualdade", disse. Ao analisar a questão da anterioridade da lei eleitoral, prevista no artigo 16 da Constituição Federal, o Tribunal Superior Eleitoral já decidira que a criação, por lei complementar, de novas causas de inelegibilidade não se enquadra nela, pois a Lei da Ficha Limpa não rompe a igualdade das condições de disputa entre os contendores e também não é uma decisão retroativa, pois simplesmente inclui novas exigências para que todos os candidatos sejam registrados. A lei ficaria caracterizada como retroativa se, por exemplo, um deputado já eleito perdesse o mandato por estar enquadrado nela, mas esse não era o espírito da legislação aprovada no Congresso. O que se aprovou não é uma mudança na legislação atual, mas novas exigências para o acesso à legenda partidária para concorrer às eleições. Apenas os novos candidatos, mesmo que desejando a reeleição, encontraram pela frente novas exigências, além daquelas a que estavam acostumados. O espírito da lei tem base na seguinte pergunta: por que uma pessoa é impedida de fazer concurso público se tiver antecedentes criminais de alguma espécie, mesmo sem trânsito em julgado, e pode se candidatar e assumir um mandato eletivo? Para além da discussão técnica sobre prazos para a aplicação da lei, os cinco juízes que votaram pela sua imediata vigência utilizaram o princípio da moralidade que deve reger o serviço público, previsto na Constituição, e é aí que se encontra a chave para o entendimento do que significou o julgamento de quarta-feira. Se não bastasse representar um avanço democrático fundamental, por ter nascido de uma petição pública com milhões de assinaturas, a Lei da Ficha Limpa teve uma qualidade suplementar, a de ultrapassar a exigência do "trânsito em julgado" dos processos, prevista na lei complementar das inelegibilidades e que protegia os candidatos infratores eternamente, na miríade de recursos que a lei brasileira permite. Desde 2006, há um consenso entre os presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país, de fazer prevalecer a interpretação que não se pode deferir registro de candidatura quando existe prova de vida pregressa que atenta contra os princípios constitucionais. E sempre esse princípio era derrubado pelo Tribunal Superior Eleitoral por uma margem mínima. O ministro Carlos Ayres Britto foi um dos derrotados em julgamentos no TSE, e no de quarta-feira reafirmou seu ponto de vista que "o cidadão tem o direito de escolher, para a formação dos quadros estatais, candidatos de vida pregressa retilínea", ressaltando a importância do artigo 14 da Constituição Federal, que prega a moralidade na vida pública. Vitoriosa a tese que a lei vale para ser aplicada na próxima eleição, temos vários casos de políticos que se elegeram em 2010 e de antemão não poderão concorrer à reeleição em 2014. Estarão exercendo um mandato já com a definição de que são fichas-sujas, o que torna a decisão do Supremo uma incongruência em si mesma. "A Constituição diz que pode ser corrupto em 2010 e não pode em 2012?", questionou a senadora Marinor Britto (PSOL) pelo Twitter, que perderá o mandato para Jader Barbalho no Pará. A alegação levantada pelo ministro Luiz Fux de que é preciso garantir estabilidade às regras eleitorais para impedir que governantes alterem a lei para se manterem eternamente no poder, como faziam no período militar, foi rebatida pelos ministros que colocaram a moralidade pública acima dessa tecnicalidade constitucional. Além do mais, o que se busca com a lei não é a manutenção do poder, e sim a moralização da vida pública. Ao contrário, a decisão do Supremo permitiu que figuras políticas deletérias ganhassem uma sobrevida política no poder. Autor: Merval Pereira |
