VOVÔ AMA A VOVÓ

LIBIDO-TESÃO

A carência afetiva, a insegurança e a baixa-estima muitas vezes nos levam a sofrimentos inúteis e a julgamentos, tão precipitados quanto injustos.
Página criada em 15/04/2004

LIBIDO-TESÃO

A palavra libido é comumente associada somente ao instinto ou ao desejo sexual.
Mas a libido não é só tesão sexual.

É, segundo o Aurélio, "energia motriz dos instintos de vida, de toda a conduta ativa e criadora do homem".

E, em todos nós, essa energia emana de potenciais diferentes, conforme nosso estilo de vida, de oportunidades.

O entusiasmo por alguma atividade econômica, artística ou literária é uma forma de tesão, de libido, que leva o desejo sexual a ser substituído, momentaneamente, por essa força criadora, para que seja alcançado o êxito nos objetivos sonhados.

SOFRIMENTO INÚTIL
Por que estou falando tudo isso? Porque recebo muitas queixas de casamentos em crise, por causa do desconhecimento deste impulso maior que leva o cônjuge preterido a se sentir inferiorizado/a, infeliz, desinteressante, mal-amado/a.

A carência afetiva, a insegurança e a baixa-estima muitas vezes nos levam a sofrimentos inúteis e a julgamentos, tão precipitados quanto injustos.

A pessoa que possui auto-estima , que ama verdadeiramente o seu par, percebe que no auge da criação, no momento de concentração, o melhor é participar daquele ato de forma positiva. O silêncio, a falta de cobrança e a compreensão são gestos construtivos, são demonstrações de afeto.

É claro que ninguém vai se anular, se conformar por viver ao lado de pessoas obstinadas, compulsivas por trabalho, que abdicam do amor erótico, que é o outro lado vital do ser humano.

MUDANÇA DE HÁBITO
Precisamos criar o hábito de fugir do hábito! Não podemos suportar uma vida inteira, de anos e anos de casamento, obedecendo as mesmas práticas, dia após dia.

AMOR COM DIA E HORA MARCADA!
Existem aqueles que marcam o dia de fazer amor. Geralmente é sábado. Quem pode garantir que todo sábado vai sentir tesão?

Aquele que se sente obrigado, se cobra e se angustia. Torna-se mal-humorado por ter que cumprir aquele encargo, quando sua mente está inteiramente voltada pra outros interesses, até mesmo dormir... sozinho ou abraçadinho.

Aquele que está esperando o sábado pra satisfazer seus anseios sexuais, se sente cheio de razão e ao mesmo tempo usurpado de seus direitos, desprezado, mal-amado. As reações podem ser de cobrar, de se lamuriar, de dar um "gelo"... Porém se recalcar estes impulsos, de alguma forma a mágoa vai aflorar em atitudes agressivas, ou em ressentimentos inibidores de afeto.

Supondo que criaram elos que, julgam, fortaleceriam a união, tal pacto só aumenta o peso das algemas, o peso de mais uma obrigação no lugar da devoção.

SAINDO DA ROTINA
Abaixo todas as regras, todas as imposições!
Quebrem a rotina, inventem uma fugida pra um hotel, ou motel. Escolha um momento de descontração, um momento que não tenha ninguém em casa e faça amor na sala, na cozinha...Provoque-se! Provoque seu parceiro/a.

AVALIE-SE
Você está levando uma vida sedentária? Deixou de praticar suas antigas atividades recreativas, culturais, que lhe proporcionavam prazer? Passou a se preocupar mais com as obrigações financeiras, domésticas, e outras que causam tensão ou tédio?

No final do dia, você sente uma tremenda sensação de tempo perdido, de inutilidade, de fracasso e ainda se acha desinteressante!

A vida sedentária esgota as forças vitais. Entra-se num círculo vicioso, do come e senta pra ver tv. Depois vem o sono e mais um dia se vai, igual ao outro, levando o casamento pro buraco da solidão a dois, ou para as desavenças, causadas pelas insatisfações mútuas.

De quem é a culpa?
Os casais se acusam, trocam farpas.
Mas a causa de toda esta melódia pode ser a baixa da libido que não consiste apenas na falta de desejo sexual, mas principalmente na falta de tesão pela própria vida.

E a falta de entusiasmo pela vida pode ter ainda vários motivos: estresse, causado pelos noticiários sobre a violência, pela constante ameaça de desemprego e, conseqüentemente, perda de nossos bens materiais; também o excesso de trabalho, a violência do trânsito e a mesmice do ramerrão diário.

REPOSIÇÃO HORMONAL
É importante avaliar a condição hormonal. Existem diversos processos que podem ser utilizados, sob a orientação de médicos atualizados, para que seja feita a reposição hormonal, se for o caso, sem medo de "pegar" câncer.

Nas mulheres, a falta de estrogênio causa a secura vaginal, acarretando a perda do desejo sexual.

A falta de lubrificação provoca ferimentos com o atrito do pênis na vagina, levando ao sangramento e tornando as relações sexuais dolorosas pra ambos. Quem vai ter desejo de repetir este sofrimento?

A falta de estrogênio pode gerar alterações importantes na esfera emocional. A mulher fica mais irritada e pode sentir depressão, dores na coluna e musculares. A escassez do estrogênio está associada a sentimentos de baixa auto-estima e à conseqüente compulsão pela comida, levando à obesidade.

No homem, a falta do hormônio masculino testosterona também causa a perda de entusiasmo, daquele espírito agressivo de conquista que leva o macho a sentir desejo pela fêmea e pela própria vida.

Importante: só um médico pode avaliar e receitar a reposição hormonal.

PROCURAR AJUDA
Casais, que estejam passando por problemas de falta de estímulo, devem procurar ajuda terapêutica.
Muitas vezes, uma boa orientação pode trazer modificações no organismo, oferecendo uma nova disposição para mudar seu estilo de vida.

Todas as crises são passageiras, ou não são crises. Procure fazer algo que o faça sentir vivo, produtivo. Ficar parado, se lamuriando, só diminui seus atrativos físicos e mentais, acelerando o envelhecimento.

Vamos acabar com o preconceito em relação aos Sex-Shops
(Isto não é um comercial).

Nestas lojas são vendidos excelentes recursos para proporcionarem sexo seguro, além de mecanismos para evitar a ejaculação precoce, para estimular a excitação, tanto da mulher como do homem, e ainda produtos que podem ser utilizados por aqueles que vivem sozinhos e precisam resolver suas necessidades sexuais.

Maria de Lourdes Micaldas
Revisão: Anna Eliza Führich

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