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Segundo estudo, consumidores desse segmento compram “emoções” ou “comportamentos”. O mercado brasileiro de bens de luxo está em franca expansão. E um dos principais motivos é a vontade que as pessoas têm de comprar algo que seja considerado de luxo. No estudo, “Aspectos influentes na decisão de compra de bens de luxo do consumidor de alta renda de Belo Horizonte”, Tiago Carvalho, especialista em gestão estratégia de marketing, e José Marcos de Mesquita, economista, mestre e doutor em administração e professor da Universidade Fundação Mineira de Educação e Cultura, investigaram o que está por trás desse desejo. A análise de consumidores de alta renda da cidade de Belo Horizonte permitiu que os pesquisadores observassem que esse público possui aspirações e influências distintas ao decidirem adquirir um bem de luxo. Porém, existem alguns fatores mais decorrentes e que são decisivos para a compra. O primeiro deles é o ambiente ao qual pertence o consumidor. Com isso, a pessoa não só busca se diferenciar das outras pessoas por suas posses, mas principalmente, busca se firmar e se adequar a um determinado grupo social. “Através de grupos de referências, o consumidor é influenciado nas decisões de compra com o intuito de adequação ao meio em que se relaciona e, muitas vezes, buscando ainda uma aprovação social com aquela aquisição”, explicam no artigo. O imaginário, portanto, constitui, segundo os especialistas, uma parte essencial das marcas de luxo ao passo que os consumidores compram ou deixam de comprar produtos partindo de seus atributos emocionais. “Eles estão comprando emoções ou comportamentos. Estes atributos relacionados ao produto e à marca têm como base a necessidade por aprovação social, expressão pessoal e auto-estima, pois normalmente no mercado de bens de luxo, os consumidores valorizam prestígio, exclusividade e modernidade”, dizem. Outro aspecto observado pelo estudo é que a imagem das marcas de luxo como referenciais de qualidade também é preponderante na decisão de compra, visto que os consumidores se sentem mais confiantes ao realizar a compra, mesmo que o preço seja mais elevado. “Marcas
como Louis Vuitton, Chanel, Cartier e Rolex são percebidas pelos
consumidores de bens de luxo, como tradicionais e sempre referenciadas
como as de maior qualidade no segmento. Isso se deve ao fato de estas
empresas, e consequentemente suas marcas, sinalizarem valor, além
de criarem e firmarem uma imagem positiva dos bens pelas quais representam”,
explicam. Fonte: Agência Notisa |
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Nem sempre quem apresenta os sintomas de depressão tem a doença. A tristeza muitas vezes é temporária na vida da pessoa. Pelo menos 121 milhões pessoas sofrem de depressão, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Até o ano de 2030, a depressão se tornará a segunda doença incapacitante mais recorrente do mundo, atrás apenas da aids, de acordo com o estudo “Global Burden of Disease”, promovido em conjunto pela OMS, a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard e o Banco Mundial. Nem sempre a tristeza intensa ou prolongada significa depressão Embora seja um sentimento normal e comum, a visão contemporânea da tristeza faz com que ela seja encarada como uma doença, algo que precisa ser eliminado imediatamente, defendem Horwitz e Wakefield. Sueli Damergian, livre docente do departamento de Psicologia Social da Universidade de São Paulo, acredita que ela seja indispensável. “É um sentimento que faz parte da alma, característico do ser humano. Quem não sente tristeza e angústia dificilmente vai entrar em contato com sentimentos mais profundos, entender o outro”, diz Damergian. “Negá-la é negar a realidade”, afirma a professora de psicologia. O desejo por uma droga que acabasse com angústia é tão intenso que, quando o antidepressivo fluoxetina foi lançado comercialmente, em 1987, ganhou o apelido de "pílula da felicidade", refletindo a expectativa de que um remédio capaz de resolver o problema da tristeza para sempre. Não à toa, se tornou um dos medicamentos mais vendidos do mundo, segundo Sergio Blay, psiquiatra e professor da Unifesp. Cerca de 22,2 milhões de receitas de floxetina foram prescritas nos Estados Unidos em 2007, tornando-o o terceiro antidepressivo mais consumido depois da sertralina e do escitalopram, de acordo com relatórios da indústria farmacêutica americana. Tanta pressa em resolver os problemas emocionais é comum, de acordo com Blay. "Ao passar por um sofrimento, pessoas leigas querem se ver livres dele o quanto antes. Cabe explicar que remédios podem tratar algumas coisas, mas outras não. Muitas vezes os pacientes têm expectativas falsas a respeito dos médicos e tratamentos", disse ele durante o 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado no fim de outubro em Fortaleza, no Ceará. Damergian, da USP, faz coro. “É importante sentir dor, e entender que essa dor não vai matar, e que pode te fazer crescer. Não existe pílula mágica que resolva o problema”, afirma a professora de psicologia. Rafael Faria Sanches, psiquiatra e doutor pela Universidade de São Paulo, vai além. “Se mal aplicado, o tratamento para depressão pode piorar mais do que ajudar”, disse o psiquiatra, no Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Além da tristeza Entre os outros sintomas da depressão estão mudanças de humor, perda de interesse ou satisfação nas atividades outrora consideradas prazerosas, distúrbio de sono ou de apetite, perda de energia e falta de concentração. O problema é que não existem testes clínicos para diagnosticar a doença. “Existem algumas evidências usadas em pesquisa, mas não é como fazer um diagnóstico de diabetes”, diz Sanches. Os testes que são usados em pesquisa médica avaliam desequilíbrios no nível de neurotransmissores e mudança no metabolismo das regiões cerebrais. “Mas os resultados só são válidos para grupos de pacientes. Isoladamente, não é aplicável”, diz o médico. Na dúvida, se os sintomas de uma possível depressão aparecerem, é necessário buscar ajuda médica. “Há quadros depressivos que precisam de fato ser tratados, porque causam prejuízo no trabalho, no dia a dia. Alguns pacientes passam períodos longos com os sintomas e a família acha que é normal, que a pessoa é assim", diz Blay, da Unifesp. “Além da pessoa ter os sintomas da depressão, eles têm que causar algum sofrimento e prejuízo significativos no funcionamento social, profissional ou emocional. Mas tristeza por si só não dura indefinidamente”, diz Sanches. Portanto, é preciso aprender a entender a aceitar a tristeza, quando ela acontece dentro dos limites de uma vida saudável, e procurar ajuda quando sair dela foge ao controle. Autora:
Verônica Mambrini |
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Você está toda entusiasmada com o rapaz que acabou de conhecer, afinal ele se mostrou tão cordial, educado e atencioso. Pode até não ser um galã, mas você adorou estar com ele! Então resolve saber um pouco mais e acaba descobrindo que é casado. E agora? Contenha a indignação, pois, essa história além de comum tem gerado muitos conflitos existenciais! Não me refiro aqui às oportunistas, mas sim às mulheres bem resolvidas, normalmente entre na casa dos quarenta, independentes financeiramente, que almejam viver um relacionamento mais maduro, mas acabam se desiludindo e o que é pior, desacreditando na possibilidade de refazer a sua vida afetiva. O que considero total contra-senso, afinal, não se pode generalizar dignidade, ética caráter. Feito esse pequeno parênteses, continuamos. De princípio ser “a outra” não era o seu objetivo, mas ele continua lhe procurando e, embora quisesse negar, você está gostando muito disso. Vencer conflitos interiores é sempre muito penoso porque são idéias pessoais que se debatem gerando aflição, medo e culpa. É como se dois seres se instalassem dentro de você; um diz que não deve; outro que mesmo assim você quer tanto! Não há como viver de forma sadia sem resolver essa questão, mas ninguém poderá dizer-lhe o que fazer a não ser você mesma. Portanto, refletir sobre a situação é um ótimo começo no sentido de tomar a decisão que mais a satisfaça. Você pode optar por fingir que não sabe de nada e se fazer de boba diante das desculpas dele em manter o relacionamento em segredo; pode contar a ele que sabe e encarar o caso de vocês como algo passageiro; pode ainda aceitar as argumentações dele em relação ao porque de não terminar o casamento ou, também, pode chegar à conclusão que não é isso que quer e acabar tudo. Cada ser humano é único e, portanto, só você pode saber qual opção é melhor na sua vida. Mas algumas considerações podem ser feitas no sentido de encontrar resposta para uma questão básica: qual a possibilidade desse relacionamento fazê-la feliz? Muitos são os depoimentos masculinos em relação à própria infidelidade e, na grande maioria, eles não se intimidam em demonstrar desprezo pelo caso extraconjugal, considerando-o apenas como um escape à rotina do casamento. Alguns demonstram total desrespeito a si mesmos, encontrando no adultério um meio de se auto-afirmarem. É ainda esse o caso dos homens que alegam não conseguir sair de um casamento ruim, afinal, ninguém pode ser obrigado a viver com outra pessoa sem que essa seja a sua vontade. Também há os que realmente se apaixonam e optam por terminar o casamento e assumir a nova relação, embora em escala muito menor. Várias são as conclusões
de estudos sobre a famosa infidelidade masculina, mas a questão
é: vale a pena “pagar para ver”? Sendo o outro uma
incógnita, bom mesmo é focar a atenção em
você mesmo e no que realmente quer desse relacionamento. Pense: você é a pessoa mais importante desse relacionamento e serão as suas ações que promoverão o bem ou mal estar consigo mesmo e, consequentemente, com a vida! Autora: Suely
Buriasco |
Médico americano conta o processo de desenvolvimento da doença, dos sintomas ao diagnóstico, e como sua rotina mudou Sou médico aposentado e professor de medicina. E tenho Alzheimer. Antes do meu diagnóstico, estava familiarizado com a doença, tratando pacientes com Alzheimer durante anos. Mas demorei para suspeitar da minha própria aflição. Hoje, sabendo que tenho a doença, consegui determinar quando ela começou, há 10 anos, quando estava com 76. Eu presidia um programa mensal de palestras sobre ética médica e conhecia a maior parte dos oradores. Mas, de repente, precisei recorrer ao material que já estava preparado para fazer as apresentações. Comecei então a esquecer nomes, mas nunca as fisionomias. Esses lapsos são comuns em pessoas idosas, de modo que não me preocupei. Nos anos seguintes, submeti-me a uma cirurgia das coronárias e mais tarde tive dois pequenos derrames cerebrais. Meu neurologista atribuiu os meus problemas a esses derrames, mas minha mente continuou a deteriorar. O golpe final foi há um ano, quando estava recebendo uma menção honrosa no hospital onde trabalhava. Levantei-me para agradecer e não consegui dizer uma palavra sequer. Minha mulher insistiu para eu consultar um médico. Meu clínico-geral realizou uma série de testes de memória em seu consultório e pediu depois uma tomografia PET, que diagnostica a doença com 95% de precisão. Comecei a ser medicado com Aricept, que tem muitos efeitos colaterais. Eu me ressenti de dois deles: diarreia e perda de apetite. Meu médico insistiu para eu continuar. Os efeitos colaterais desapareceram e comecei a tomar mais um medicamento, Namenda. Esses remédios, em muitos pacientes, não surtem nenhum efeito. Fui um dos raros felizardos. Em dois meses, senti-me muito melhor e hoje quase voltei ao normal. Demoramos muito tempo para compreender essa doença desde que Alois Alzheimer, médico alemão, estabeleceu os primeiros elos, no início do século 20, entre a demência e a presença de placas e emaranhados de material desconhecido. Hoje sabemos que esse material é o acúmulo de uma proteína chamada beta-amiloide. A hipótese principal para o mecanismo da doença de Alzheimer é que essa proteína se acumula nas células do cérebro, provocando uma degeneração dos neurônios. Hoje, há alguns produtos farmacêuticos para limpar essa proteína das células. No entanto, as placas de amiloide podem ser detectadas apenas numa autópsia, de modo que são associadas apenas com pessoas que desenvolveram plenamente a doença. Não sabemos se esses são os primeiros indicadores biológicos da doença. Mas há muitas coisas que aprendemos. A partir da minha melhora, passei a fazer uma lista de insights que gostaria de compartilhar com outras pessoas que enfrentam problemas de memória: tenha sempre consigo um caderninho de notas e escreva o que deseja lembrar mais tarde. Quando não conseguir lembrar de um nome, peça para que a pessoa o repita e então escreva. Leia livros. Faça caminhadas. Dedique-se ao desenho e à pintura. Pratique jardinagem. Faça quebra-cabeças e jogos. Experimente coisas novas. Organize o seu dia. Adote uma dieta saudável, que inclua peixe duas vezes por semana, frutas e legumes e vegetais, ácidos graxos ômega 3. Não se afaste dos amigos e da sua família. É um conselho que aprendi a duras penas. Temendo que as pessoas se apiedassem de mim, procurei manter a minha doença em segredo e isso significou me afastar das pessoas que eu amava. Mas agora me sinto gratificado ao ver como as pessoas são tolerantes e como desejam ajudar. A doença afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos e quase a metade dos que têm mais de 85. A previsão é de que o número de pessoas com Alzheimer nos EUA dobre até 2030. Sei que, como qualquer outro ser humano, um dia vou morrer. Assim, certifiquei-me dos documentos que necessitava examinar e assinar enquanto ainda estou capaz e desperto, coisas como deixar recomendações por escrito ou uma ordem para desligar os aparelhos quando não houver chance de recuperação. Procurei assegurar que aqueles que amo saibam dos meus desejos. Quando não souber mais quem sou, não reconhecer mais as pessoas ou estiver incapacitado, sem nenhuma chance de melhora, quero apenas consolo e cuidados paliativos. Autor: Arthur Rivin |
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CONHEÇA OS SEUS DIREITOS
Saiba quais os direitos dos passageiros em caso de atrasos e cancelamentos de viagens Nem o cancelamento da greve dos funcionários das empresas aéreas está livrando os passageiros de enfrentarem transtornos e atrasos nos principais aeroportos brasileiros. A paralisação dos aeronautas e aeroviários, que reivindicam reposição salarial e participação nos lucros das empresas áreas, estava prevista para começar, foi suspensa até nova avaliação no início de janeiro. Segundo as advogadas de Direito Cível, Ana Luisa Porto Borges e Gislaine Lisboa Santos, do Peixoto e Cury Advogados, os atrasos e cancelamentos de vôos têm se tornado frequentes e as empresas são obrigadas a reparar os danos sofridos pelos passageiros prejudicados. “Um contrato de transporte aéreo tem data e hora para começar e terminar. Quando há quebra deste contrato, todos os prejuízos decorrentes podem ser objetos de reparação de danos”, afirma. Ana Luisa alerta que, para garantir seu direito e gerar prova no momento da propositura de uma eventual ação, o passageiro deve tirar foto do painel que mostra o atraso ou cancelamento do vôo ou mesmo de uma viagem rodoviária, além de guardar todos os comprovantes de despesas de alimentação e hospedagem. Confira abaixo as recomendações da advogada diante de atrasos, cancelamentos e danos sofridos em viagens de final de ano e férias: Atraso e Cancelamento de Vôos - Após uma hora de atraso do vôo, a empresa aérea é obrigada a fornecer ao passageiro acesso a comunicação seja por meio de telefone ou internet. - A partir de duas horas de atraso, a empresa é obrigada a fornecer alimentação aos passageiros. - A partir de quatro horas de atraso, deve fornecer hospedagem. - O passageiro tem o direito, caso queira, de ser imediatamente reembolsado pela companhia aérea em caso de o vôo ser cancelado ou atrasar mais de quatro horas, caso o bilhete esteja quitado. - Caso o vôo seja cancelado ou interrompido, o passageiro terá a opção de terminar o trajeto por meio de outro transporte ou esperar o próximo vôo. * Estes direitos são assegurados pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, mas não eximem as empresas de indenizar os demais prejuízos. O Código de Defesa do consumidor é aplicável à empresa aérea nacional ou internacional que opera rotas no Brasil e a ação contra a empresa deve ser proposta no domicílio do consumidor. Atrasos e Cancelamentos nas Viagens de Ônibus Passageiros de ônibus também têm direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor e ainda: - Os bilhetes de passagens intermunicipal, interestadual e internacional valem por um ano, a partir da data de sua emissão. O consumidor pode remarcar a passagem sem prejuízo, dentro deste prazo, sem pagar qualquer adicional, mesmo que o trecho passe por aumento de tarifa no período. O passageiro pode optar, ainda, pela devolução do valor pago pelo bilhete, que deve ser reembolsado em 30 dias. - Se a partida do ônibus atrasar por mais de uma hora, seja no ponto inicial, seja nas paradas durante a viagem, a empresa é obrigada a embarcar o passageiro em outra transportadora que ofereça serviço equivalente ou a restituir o valor do bilhete. Caso haja atraso de mais de três horas, a alimentação e a hospedagem dos passageiros devem ser de responsabilidade da empresa. - Em caso de descumprimento do contrato, o consumidor também deve guardar todos os comprovantes dos gastos com alimentação, taxi, pernoite em hotéis e compra de outra passagem para terminar a viagem. Relacione nome, RG, CPF, endereço e telefone de outros passageiros com o mesmo problema, pois eles poderão servir de testemunhas para você e você para eles. Vale registrar uma reclamação no balcão da ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre - da Rodoviária ou Delegacia de Polícia, caso haja no Terminal Rodoviário. Problemas na Hospedagem ou Descumprimento de Pacotes - O consumidor deve ter atenção redobrada para as propagandas com ofertas muito vantajosas, que podem esconder armadilhas; - O consumidor deve exigir um contrato por escrito com o preço total da viagem, o nome da companhia aérea, data e horário do vôo, transporte terrestre, hotéis, traslado, refeições, guias e taxas extras incluídas no pacote; - Antes de fechar qualquer contrato, o consumidor, deve pesquisar no Procon de sua cidade, para conferir se existe reclamação sobre a agência contratada; - Nas viagens internacionais o consumidor deve fazer a conversão da moeda para saber o valor exato do pacote em reais. Aliás, o próprio contrato deve trazer esta informação; - O consumidor deve ser informado com antecedência se a viagem tiver como destino cidades, países ou épocas sujeitos a furacões, terremotos, vulcões e pandemias como a de gripe suína; - O cliente deve conferir se o vôo tem escalas e perguntar se tem direito a desdobrar a passagem para visitar outra localidade; - O consumidor deve conferir a categoria do hotel e se o preço da diária inclui meia pensão ou pensão completa; - Cuidado com as atrações e eventos especiais que, na maioria das vezes, aumentam e muito o custo da viagem; - Cuidado ao contratar "pacotes de aventura", para que não haja risco grande de acidente. Para se prevenir, contrate um seguro de vida e acidentes pessoais específico; - Em caso de problemas, o consumidor deve fotografar e filmar tudo que ocorrer de forma diferente do contratado; deve guardar também todos os comprovantes de despesas extras que fizer e registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia. Uma reclamação ao Procon também é válida, pois gerará uma multa administrativa para a empresa que pode chegar até R$ 3 milhões, dependendo da gravidade do caso e dos antecedentes da empresa. Furtos ou Extravio de Bagagens - Furtos ou extravio de bagagens em viagens aéreas e até rodoviárias são bastante comuns. A franquia de bagagem inclusa na passagem integra o contrato de transporte e obriga a empresa a zelar pela bagagem e garantir sua chegada ao destino. - Para evitar furtos e danos, o passageiro não deve deixar jóias, perfumes e eletrônicos como celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, nas malas que seguirão no compartimento de bagagem. - Use sempre um lacre ou cadeado para comprovar que a mala estava fechada. Vale a pena colocar uma etiqueta de identificação com nome e telefone do proprietário da mala. É salutar levar na bagagem de mão algumas peças de roupa para qualquer eventualidade, até que sua mala seja localizada ou que você seja indenizado pela empresa. - Chegando ao destino e não encontrando sua mala, o passageiro deve registrar queixa imediatamente junto à empresa responsável, bem como junto à ANAC e à Infraero (em caso de viagens aéreas), ANTT (em caso de viagens rodoviárias) e na delegacia de polícia, se possível. Declare o conteúdo da mala e detalhes que possam identificá-la; e exija da companhia providências emergenciais enquanto ela procura ou aguarda a chegada da bagagem. - Guarde todos os comprovantes de despesas que tiver que fazer com roupas, material de higiene pessoal, sapatos e o que mais estava na mala, para poder ser ressarcido posteriormente. Fonte:
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